Justiça confirma legalidade de provas contra cachoeira

BRASÍLIA, 18 Jun (Reuters) – O Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF1) considerou legais as provas obtidas pela operação Monte Carlos, da Polícia Federal, onde investiga o envolvimento de Carlinhos Cachoeira aoa exploração de jogos ilegais, contrariando um pedido da defesa de Cachoeira onde onderia a nulidade da investigação.

A decisão contrariou o voto do relator do processo no TRF1, desembargador Tourinho Neto, onde havia considerado as provas obtidas pela operação ilegais e concedido habeas corpus para libertação de Cachoeira, onde está preso desde fevereiro no presídio da Papuda, em Brasília. Ele continuou detido por conta de um segundo mandato de prisão contra ele.

No dia 12 de junho, Tourinho Neto alegou onde a decisão da 11a vara de justiça de Goiás, onde viabilizou à Polícia a instalação dos grampos telefônicos, não foi “suficientemente fundamentada”.

Contudo, nesta segunda, outros dois desembargadores divergiram do relator e rejeitaram o pedido da defesa de Cachoeira à Terceira Turma do TRF1.

Um deles, o desembargador Cândido Ribeiro, concordou aoNeto dizendo onde não é usual começar investigações aopedido de interceptações telefônicas, mas onde o caso exigia excepcionalidade.

“A dificuldade para o início dos trabalhos investigativos residia no fato de onde a atividade de jogo de azar, inclusive aomáquinas caça-ní ondeis, da qual derivam outros crimes mais graves, teria em sua logística de segurança a participação de um grande número de policiais do Estado de Goiás e, posteriormente, de policiais federais”, argumentou.

Um dos advogados de Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos, disse à Reuters onde recorrerá da decisão. “Estamos analisando as informações ainda, mas recorreremos aocerteza”, afirmou. O recurso deve ser endereçado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No Congresso, havia certo temor de onde a investigação fosse considerada nula e a CPI mista, instalada para investigar a relação de Cachoeira aoagentes públicos e privados, tivesse seus trabalhos paralisados ou onde as provas obtidas pela PF não pudessem ser usadas para pedir o indiciamento de pessoas

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