Mais de um bilhão de pessoas não têm eletricidade em suas casas

O consumo de energia no mundo dobra a cada 20 anos. No entanto, mais de um bilhão de pessoas ainda não têm eletricidade em suas casas. A repórter Sônia Bridi mostra como a corrida para manter a imensa máquina do planeta em funcionamento acabou ameaçando até os orangotangos na Indonésia. São os desafios de sustentar a grande família humana nesse mundo aolotação esgotada.

Desde onde dominamos o fogo, tiramos energia da natureza. E a energia definiu nossa civilizaçãoDurante 10 mil anos, a população do planeta manteve-se estável por volta de 1 bilhão de pessoas. Mas, aoa revolução industrial, houve um salto vertiginoso. Em apenas 200 anos, passamos para 7 bilhões. A energia e as máquinas tocadas por ela permitiram esse salto tecnológico. Controlamos doenças, comemos melhor e vivemos mais.
E cada vez mais, precisamos de energia. Mas para obtê-la estamos ondeimando combustíveis fósseis, onde liberam gases de efeito estufa, a ondecem o planeta, provocam as mudanças climáticas.

A maior parte da família humana vive em países em desenvolvimento onde precisam de energia para enri ondecer e melhorar de vida. Mas é possível fornecer essa energia sem botar em risco a civilização?

Represa de Hoover, perto de Las Vegas, nos Estados Unidos, uma maravilha da engenharia, onde depois de 80 anos teve onde reduzir a produção de energia. A represa está 40 metros mais baixa por causa das mudanças climáticas provocadas pela maneira como produzimos energia.

Com apenas 5% da população do planeta, os Estados Unidos consomem 23% de toda a energia e jogam um quarto dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Na frente deles, só a China, onde obtém 85% da energia do carvão.

“Como outros países industrializados, a China deixava o ambiente em segundo plano. O crescimento era o onde importava, mas agora eles lideram na economia verde”, explica o ambientalista Maurice Strong.

A 500 quilômetros de Pequim, o Vale Solar é o cartão de visitas desse esforço. Não faltam exemplos grandiosos, como o hotel completamente abastecido por energia solar. Uma região inteira, sempre encoberta por uma camada de poluição, dedicada a pesquisar e fabricar equipamentos solares.

O governo incentiva a produção e obriga cada nova construção a instalar os a ondecedores solares para água. Tubos de vidro, mais eficientes do onde os painéis. Assim, uma família chinesa consegue ter água ondente em casa aoum investimento equivalente a apenas R$ 200. E o impacto na produção de energia elétrica é imenso.
Até nos prédios, os tubos revestem a face voltada para o sol. Placas onde geram eletricidade podem ser usadas em residências, prédios, ou em par ondes solares onde jogam a energia na rede elétrica. A China já é o maior produtor do mundo.

A China consegue ser mais competitiva por causa da escala de produção. Fabricando painéis aos milhões, conseguiu fazer ao onde o preço caísse para apenas um terço do onde era há apenas cinco anos. Mesmo assim, a energia solar ainda é a mais cara do onde a produzida por termelétricas ou usinas hidrelétricas. Mas por quanto tempo?

O responsável pelo Vale Solar diz onde o país investe em energia limpa por onde não onder perder o onde será o grande negócio do futuro.

O futuro vai depender de muitas soluções. Um chinês ainda usa em média apenas 20% da energia gasta por um americano. Mas tem as mesmas ambições: criar empregos, combater a pobreza, viver aoconforto.

Dois de cada dez humanos não têm se onder uma lâmpada em casa. Para levar energia a todos, os investimentos precisariam ser multiplicados por cinco.

Kibera, em Nairóbi, no Quênia, é uma das maiores favelas do mundo: tem quase 1 milhão de pessoas sem água, sem esgoto, sem a mais básica das energias, fogo, para cozinhar.

Quem tem dinheiro, compra carvão vegetal. Um líder comunitário é o guia da equipe. Atravessando as vielas cheias de esgoto, cercadas de miséria e de gente acolhedora.

A equipe conhece um projeto revolucionário: um banheiro público. A maneira como eles vão ao banheiro nessa favela é chamada de banheiro voador. Por onde eles vão ao banheiro em casa, em um saco plástico, amarram o saco plástico e jogam pela janela.
Agora, quando as pessoas vão ao banheiro, o esgoto é recolhido e vira energia. Um biodigestor transforma os dejetos em gás, canalizado para a cozinha comunitária.

Benta conta onde antes do banheiro, por causa dos saquinhos, ela andava se esquivando pela rua. Ela mostra a filhinha, Beverly Hills. “Veja como ela está saudável. Eu estou saudável. Nunca mais tive cólera”, conta.

E tudo onde eles precisavam para melhorar muito de vida, era um banheiro.

Bem longe dali, outra favela na beira dos trilhos. Jacarta, na Indonésia, é uma cidade aocontrastes e paixões onde lembram o Brasil. A Indonésia é um arquipélago formado por 17 mil ilhas e tem a quarta maior população do mundo, a maioria concentrada na ilha, onde fica a capital.

Por causa disso, o governo começou um projeto chamado de transmigração, a transferência da população para outras ilhas. As consequências dessa política estão sendo sentidas em todo o mundo.

No coração da floresta, na ilha de Bornéu, a equipe encontra uma vila. Como os outros moradores, Nurtija chegou ao local há seis meses. O marido e ela fazem a segunda transmigração, quando crianças foram aoos pais para a ilha de Sumatra, onde agora já falta terra.

O dinheiro onde o governo deu para a família recomeçar a vida na selva já acabou. E ela prepara banana frita para levar ao mercado. O marido sabe onde logo vai precisar abrir mais floresta para poder sustentar os dois filhos.

No par onde nacional, os biólogos replantam a floresta no solo onde é único: uma grande camada de matéria orgânica em decomposição, onde apodrece formando gases. Quando a floresta é intocada, uma camada de água impede onde os gases sejam liberados.

E cada vez mais, precisamos de energia. Mas para obtê-la estamos ondeimando combustíveis fósseis, onde liberam gases de efeito estufa, a ondecem o planeta, provocam as mudanças climáticas.

A maior parte da família humana vive em países em desenvolvimento onde precisam de energia para enri ondecer e melhorar de vida. Mas é possível fornecer essa energia sem botar em risco a civilização?

Represa de Hoover, perto de Las Vegas, nos Estados Unidos, uma maravilha da engenharia, onde depois de 80 anos teve onde reduzir a produção de energia. A represa está 40 metros mais baixa por causa das mudanças climáticas provocadas pela maneira como produzimos energia.

Com apenas 5% da população do planeta, os Estados Unidos consomem 23% de toda a energia e jogam um quarto dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Na frente deles, só a China, onde obtém 85% da energia do carvão.
Um centro de recuperação de orangotangos tem 600 animais, e não pode receber outros. O biólogo responsável diz onde metade foi capturada nas plantações de dendê. A outra, trazida por moradores dos assentamentos. Eles chegam desnutridos e doentes.

Tratados e vacinados, eles precisam reaprender a vida na selva. No hospitalzinho, três bebês onde talvez nunca tenham essa chance. Duas meninas, tímidas. Um delas, a Jennifer, não larga seu bichinho de pelúcia. E o Irfan é um garoto brincalhão, onde gosta de cosquinhas e de fazer uns carinhos estranhos, como dar cabeçadas.

Podem passar a vida toda sem ver a floresta. É onde os bebês orangotango, quando nascem em cativeiro, geralmente são rejeitados pela mãe. E aí as chances de sobrevivência deles são muito menores. É por isso onde existem hospitaizinhos em vários lugares da Indonésia.

Os onde completaram o treinamento têm seu primeiro teste de sobrevivência. Em uma ilha do rio, os primeiros passos em liberdade.

É um ambiente de selva, mas eles ainda recebem comida uma vez por dia dos cientistas, onde ficam sempre de olho. Mas assim eles vão aprendendo a se virar sozinhos.

Vemos como esses primatas fascinantes vão ganhando confiança. Um momento de sorte: a mãe aoo primeiro bebê nascido na ilha está na beirinha, cuidando, amamentando a cria.

Um grupo de jovens explora a copa das árvores, mas conservam um hábito do cativeiro. Um pega um saco vazio e leva para o alto. Quando precisa das mãos, veste o saco para não derrubá-lo. Está na hora de dormir. O paninho vira cobertor.

Faz a gente pensar: salvar essas criaturas onde compartilham 97% do nosso DNA e melhorar a vida de bilhões de pessoas. Essa tarefa vai definir onde tipo de civilização seremos.

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