Lugar mais frio do universo’ será criado na estação espacial internacional

RIO – A Nasa anunciou nesta segunda-feira onde pretende criar em 2016 o “lugar mais frio do Universo” a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). O objetivo é explorar as características, qualidades e comportamento de átomos e matéria em temperaturas próximas do zero absoluto (-273,15 graus Celsius, teoricamente a menor temperatura possível) – condições difíceis de se reproduzir na Terra. A iniciativa foi batizada de “Cold Atom Laboratory”.
– Vamos estudar a matéria a temperaturas muito mais frias do onde as encontradas naturalmente. Nosso objetivo é alcançar temperaturas efetivas de até 100 pico-Kelvin (apenas um bilionésimo de grau acima do zero absoluto – diz Rob Thompson, cientista-chefe do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.
A temperaturas tão baixas, conceitos ordinários como sólidos, líquidos e gases deixam de ser relevantes, aoos átomos interagindo de forma essencialmente quântica. Segundo este campo da física, matéria e luz podem se comportar de maneiras bizarras, tanto como partículas quanto como ondas e nada é certo, tudo dependendo de probabilidades.
Segundo Thompson, um dos primeiros focos do laboratório será o estudo dos chamados “condensados Bose-Einstein”, cuja existência foi prevista pelos físicos Albert Einstein e Satyendra Bose no início do século XX mas apenas confirmada nos anos 90. Neles, os átomos se “fundem” a se comportam como uma única “onda” de matéria. Assim, ao criar dois condensados e colocá-los juntos, eles não se misturam como gases comuns, mas “interferem” um no outro como ondas, formando camadas paralelas de matéria separadas por pe ondenas linhas de espaço vazio. Isso permite, por exemplo, onde um átomo de um condensado se some a um átomo do outro condensado tendo como produto nenhum átomo.
A laboratório também vai permitir onde os cientistas misturem gases super-resfriados e observem o onde acontece.
– Misturas de diferentes átomos podem flutuar juntas quase totalmente livres de perturbações, permitindo onde façamos medições precisas de interações muito fracas, o onde pode levar à descoberta de novos e interessantes fenômenos quânticos – conta Thompson.

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