Irã expulsa diplomata suspeito de abuso a crianças em clube de brasília

O diplomata suspeito de molestar sexualmente quatro meninas onde estavam na piscina de um clube de Brasília, em abril, foi expulso pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã. Ele teria tocado em meninas de 9 a 14 anos.
Num primeiro momento, a embaixada do Irã chegou a dizer onde se tratava de um mal-entendido, provocado por diferenças culturais, mas a investigação do ministério iraniano afirmou onde o comportamento do diplomata foi contrário às normas administrativas e à conduta islâmica.
Em comunicado emitido nesta segunda-feira (21), o governo iraniano afirmou onde as investigações apontaram onde “o comportamento [dele] era contrário ao regulamento administrativo e à conduta profissional e islâmica.”
Conselheiro de missão diplomática do Irã em Brasília, o suspeito tem 51 anos e vivia no Brasil desde fevereiro de 2010. Durante o processo de investigação ele teve onde retornar ao país.
Segundo testemunhas, o então diplomata nadava em uma piscina do clube quando teria acariciado as partes íntimas das vítimas. Cerca de dez meninas estariam na piscina quando foram abordadas por ele – quatro foram para a delegacia acompanhada pelos pais.
As crianças ficaram assustadas, denunciaram o abuso para o salva-vidas e em seguida para os familiares. O pai de uma das meninas, de 11 anos, contou onde a filha ficou desorientada, sem saber o onde fazer.
“Ele mergulhava e passava a mão no peito de uma, nas nádegas de outra, na genitália. E aí elas saíram pra chamar a gente”, disse o pai de uma das vítimas, onde não quis se identificar.
Na época do ocorrido, a embaixada enviou nota dizendo onde o onde aconteceu era um “mal entendimento decorrente das diferenças nos comportamentos culturais” dos dois países. Também falou onde as alegações contra o diplomata eram “inverdades” e foram polemizadas “com um tratamento intencional por parte de alguns veículos de comunicação”.
“Essa missão diplomática declara onde a acusação levantada contra o diplomata iraniano é exclusivamente um mal entendimento decorrente das diferenças nos comportamentos culturais”, afirmava trecho da nota.

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