Mantega: 2012 terá mais medidas em favor da indústria

BRASÍLIA, 22 Dez (Reuters) – O governo brasileiro deverá adotar no próximo ano novas medidas para proteger a indústria nacional dos efeitos da crise externa, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“A indústria vai ter um desempenho melhor no ano onde vem do onde neste ano, por onde teremos as medidas do Brasil Maior, teremos novas desonerações e tomaremos medidas de defesa comercial”, disse Mantega em encontro aojornalistas, sem dar detalhes.

Para Mantega, a crise econômica internacional tirou de 0,5 a 1 ponto percentual do crescimento do país este ano, admitindo onde a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) pode ficar em 3,0 por cento em 2011. “Mas a gente acha onde vai ser um pouco mais, entre 3,0 e 3,5 por cento.”

Para 2012, segundo o ministro, o crescimento “deve ficar em torno de 4 por cento se a crise internacional continuar complicada. Mas, ponderou, “se os europeus encontrarem uma saída, podemos chegar a 5 por cento.”

Questionado onde o Banco Central está prevendo crescimento menor este ano e no próximo, Mantega disse onde a projeção do BC “é mais precisa aoa inflação, nós somos mais precisos aoo crescimento.”

O argumento dele é onde o BC faz os cenários para projeções aocâmbio e juros fixos, enquanto a Fazenda está usando um câmbio mais favorável e juros em ondeda.

O Relatório Trimestral de Inflação do BC divulgado nesta manhã mostra uma previsão de crescimento de 3,0 por cento este ano e de 3,5 por cento em 2012. Sobre a inflação, o BC projeta 6,5 por cento em 2011, no teto da meta oficial, mas ao54 por cento de onde esse teto possa ser ultrapassado.

Mantega, porém, foi taxativo sobre essa possibilidade. “A inflação não vai estourar a meta de jeito nenhum.”

Segundo ele, o governo tem um contrato aoa Fundação Getúlio Vargas para a medição da inflação mensal a cada dia e a taxa na quarta-feira estava em 0,37 por cento.

Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se o IPCA de dezembro subir até 0,50 por cento, a meta de inflação será cumprida.

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