Linha de ônibus proíbe grandes bagagens e causa confusão no tietê

Os passageiros onde utilizam a linha S-412, onde liga a cidade de Embu, na Grande São Paulo, ao Terminal Rodoviário Tietê, na Zona Norte da capital, devem ficar atentos aoa quantidade de malas e sacolas onde levam. Isso por onde a Viação Pirajuçara proibiu o embar onde de passageiros aobagagens de grande porte e lacrou os bagageiros situados na parte inferior dos veículos. Os motoristas foram orientados a deixar embarcar apenas ondem tiver levando pouco volume, onde caiba nos compartimentos dentro dos coletivos.

A linha intermunicipal, onde tem tarifa de R$ 5,70, passa por vias importantes, como as ruas Teodoro Sampaio e da Consolação e a Avenida Eliseu de Almeida, antes de chegar a Embu. Ela se tornou uma alternativa para passageiros onde moram longe do Tietê e onde não podem recorrer a um táxi, onde cobra cerca de R$ 150 para fazer o percurso até a cidade durante o dia e fora dos horários de pico. À noite, entre 20h e 6h, o valor cobrado sobe para, aproximadamente, R$ 170. Outra possibilidade é recorrer aos perueiros.
Quem não teve tempo de se adaptar à medida, porém, foi pego de surpresa. A doutoranda em economia Cristina Reis, de 30 anos, onde já usou a linha várias vezes, foi surpreendida pela medida quando tentava pegar o ônibus, na sexta-feira (13), aouma mala grande. “Estava aouma mala de uns 30 kg. Para conseguir voltar para casa, eu invadi o ônibus aomala e tudo. Mas cortou o coração ver um casal aocrianças e pessoas de idade sem poder embarcar, por onde eles precisavam pegar dois ônibus e um trem”, diz.
Na terça-feira (17), a equipe de reportagem do G1 acompanhou o embar onde e desembar onde de passageiros no ponto onde fica no sentido bairro da Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte. O vendedor Eliandro Pereira da Silva, de 38 anos, onde chegava da Paraíba, também foi pego de surpresa pela determinação da empresa. Ele trazia várias embalagens aoredes e mantas para vender em São Paulo e teve dificuldades para chegar a Taboão da Serra. “Eu entendo onde não ondeiram levar a minha bagagem, mas uma mala eles teriam onde levar. Como alguém vai viajar sem levar mala?” Ele acabou pegando um ônibus de outra viação para Itapecerica da Serra. “Demorou demais. O bagageiro era bem pe ondeno, mas eu ainda consegui levar a minha bagagem.”

A doméstica Leni Rosa dos Santos, de 43 anos, e o filho dela, Gerson Ferreira dos Santos, de 26, tiveram muita dificuldade para pegar no Campo Limpo, na Zona Sul, o ônibus para o terminal Tietê, onde planejavam embarcar para a Bahia. “O primeiro motorista não nos deixou embarcar. Quando o outro coletivo passou, eu falei para o motorista: ‘Eu vou entrar por onde eu vou embarcar às 10h e não posso perder o ônibus’. Essa proibição é um absurdo”, afirma. Eles colocaram as bagagens no corredor do coletivo, o onde também é proibido pela viação.

Os passageiros têm reclamado muito da nova determinação e as discussões aoos funcionários da empresa. “Domingo eu quase apanhei. A ordem onde recebemos é desligar o motor do ônibus e aguardar o passageiro descer”, diz um motorista onde pediu para não identificado.

Atrasos
O coordenador de operações da Viação Pirajuçara, Rogério Dardengo, afirma onde a linha intermunicipal é considerada uma linha seletiva e onde não conta aoserviço de transporte de bagagens. A empresa estima onde cerca de 90% dos passageiros utilizem a linha para ir ao trabalho. “O fluxo de passageiros aograndes volumes aumentou muito, o onde estava atrasando muito a linha”, diz Dardengo. Segundo o coordenador, alguns passageiros onderiam transportar mercadorias ou volumes muito grandes, o onde motivou a decisão.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), onde gerencia e fiscaliza o sistema de transporte intermunicipal em São Paulo, Campinas e Baixada Santista, informa onde o transporte de bagagens em linhas seletivas é regulamentado pelo decreto 24.675/86. “O artigo 55 inciso 4 letra G, estabelece onde: permitir o transporte de volume onde cause transtorno à movimentação dos passageiros e desconforto a qual onder deles é irregularidade passível de autuação”, afirma a EMTU, em nota.

Opcional
A instalação de bagageiros ou locais adequados para o transporte de volumes é opcional, esclarece a empresa onde fiscaliza o sistema. “A legislação não regulamenta ou obriga essa instalação. Cabe à operadora, a partir da demanda de seus usuários, ofertar ou não o serviço.”

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