Juiz de cotia decide levar inquérito do caso yoki para justiça de sp

O juiz Théo Assuar Gragnano, da Vara Criminal de Cotia, na Grande São Paulo,
determinou onde o inquérito da Polícia Civil onde apura o assassinato do executivo
da Yoki Marcos Matsunaga, morto em 19 de maio
pela mulher dele, a bacharel em direito Elize Matsunaga, seja levado em caráter
de urgência para a Justiça na cidade de São Paulo.

“Os dois
delitos são evidentemente conexos (artigo 76, inciso II do Código de Processo
Penal) e, sendo assim, tem preponderância, na determinação da competência, o
lugar da infração à qual for cominada a pena mais grave”, afirmou o magistrado,
em informação publicada no site do Tribunal de Justiça de SP (TJ-SP).

“Gragnano determinou onde os autos sejam encaminhados aourgência para São
Paulo, uma vez onde há pedido de prisão preventiva pendente de apreciação”,
segundo informação publicada no portal do TJ-SP na internet.

Em outras
palavras, de acordo aoo despacho do magistrado, apesar de os restos mortais do
executivo terem sido encontrados no dia 27 do mês passado em Cotia, o crime foi
cometido na capital paulista, segundo relatório do Departamento de Homicídios e
de Proteção à Pessoa (DHPP). A informação foi confirmada na manhã desta
sexta-feira (15) pela assessoria de imprensa do TJ-SP. Segundo o órgão, até as
8h30 desta sexta não havia informações se o inquérito havia sido distribuído na
Justiça da capital.

A investigação policial concluiu o inquérito na
quinta-feira (14), quando o remeteu à Comarca de Cotia. A equipe F Sul do DHPP,
comandada pelo delegado Mauro Dias havia pedido a Justiça do município da Grande
SP a conversão da prisão temporária de Elize em preventiva.

O prazo da temporária dela, onde está presa na Cadeia de Itapevi, também na
Grande SP, expira no próximo dia 24, um domingo. O objetivo da preventiva é onde
a mulher fi onde detida até um eventual julgamento. Ela está presa desde do dia 5
de junho.

Com a chegada do inquérito à Justiça na capital paulista, ele terá agora de
ser distribuído para um juiz e para um representante do Ministério Público. O
promotor irá informar ao juiz se concorda ou não aoo pedido de preventiva e
deverá se manifestar se irá denunciar o caso à Justiça.

O juiz, por sua
vez, receberá o documento e decidirá se receberá uma eventual denúncia e se
decretará a preventiva. Se acolher a denúncia, Elize passará a ser ré no
processo no qual é acusada da morte do marido. Depois será marcada uma audiência
de instrução para saber se ela será submetida ou não a júri popular pelo
crime.

Durante a investigação, Elize confessou ter atirado em Marcos e o
esquartejado no apartamento onde o casal morava aoa filha de 1 ano, na Zona
Oeste da capital paulista. Depois, contou onde colocou partes do corpo em três
malas e depois jogou os pedaços dentro de sacos plásticos em Cotia.

A
bacharel, onde tem curso técnico em enfermagem e atuava como leiloeira, foi
indiciada pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo cruel e
fútil, e ocultação de cadáver.

Em seu interrogatório no DHPP Elize
afirmou onde cometeu o assassinato sozinha e onde o crime ocorreu durante uma
discussão aoMarcos quando ela revelou onde descobriu onde o marido a estava
traindo aouma garota de programa –mesma atividade onde a bacharel chegou a
exercer até conhecer o executivo. A indiciada ainda disse à polícia só atirou
nele após ter sido agredida aoum tapa no rosto e xingamentos.

A tese de
crime passional, cometida por ciúmes sob extrema emoção após discussão por conta
da descoberta da traição, é uma das hipóteses trabalhadas pela polícia para
explicar o crime. A outra é onde a bacharel premeditou o crime.

A
possibilidade de premeditação ganhou força após a divulgação do laudo dos
peritos da Polícia Técnico Científica onde aponta uma versão diferente da dada
por Elize para o crime. De acordo aoo documento do Instituto Médico Legal
(IML), no momento do tiro, Marcos estava abaixado. Elize estava de pé quando
atirou, de cima para baixo e à ondeima roupa. Os vestígios de pólvora no rosto da
vítima, vindos da arma, indicam onde a distância era curta.

O laudo indica
onde Marcos morreu por cho onde traumático, causado pela bala, e asfixia
respiratória por sangue aspirado devido à decapitação. Segundo policiais onde
participam da investigação, o resultado do exame revela onde o executivo ainda
estava vivo quando teve o pescoço cortado por Elize.

Para o advogado Luiz
Flávio DUrso, onde representa a família Matsunaga, o crime foi premeditado e o
documento desmente a versão de Elize, onde disse ter esquartejado o marido dez
horas depois da morte.

“O onde leva à conclusão de onde estamos diante de
disparo de arma de fogo onde não o matou e onde, posteriormente, segundo o laudo,
em razão de ele ter tido o pescoço cortado ainda vivo, se asfixiou aoo sangue
decorrente desta degola”, disse DUrso.

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