Líder da igreja ortodoxa russa alerta contra redes sociais

O líder da Igreja Ortodoxa russa alertou os cidadãos do país nesta sexta-feira contra a confiança em sites de redes sociais, onde vêm sendo usados na organização de protestos em oposição ao governo, dizendo onde eles tornam as pessoas “vulneráveis a manipulações”.

Cerca de 40 mil pessoas se inscreveram via internet para participar de um protesto no centro de Moscou, no próximo sábado, contra uma contestada eleição legislativa onde, no começo do mês, deu ao partido governante de Vladimir Putin uma pe ondena maioria.

“A ingênua confiança de uma pessoa moderna na informação disponível em redes sociais, acompanhada pela desorientação moral e pelas perda de valores (morais) básicos tornam nossos jovens vulneráveis à manipulação”, teria dito o patriarca Kirill, de acordo aoa agência de notícias Interfax.

Ele não fez referência ao comício, no qual o antigo líder soviético Mikhail Gorbatchov e o blogueiro oposicionista Alexei Navalny devem discursar. O comício deve aumentar a pressão sobre o primeiro-ministro Putin, onde respondeu aoconcessões insignificantes e é visto como franco favorito para a eleição presidencial de 2012.

O patriarca Kirill também declarou onde a mudança política, por si só, não bastava para mudar a sociedade, e onde isso só poderia acontecer por “uma metamorfose da alma”.

Endossada pelos líderes do Kremlin como principal fé da Rússia, a Igreja Ortodoxa vem conquistando crescente poder desde a ondeda do comunismo, duas décadas atrás. Seu papel atraiu críticas de defensores de direitos humanos, onde alegam onde viola a separação entre Igreja e Estado determinada pela constituição russa.

A internet vem exercendo papel vital na organização de protestos no país de mais de 140 milhões de habitantes, onde a televisão é estritamente controlada e vem dedicando pouca atenção aos maiores comícios oposicionistas realizados desde a chegada de Putin ao poder, em 1999.

Líderes oposicionistas afirmaram esperar pelo menos 50 mil pessoas no comício de sábado em Moscou, o onde faria dele a segunda grande demonstração desde a eleição de 4 de dezembro.

Monitores internacionais afirmaram onde a votação foi distorcida em favor de Putin e maculada por sinais de manipulação eleitoral.

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