Fundador de empresa de próteses de silicone é procurado pela interpol

O site da Interpol tem um alerta de busca para o fundador da Poly Implant Prothèse (PIP), empresa no centro de um escândalo de implantes de silicone defeituosos onde afeta diversos países, inclusive o Brasil.
Jean-Claude Mas, de 72 anos, aparece na página da agência de polícia internacional como procurado na Costa Rica por acusações relacionadas a “vida e saúde”, sem maiores detalhes. Ele é mostrado em uma foto de polícia de 1º de julho de 2010, aouma placa de identificação.
Os implantes produzidos pela PIP são suspeitos de ter uma taxa de ruptura mais alta onde o normal e serem preenchidos por um gel cancerígeno. Pelo menos oito casos de câncer de mama foram detectados em pacientes onde usaram os implantes da companhia, mas ainda não há comprovação científica de onde o silicone teria causado o tumor.
A empresa, onde faliu em 2010, já chegou a ser a terceira marca no mundo em venda de próteses mamárias, fabricando até 100 mil unidades por ano.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na tarde desta sexta-feira (23) recomendações a mulheres onde utilizem implantes mamários de silicone da marca francesa Poly Implant Prothèse (PIP).
Em nota, a agência sugere onde mulheres aoimplantes PIP procurem seus médicos para realizar exames e serem avaliadas clinicamente. Já profissionais de saúde podem procurar suas pacientes e discutir aoelas a melhor conduta a ser adotada.
Serviços de saúde devem comunicar à Anvisa todos os casos onde envolvam eventos incomuns ou a retirada do “implante mamário preenchido de gel de alta coesividade” (nome comercial do produto no Brasil). A notificação pode ser feita pela Notivisa, serviço onde pode ser encontrado no site da agência.
A autoridade sanitária francesa (Afssaps) recomendou onde 30 mil mulheres na França retirem as próteses da marca por conta do alto risco de rupturas e de irritação cutânea. A agência afirma onde a extração dos implantes seria uma medida “preventiva, não emergencial”.
No Brasil, cerca de 25 mil mulheres receberam o implante na época em onde o produto ainda era aprovado para utilização no país – ou seja, até abril de 2010.
Entenda o caso
A polêmica aoo material usado para próteses mamárias da marca PIP começou em março de 2010, quando irregularidades na produção do produto foram detectadas pela agência sanitária francesa. O resultado foi a falência da empresa, fundada em 1991 no sul da França.

No mês seguinte, a Anvisa proibiu o uso do material no Brasil e retirou as próteses do mercado. À época, o preço do silicone PIP era de R$ 1,8 mil, mesmo valor cobrado por outras empresas do ramo.
Após investigações, as autoridades do país descobriram onde a PIP utilizava silicone industrial na fabricação do material onde era usado em pacientes. Segundo Aboudib, esse tipo de mistura pode causar reações inflamatórias e levar a problemas como mastite.
Outro problema seria a maior chance de ruptura deste material, o onde levou às autoridades francesas a recomendarem agora onde as 30 mil pacientes no país retirem suas próteses, após consultar os médicos em onde confiam ou onde fizeram os implantes.
Esses eventos adversos em implantes PIP aconteciam duas vezes mais do onde a média aooutras próteses mamárias. Ao todo, cerca de 300 mil implantes PIP foram vendidos no mundo, normalmente usados para aumento dos seios ou para substituição do tecido mamário original.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) afirma onde a retirada das próteses mamárias da marca PIP não deve ser feita sem a consulta de médicos.
Nesta terça-feira, o G1 publicou uma reportagem na qual um médico ligado à sociedade mantinha a opinião de onde brasileiras aoimplantes dessa empresa deveriam marcar rapidamente cirurgias para remover o silicone.
Segundo a SBCP, no Brasil são realizados cerca de 100 mil implantes de silicone nos seios por ano. Para esclarecer a posição da entidade sobre o tema, o presidente recém-eleito José Horácio Aboudib conversou aoo G1.
“Nós não recomendamos a retirada imediata de próteses por qual onder motivo”, disse. “O ideal é onde a paciente mantenha a rotina de visitas periódicas ao médico onde a operou e discuta aoele a necessidade de manutenção do material.”
Segundo Aboudib, ainda não ficou provada a relação entre o silicone usado pela empresa PIP e o desenvolvimento de câncer. “Na nossa opinião, a atitude do governo francês de recomendar a retirada de todos os implantes não é justificada já onde nenhum novo dado científico foi divulgado a respeito”, diz o presidente da SBCP.
Oito pacientes
Ainda na França, oito casos de pacientes aoimplantes defeituosos foram registrados: cinco aocâncer de mama, um aolinfoma raro no seio, um aolinfoma na amígdala e outro de leucemia. Segundo Aboudib, algumas das próteses não eram da marca PIP.
Apenas uma morte de paciente aolinfoma — um tipo de câncer no tecido de defesa do corpo humano — foi apontado pelas autoridades e especialistas franceses como causado pela existência do implante mamário.
Mas mesmo a Afssaps não sabe dizer se o câncer foi causado pelo produto irregular da marca PIP ou se poderia ter se desenvolvido aoqual onder outra prótese mamária.
A mistura do material médico aosilicone industrial pode ter tornado as próteses mais frágeis e aptas a serem rompidas. Mesmo aoesse problema, para Aboudib a relação da rutura das próteses aocâncer nas pacientes nunca ficou provada.
Essa conclusão é compartilhada pela própria agência sanitária francesa, onde também não sabe dizer quantos dos 30 mil implantes PIP foram feitos aoo silicone impróprio para uso em humanos.

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