Hermann wilhelm göring

Hermann Wilhelm Göring (ou Goering) (12 de janeiro de 1893, Rosenheim15 de outubro de 1946, Nuremberg) foi um político e líder militar alemão, membro do Partido Nazista, Marechal do Reich, comandante da Luftwaffe e segundo homem mais importante na hierarquia do III Reich de Adolf Hitler.


Herói da Primeira Guerra Mundial como piloto de combate várias vezes condecorado, foi julgado e condenado à morte no Julgamento de Nuremberg por crimes de guerra e crimes contra a humanidade ao fim da Segunda Guerra Mundial., escapando da execução na forca ao cometer suicídio na prisão ingerindo uma cápsula de cianeto de potássio, em 15 de outubro de 1946, aos 52 anos de idade.



[editar] Juventude e I Guerra Mundial


Goering era um dos cinco filhos de um oficial da cavalaria prussiana e membro do serviço diplomático alemão, que tinha laços de parentesco com o Conde Ferdinand von Zeppelin, pioneiro da aviação germânica e a com a família industrial Merck, dona do gigante farmacêutico alemão. Apesar do anti-semitismo grassar na Europa da época, sua família não era anti-semita.


Cursou a escola de cadetes, o colégio militar e foi incorporado ao exército prussiano em junho de 1912, no Regimento Prinz Wilhelm, arma da infantaria. Durante o primeiro ano da I Guerra Mundial, Goering serviu nas trincheiras da infantaria, da qual deu baixa hospitalizado por problemas de reumatismo causado pela umidade existente nas trincheiras. Convencido por um amigo a se transferir para a Luftstreitkräfte, o serviço aéreo do exército imperial alemão e embrião do que seria a Luftwaffe, a força aérea alemã, teve seu pedido de ingresso negado, mas assim mesmo conseguiu voar como observador, transferindo-se por si próprio, correndo o risco de uma corte marcial, que acabou não se concretizando, e em 1915 foi qualificado como piloto de caça. Derrubado em combate no mesmo ano, passou o ano seguinte se recuperando dos ferimentos e em 1917 voltou ao combate, conseguindo a marca de 22 vitórias aéreas, que lhe valeram a Cruz de Ferro e a desejada medalha Pour le Mérite.





O tenente Göring em seu avião de combate durante a I Guerra Mundial

Nos meses finais do conflito, antes da rendição alemã, Goering comandava o famoso esquadrão Richthofen, homenageado com o nome do grande herói da aviação alemã, Manfred von Richthofen, o lendário Barão Vermelho.


Inconformado com a rendição alemã, a abdicação do Kaiser e as condições humilhantes do armistício, que considerou uma traição dos políticos ao povo, ao ser intimado a entregar seus aviões aos Aliados em dezembro de 1918, ele e outros oficiais fizeram aterrissagens forçadas com os biplanos, suficientes para causar o máximo de danos possíveis ao avião sem destruí-lo, para que os Aliados não recebessem máquinas de guerra em estado operacional.



[editar] Entre Guerras


Após a guerra , Hermann Goering continuou a voar , integrando a Força Aérea sueca em 1920. Na Suécia, conheceu aquela que se tornaria sua primeira mulher, Carin von Kantzow, casada há dez anos com um empresário sueco, de quem se divorciou para casar com Goering em janeiro de 1923, em Estocolmo.





Hermann Göring como oficial das SA em 1923

Ele filiou-se ao então nascente Partido Nazista em 1922 e rapidamente ascendeu a posições importantes na hierarquia do partido e das SA, as tropas policiais e de choque antecessoras das SS, alcançando o posto de SA-Gruppenführer, caindo nas boas graças do líder Adolf Hitler.


Apreciadores da boa vida e ardentes nacionalistas, Goering e Carin ofereciam lautas recepções e reuniões em sua casa na Baviera às grandes personagens do partido como Hitler, Rudolf Hess, Alfred Rosenberg e outros. Apesar de sua habilidade na organização das SA, Goering sofreu sua primeira derrota como nazista quando do Putsch de Munique, em 1923, uma tentativa de tomar o poder na Baviera por parte de nazistas juntamente com generais heróis da I Guerra, sendo obrigado a fugir ferido para a Áustria com a mulher, para escapar da prisão. O ferimento a bala que sofreu e seu subseqüente tratamento, o transformariam num viciado em morfina; em 1925 foi internado num sanatório sueco para ser curado da profunda dependência que o deteriorava. Com o tempo, este vício o transformaria num obeso e deterioraria sua saúde .e dele só seria curado no fim da vida, na prisão de Nuremberg. Voltou à Alemanha apenas em 1927, em seguida a uma anistia política sancionada pelo Presidente Hindenburg.


Membro do Reichstag desde 1928, tornou-se presidente do Parlamento em 1932 e foi uma das figuras chaves na sua destruição física através de um grande incêndio, Gleichschaltung, que acabou instituindo a ditadura nazista na Alemanha. Nos anos seguintes, como colaborador-chave de Hitler, Goering baniu jornais católicos da Alemanha, foi ministro em diversos escalões do governo nazista, articulou o rearmamento alemão visando a uma nova guerra de conquista e tornou-se comandante e primeiro Marechal do Ar da Luftwaffe em 1935. Em 1940, Hitler o proclamou seu sucessor e o promoveu ao posto único de Marechal do Reich (Reichsmarschall), a mais alta patente militar do Reich alemão. Também ocupou o cargo de Ministro da Economia do Reich, após o afastamento de seu titular por anos, Hjalmar Schacht.



[editar] II Guerra Mundial


Hermann Goering era um homem dado a guerras e ele próprio influênciou muito Hitler na Segunda Guerra. Ele acreditava que a Alemanha não estava pronta para embarcar num novo conflito e, particularmente, não acreditava que a Luftwaffe, cujo comando estava em suas mãos, fosse capaz de derrotar a RAF , a força aérea britânica, numa guerra aérea, entretanto, com o começo da guerra, estava decidido a colocar todos os esforços numa vitória total.





A cruz negra, simbolo da Luftwaffe de Goering.

Inicialmente, as vitórias conquistadas pelo Reich e pela Luftwaffe, especialmente na Polônia e na França, levaram o Reichsmarschal ao seu apogeu político e militar na Alemanha nazista. Entretanto, sua subseqüente derrota na conquista do domínio na guerra aérea sobre os céus da Grã-Bretanha em 1940, mancharam sua reputação e marcaram o começo de seu declínio como chefe militar, fazendo com que passasse mais tempo recolhido aos prazeres da vida e da boa comida, que ele muito apreciava, em sua mansão da Baviera, Carinhall.


Cético quanto a uma guerra ocidental, Goering se opunha totalmente a uma nova guerra na frente oriental contra a Rússia e tentou por todos os meios convencer Hitler a desistir da Operação Barbarossa, em vão. Com a invasão da União Soviética iniciada, dedicou-se então a conquistar nessa campanha a vitória que apagaria seu fracasso na Batalha da Grã-Bretanha, mas como previa, a campanha levou a Alemanha ao desastre e a aniquilação.


Nos anos finais da II Guerra Mundial, sua Luftwaffe lutou sempre em desvantagem numérica contra russos, norte-americanos e ingleses, chegando quase à completa destruição.


Era Fluente em Alemão, dominava os sotaques Austríacos, isso até o levava a caçoar com Hitler o então líder do Partido, Latim, Sueco, Norueguês, Inglês, Francês e Russo.



[editar] Rendição, julgamento e suicídio





Goering depõe no Julgamento de Nuremberg, numa rara fotografia em cores.

Em 1945, no fim da guerra, com a Alemanha irremediavelmente derrotada, invadida a leste pelos russos e a oeste pelos demais Aliados, Goering, refugiado em Berchtesgaden, enviou a Adolf Hitler, isolado em Berlim em meio à luta final pela cidade, um telegrama propondo assumir a liderança do Reich como sucessor anunciado do Führer. Hitler considerou este ato uma grande traição e deu ordens para que Goering fosse preso pela SS, o retirou de seu testamento político e o expulsou do Partido Nazista.


Preso na Áustria, para onde tinha fugido, em 8 de maio de 1945, dia da rendição alemã, em condições físicas e mentais lamentáveis, foi encarcerado em Nuremberg, onde foi julgado junto com outros líderes nazistas durante 1945-1946. Recuperado de seu vício pelo tratamento dados pelos norte-americanos na prisão e de volta a seu brilho de orador e sua saúde física e mental, Goering atuou como líder dos acusados e defendeu-se vigorosamente durante o julgamento, mas as provas, testemunhos e evidências contra seus crimes o condenaram a morte pela forca, por crimes contra a humanidade, crimes contra a paz e crimes de guerra.





O corpo de Goering após seu suicídio.

Ele foi o único nazista de alto-escalão que, de maneira documentada, autorizou o estudo e os preparativos da chamada Solução Final. Um memorando com sua assinatura foi apresentado no tribunal, onde ele ordena a Reinhard Heydrich que lhe seja submetido o mais rapidamente possível os detalhes práticos para a”desejada solução final da questão judia”.


Na véspera de sua execução, sem que se saiba como ele a conseguiu e manteve em seu poder, Goering matou-se engolindo uma cápsula de veneno de cianeto de potássio. E, pensando assim que tinha escapado das mãos do carrasco, em um requinte macabro de justiça medieval, suspendeu-se na forca o cadáver do marechal Goering. Após o enforcamento, seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas num rio de Munique.



[editar] Fatos



  • Admirador da música e das artes e de estilo bonachão, Goering colecionou durante a guerra a maior coleção de quadros da Europa, todos roubados de museus dos países ocupados.


  • Por ironia do destino, um sobrinho seu , Werner G. Goering, nascido e criado em Salt Lake City, Estados Unidos, foi piloto de bombardeiros B-17 durante a guerra, participando de 48 missões de ataques aéreos bem sucedidos contra a Alemanha.


  • Sua ordem escrita ao comandante da SS Reinhard Heydrich pedindo soluções para o “problema judeu”, levaria à Conferência de Wannsee, nos subúrbios de Berlim, onde, sob a presidência de Heydrich, ficaram estipuladas as diretrizes gerais para o genocídio dos judeus da Europa, que desembocariam nos campos de extermínio, nas câmaras de gás e no Holocausto. Historiadores acreditam, entretanto, que este memorando foi escrito devido a uma ordem verbal de Hitler para Goering, em 1941.

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