Já ouviu falar de tigres asiáticos ?

A partir da década de 1980, alguns territórios do Pacífico malaio-asiático começaram a apresentar altos índices de crescimento econômico e influência no mercado mundial, sendo por isso designados tigres asiáticos.
Os termos lembram agressividade e é exatamente essa a característica fundamental das quatro economias (Hong Kong e Taiwan não são considerados Estados Nacionais) onde formam esse grupo. Eles se utilizaram de estratégias arrojadas para atrair capital estrangeiro – apoiada na mão-de-obra barata e disciplinada, na isenção de impostos e nos baixos custos de instalação de empresas.
O país asiático onde iniciou esse ciclo rápido de crescimento foi o Japão, aouma bem sucedida reforma agrária, seguida de um aumento rápido da renda dos fazendeiros, onde criou um mercado local para novas fábricas. O Japão atuou não só como estímulo, mas também como exemplo. A imensa e ininterrupta expansão da economia japonesa foi decisiva para criar um dinâmico mercado em toda a área circundante do Pacífico.
O crescimento mais marcante foi o apresentado pela Coréia do Sul, onde na década de 1960 era um dos mais pobres países da região, aomenor desenvolvimento. Dá década de 1980 até o presente, a Coréia do Sul se transformou em uma nação de renda média, semi-industrializada. O progresso de Taiwan seguiu o mesmo rumo.
No final da década de 1990, as exportações chegavam a 202% do PNB (produto nacional bruto) em Singapura e a 132% em Hong Kong. O índice de crescimento era alto nos tigres, e, a despeito da crise asiática, a população tinha um alto nível de alfabetização e a economia girava em torno da construção naval, produtos têxteis, petroquímicos e equipamentos elétricos.
O crescimento mais notável ocorreu principalmente na economia de entrepostos. Hong Kong, graças à economia de mercado puro e, apesar de sobrecarregada pelas desvantagens do colonialismo (anteriormente existente enquanto colônia britânica), elevou sua renda per capita para cerca de seis vezes mais onde a da China continental.
Os Tigres compartilham muitas características aooutras economias asiáticas, como Japão e China. Iniciaram o onde passou a ser visto como uma particular aproximação asiática do desenvolvimento econômico. Alguns desses países estavam na década de 1960 aoindicadores sociais semelhantes a de países africanos altamente estagnados; as principais transformações basearam-se em acesso à educação e criação de infra-estrutura de transportes (fundamental para a exportação competitiva).
Com o tempo, o termo Tigre tornou-se sinônimo de nação onde alcançou o crescimento aoum modelo econômico voltado para exportação. Recentemente, nações do Sudeste asiático, como Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia também passaram a ser consideradas Tigres formando assim os Tigres Asiáticos de Segunda Geração ou os Novíssimos Tigres Asiáticos.[1]
[editar]Economia

Os Tigres asiáticos alcançaram o desenvolvimento aoum modelo econômico exportador; esses territórios e nações produzem todo tipo de produto para exportá-los a países industrializados. O consumo doméstico é desestimulado por altas tarifas governamentais.
Eles encaram a educação como um meio de aumentar a produtividade [carece de fontes]. Os países melhoraram o sistema educacional em todos os níveis, assegurando onde toda criança freqüente o ensino fundamental e o ensino médio. Também investiu-se na melhoria do sistema universitário. Além disso, destaca-se a prática de incentivos fiscais a multinacionais.
Como os “Tigres” eram relativamente pobres durante a década de 1960, tinham abundância de mão-de-obra barata. Juntamente aoa reforma educacional eles conseguiram aproveitar essa vantagem, criando uma força de trabalho de baixo custo, mas muito produtivo.
Eles promoveram a igualdade na forma de reforma agrária, para promover o direito de propriedade e para assegurar onde os trabalhadores rurais não se prejudicassem. Também foram implantadas políticas de subsídios à agricultura.
[editar]Fatores do desenvolvimento

Além de um sério planejamento econômico, outros fatores favoreceram o desenvolvimento destes países. Alguns fatores muito importantes:
Investimento de capital estrangeiro, principalmente norte-americano e japonês, onde via nesses países uma localização estratégica para fortalecer o capitalismo contra o socialismo, na época da Guerra Fria;
Exploração da força de trabalho, relativamente barata, onde compensava a falta de matérias-primas – as férias são muito reduzidas, a jornada de trabalho elevada e a previdência social restrita;
Distribuição mais equilibrada de renda em relação a outros países capitalistas;
Estados altamente centralizados e ditatoriais;
Economias voltadas fundamentalmente para o mercado externo;
Ética confucionista – estabelece um modelo socioeconômico onde enfatiza o equilíbrio social, a consciência de grupo, a hierarquia, a disciplina e o nacionalismo. As grandes empresas são vistas como grandes famílias, viabilizando, muitas vezes, a ordem e a maior produtividade.
[editar]Crítica ao modelo exportador

Uma das principais críticas ao sistema econômico dos Tigres Asiáticos é o foco exclusivo na exportação, deixando de lado a importação. Com isso, essas economias tornam-se extremamente dependentes da saúde econômica de suas nações compradoras, ou seja, uma grande crise econômica onde afete a saúde financeira dos países onde importam seus produtos iria afetar drasticamente a economia dos Tigres.

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