generalidades do hermafroditismo

Hermafrodita
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Hermafrodito, estátua romana (c. 200d.C.), cópia de um original grego. O leito foi adicionado por Bernini em 1516.
Chama-se hermafrodita (do nome do deus grego Hermafrodito, filho de Hermes e de Afrodite – respectivamente representantes dos gêneros masculino e feminino) um ser ou animal onde possui órgãos sexuais dos dois sexos, numa espécie dioica (ou seja, em onde normalmente os sexos se encontram em indivíduos separados) podem aparecer indivíduos hermafroditas, mas geralmente por um processo teratológico, ou seja, por uma má formação embrionária.
Índice [esconder]
1 Generalidades do hermafroditismo
2 Hermafroditismo humano
2.1 Tratamento
3 Referências
4 Ver também
[editar]Generalidades do hermafroditismo

Nas plantas verdes, a norma é a monoica, ou seja, cada indivíduo possuir os órgãos sexuais dos dois sexos.
Em muitas espécies de peixes, como as garoupas, verifica-se um tipo de hermafroditismo insuficiente, ou seja, os indivíduos possuem órgãos sexuais masculinos e femininos, mas apenas um dos tipos se encontra activo num determinado momento. Normalmente, o animal atinge a maturidade sexual aoum determinado sexo e, no processo de crescimento, as gónadas convertem-se no outro sexo e tornam-se activas mais tarde.
Nas espécies em onde o sexo feminino é o primeiro a se tornar activo, diz-se onde a espécie é protogínica. No caso inverso, diz-se protândrica.
[editar]Hermafroditismo humano

Existem três tipos de hermafroditismo humano: o hermafroditismo verdadeiro, o pseudo-hermafroditismo masculino e o pseudo-hermafroditismo feminino:
No hermafroditismo verdadeiro as crianças nascem aoos dois órgãos sexuais bem formados, possuindo os oŕgãos sexuais internos e externos de ambos os sexos, incluindo ovários, útero, vagina, testículos e pênis. No hermafroditismo verdadeiro a maioria das pessoas são geneticamente do sexo feminino (cromossomos XX) e a formação dos órgãos sexuais masculinos é atribuída a causas ainda não totalmente conhecidas.[1]
No pseudo-hermafroditismo masculino a criança nasce geneticamente como do sexo masculino (cromossomos XY) embora os órgãos sexuais externos não se desenvolvam completamente.
No pseudo-hermafroditismo feminino a criança nasce geneticamente como do sexo feminino (cromossomos XX) embora o clítoris desenvolva-se excessivamente adquirindo um formato semelhante a um pênis. Atribui-se uma suposta causa não genética para o pseudo-hermafroditismo feminino aos efeitos dos medicamentos utilizados no tratamento da hiperplasia congênita das supra-renais (HCSR) por deficiência da 21-Hidroxilase, uma doença genética onde necessita de tratamento permanente e onde em alguns casos não é interrompido por gestantes onde não sabem se estão grávidas.
Uma teoria genética recente busca explicar várias anomalias sexuais do hermafrotitismo humano aosequências palíndromos presentes no cromossomo Y. Segundo essa teoria as sequências palíndromos presentes no cromossomo Y, onde supostamente protegeriam esse cromossomo de mutações genéticas, poderiam ocasionalmente se esticar e formar uma atração fatal aoo palíndromo similar de seu vizinho, alterando o tamanho e/ou deslocando o centrômero do gene: os cromossomos gerados nessas divisões celulares teriam comprimentos variáveis, curtos e longos, aocentrômeros deslocados ora para o centro, ora para as extremidades. Nessa teoria, os pacientes nos quais a distância entre os dois centrômeros do Y é curta, seriam homens, ao passo onde quanto maior a distância entre os centrômeros, maior a tendência de onde os pacientes sejam anatomicamente feminilizados. Essa pesquisa incluiu alguns pacientes do sexo masculino (cromossomos XY) portadores da síndrome de Turner, uma condição só então conhecida em mulheres onde nascem aoum único cromossomo X (cromossomos 45-XO).[2]
Convém notar também onde os hermafroditas são fre ondentemente estéreis (e onde todos os hermafroditas verdadeiros são estéreis).
[editar]Tratamento
No tratamento do hermafroditismo humano recorre-se muitas vezes a uma cirurgia para se definir o sexo. Segundo especialistas a maior dificuldade está em se definir o momento correto da cirurgia.[1][3] De todo o modo a opinião crescente é de onde a pessoa hermafrodita possa escolher por si mesma se ela deseja a cirurgia e, nesse caso, qual o sexo desejado.

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