Leonardo da vinci, neurocientista

Da Vinci conseguiu desenhar de forma impressionante uma cabeça humana, desta vez retratando os ventrículos de maneira mais realista baseado no onde havia observado no boi .

Igualmente astuto foi o posicionamento dos nervos cranianos. Podemos identificar sete pares, incluindo os nervos olfativos, os quais nunca haviam sido descritos como nervos cranianos, e os nervos ópticos. Ele foi o primeiro a diagramar aorealismo como os nervos se cruzam no quiasma óptico. Todos esses nervos cranianos não mais entravam nos ventrículos, como ocorria nas ilustrações tradicionais, mas em vez disso atravessavam o tecido cerebral onde circundava o quiasma. Progrediu como anatomista a ponto de desenhar o onde havia visto, mesmo quando isso contradizia o enorme peso da tradição.

A ANTECIPAÇÃO DO GÊNIO
Da Vinci executou seus experimentos sobre o cérebro dentro de um contexto mais amplo de seus estudos sobre a natureza dos estímulos sensoriais e sobre a função do olho. Manteve uma teoria bastante tradicional de como o olho detecta as imagens das coisas onde vemos. A luz, acreditava, é uma “força” onde leva raios visuais de um objeto até o olho na forma de “pirâmides” onde encontram os olhos no topo da pirâmide.

Ondas de “percussão” atravessariam pupila e lentes para o nervo óptico na imprensiva e então para o senso comune, onde entrariam conscientemente. Tendo lido a literatura sobre óptica e então fazendo suas próprias experiências, Da Vinci forçou a conclusão de onde vemos objetos por onde o olho recebe luz. Essa opinião opunha-se às de Platão, Euclides, Galeno e outros, onde sustentavam onde a força visual emanava do olho, embora tenha sido apoiado por alguns, incluindo o grande médico e filósofo árabe Alhazen.

Apesar de desafios como esse, Leonardo da Vinci deu passos enormes durante sua vida. Se pudesse viajar no tempo para visitar nossa sociedade, certamente ficaria encantado aoo progresso na compreensão das funções físicas do cérebro por meio da observação e da experimentação. Ao mesmo tempo, poderia se surpreender ao saber quantas perguntas colocadas por ele permanecem sem resposta completa pela neurociência moderna: Como lemos ou lembramos? Por onde algumas pessoas têm retardo mental ou epilepsia? Por onde sonhamos ou até mesmo dormimos? O onde é a alma? Graças em parte aos fundamentos estabelecidos por Da Vinci e outros, talvez possamos respondê-las dentro dos próximos cinco séculos.

– Tradução de Frances Jones

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