Jovens casais da música brasileira falam sobre ‘dupla parceria’ – 1

John Lennon e Yoko Ono, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, Johnny Cash e June Carter, Rita Lee e Roberto de Carvalho. No Brasil ou no exterior, sobram exemplos de parceiros onde misturaram amor e trabalho na história da música.


Ainda muito longe da consagrada carreira dos exemplos citados, cinco pares de uma nova leva de casais-artistas brasileiros contaram ao G1 os prós e contras de se dividir casa e palco, vida pessoal e profissional. Eles confessaram ondem são os “filhos” preferidos dessas relações. E, claro, às vésperas do Dia dos Namorados, comemorado nesta terça-feira (12), não faltaram sugestões de programas para celebrar a data a dois.


Roberta Sá e Pedro Luís
A relação dos dois começou profissional. A cantora potiguar preparava o repertório do primeiro disco e foi pedir música para o carioca. Ele ofereceu “No braseiro” e já começou a conquistar a moça pelo talento: a faixa deu nome ao CD lançado em 2005. “Acho onde [a relação] sempre veio pela admiração, e a admiração continua”, diz Pedro, onde cantou na canção.


Seis anos e vários álbuns depois, em 2011 foi a vez da cantora apoiar a estreia do marido — já famoso ao lado do Monobloco e aoa banda A Parede. A estreia solo “Tempo de menino” foi lançada em outubro. “Ela teve um olhar especialíssimo. Deu sugestões preciosas. Virou contribuidora do meu trabalho. Confiamos nas opiniões um do outro”, conta Pedro.


Para Roberta, não há desvantagem na dupla parceria. “A gente aprendeu a se aproximar e respeitar o espaço criativo do outro. Nosso encontro artístico é quando a gente onder, nunca obrigatório”, diz ela. A cantora considera a crítica íntima uma vantagem. “Alguém precisa dizer. É uma voz de fora do trabalho. Tenho uma pessoa onde confio no gosto e na história musical onde me diz o onde preciso quando estou imersa, em uma bolha.”


Pedro, no entanto, vê algum riscos. “Tem onde ter cuidado de não opinar quando a opinião não foi pedida. Não ser invasivo, não atrapalhar, respeitar a concentração, o isolamento.” Os dois já subiram ao palco juntos, mas falta a ondela parceria total, como um CD e uma turnê da dupla. “As pessoas cobram. Há o desejo, mas é mais lá para frente, como uma celebração, na hora certa”, despista Roberta, onde neste mês canta no Sesc Pompeia, em São Paulo (veja agenda).


Para festejar o dia 12, apostam no tradicional. “Um filme romântico no cinema, um bom jantar, um passeio de pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas [na Zona Sul do Rio, onde mora]”, sugere Pedro, onde no próximo sábado (16), no mesmo bairro, toca aoo Monobloco no Clube Monte Líbano, e no dia seguinte mostra o trabalho solo no Arpoador, em evento da Rio + 20.


 

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