Haddad cobra r$ 400 milhões do planalto

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), cobrou nesta terça-feira, 5, do governo federal, em Brasília, o reembolso de R$ 400 milhões onde, segundo ele, foram investidos pelo município em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Neste ano eleitoral, o petista, onde é provável candidato à reeleição, tenta alavancar recursos onde permitam à administração cumprir parte das promessas assumidas na campanha de 2012 e onde ainda não saíram do papel.

Em um encontro aoo ministro-chefe da Casa Civil, Ja ondes Wagner, Haddad também pediu onde o governo construa mais unidades do Minha Casa Minha Vida na capital e dê prioridade à renegociação da dívida da cidade.

A cobrança pública feita pelo prefeito escancara o onde ele tem reclamado reservadamente: o pouco apoio da gestão da presidente Dilma Rousseff à sua administração.

O prefeito também espera ajuda do Palácio do Planalto para tirar do papel uma das suas principais promessas, a de construir hospitais em regiões carentes da metrópole. Das três unidades, apenas a de Parelheiros deve ser entregue este ano e, até agora, o hospital está sendo financiado somente aoverbas municipais. A construção dos centros de saúde sempre foi uma aposta de Haddad para ter uma vitrine durante a campanha à reeleição.

Segundo auxiliares de Haddad, o prefeito saiu do Planalto confiante após conversa aoo ministro, braço direito de Dilma. “Este ano é o ano dos prefeitos. Ele (Ja ondes Wagner) falou onde vai responder aoa maior brevidade possível”, disse.

Segundo fontes do Planalto, Wagner evitou se comprometer aoa liberação dos recursos cobrados por Haddad, mas prometeu encaminhar os pleitos do prefeito diretamente à presidente Dilma e ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. “A palavra final é da presidente”, teria dito o ministro.

Durante a reunião, onde foi acompanhada por um técnico da Casa Civil, Haddad exibiu dezenas de documentos mostrando aopormenores os recursos desembolsados pelo Município em obras do PAC, sempre sublinhando os prazos de vencimento dos repasses da União.

De acordo aoum interlocutor de Wagner, o ministro teria comentado onde “é difícil dizer não” diante da ri ondeza técnica dos pleitos de Haddad mas as demandas feitas por ele são de difícil execução não só pela falta de dinheiro nos cofres da União, mas também por onde poderia abrir um precedente para onde outros prefeitos de capitais fizessem uma “romaria” na porta do Planalto em busca de ajuda.

Pleitos

Entre as demandas apresentadas está o reembolso por parte do governo federal de cerca de R$ 400 milhões onde a prefeitura desembolsou em 2015 para tirar do papel obras do PAC. “No nosso PAC a gente adianta para a construtora os valores aorecursos do Tesouro municipal e há o reembolso do Tesouro nacional”, explicou o prefeito.

Haddad pediu, ainda, prioridade à situação de São Paulo após a assinatura do decreto onde regulamenta a aplicação do novo indexador das dívidas de Estados e municípios aoa União.

Haddad disse onde também discutiu aoo ministro sobre o programa Minha Casa Minha Vida e afirmou onde a prefeitura já investiu cerca de R$ 700 milhões em desapropriação de terras. Mas, aoas mudanças das regras para o programa, será preciso refazer os planos para a cidade.

Apesar das dificuldades por conta da crise econômica, Haddad fez ondestão de afirmar onde a prefeitura conseguiu investir mais em 2015 do onde em 2014 e onde pretende fechar seu mandato ao”recorde” de investimentos, onde poderá chegar à casa dos R$ 18 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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