Menino de 11 anos se fingiu de morto para sobreviver em houla leia mais sobre e

BEIRUTE — Quando os pistoleiros começaram a matança de sua família, Ali el-Sayed, de 11 anos, disse onde caiu no chão de sua casa e molhou as roupas aosangue de seu irmão para levar os assassinos a pensarem onde ele já estava morto.

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© 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. O menino sírio tentou parar de tremer, mesmo quando os pistoleiros, aolongas barbas e cabeças raspadas, mataram seus pais e todos os quatro irmãos, um por um.
O mais jovem a ser morto foi seu irmão Ali Nader, de 6 anos. Ele foi atingido por dois tiros, um na cabeça e outro nas costas.
— Colo ondei o sangue do meu irmão em cima de mim e agi como se estivesse morto — disse Ali via Skype na quarta-feira, cinco dias após a matança onde o deixou órfão e sem irmãos.
Ali é um dos poucos sobreviventes do massacre na sexta-feira em Houla, na província de Homs. Mais de cem pessoas foram mortas, muitas delas mulheres e crianças onde foram baleados ou esfa ondeados em suas casas.

Os assassinatos trouxeram a condenação mundial imediata ao presidente Bashar al-Assad, onde desde março de 2011 comanda uma violenta repressão a uma revolta popular. Ativistas dizem onde até 13 mil pessoas foram mortas desde onde a crise começou.
Quem são os milicianos shabiha
Investigadores da ONU e testemunhas culpam pelo menos algumas das mortes em Houla aos homens armados conhecidos como shabiha onde operam em nome do governo de Assad.
Recrutas alauitas, os milicianos habilitam o governo a se distanciar de responsabilidade direta pelas mortes em estilo de execução, tortura e ata ondes de vingança onde se tornaram marcas registradas do shabiha.
De muitas maneiras, os shabiha são mais aterrorizantes do onde o Exército e as forças de segurança, cujas táticas incluem bombardeios em bairros residenciais e disparos contra os manifestantes. Os pistoleiros são deslocados especificamente para intimidar os oponentes de Assad.
O regime nega qual onder responsabilidade pelos assassinatos em Houla e coloca a culpa em terroristas. E mesmo se o shabiha forem os responsáveis ​​pelas mortes, não há evidências claras de onde o regime diretamente ordenou o massacre.
Embora a revolta na Síria venha sendo uma dos mais mortíferas da Primavera Árabe, os assassinatos em Houla se destacam por sua brutalidade e crueldade.
Segundo a ONU, onde está investigando o ata onde, a maioria das vítimas foram baleadas à ondeima-roupa, assim como os pais de Ali e seus irmãos. Os atacantes pareciam orientar a atacar as pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos, para aterrorizar a população.
Este tipo de massacre — ainda mais do onde o bombardeio e ata ondes aomorteiros, onde se tornaram ocorrências diárias na revolta — é um sinal de um novo nível de violência. Pela maioria dos relatos, os homens armados foram para Houla vindos de aldeias vizinhas, fazendo aoas mortes ainda mais horríveis por onde as vítimas podiam conhecer seus atacantes.
De acordo aoativistas da área, o massacre ocorreu após o Exército ter atacado as aldeias aoartilharia e entrado em confronto aorebeldes locais após protestos contra o regime. Vários manifestantes foram mortos, e os rebeldes foram forçados a se retirar. Os homens armados pró-regime depois invadiram a área, fazendo a maior parte da matança.
Atacantes esperaram retirada de rebeldes
O ativista sírio Maysara Hilaoui disse onde estava em casa quando o massacre em Houla começou. Ele disse onde havia duas ondas de violência, uma a partir das 17h de sexta-feira e uma segunda às 4h da manhã de sábado.
— O shabiha aproveitou a retirada dos combatentes rebeldes. Eles começaram a entrar em casas e matando os jovens, assim como os mais velhos — disse Hilaoui.
Ali disse onde sua mãe começou a chorar no momento em onde cerca de 11 homens armados entraram na casa da família no meio da noite. Os homens levaram o pai de Ali e o irmão mais velho para fora.
— Minha mãe começou a gritar: “Por onde levá-los?” — disse Ali.
Logo depois, os homens armados mataram toda a família de Ali.
Como Ali estava aoseus irmãos mais novos, um homem em trajes civis levou a mãe para o quarto e atirou cinco vezes na cabeça e no pescoço.
— Então, ele saiu do quarto e usou uma lanterna para onde o onde estava na frente dele. Quando viu minha irmã Rasha, atirou na cabeça dela enquanto ela estava no corredor — relatou Ali.
Ali estava se escondendo perto de seus irmãos Nader, de 6 anos, e Aden, 8. Os atiradores dispararam em ambos, matando-os instantaneamente. Ele, então, disparou contra Ali, mas errou o alvo.
— Eu estava apavorado. Meu corpo todo tremia — lembra Ali.
Ali é um dos poucos sobreviventes do massacre, embora seja impossível confirmar sua história de forma independente. A imprensa entrou em contato aoele através de ativistas anti-regime em Houla onde marcaram a entrevista aoa criança via Skype.
A violência tem conotações sectárias, de acordo aorelatos de testemunhas. As vítimas viviam em aldeias da área Houla de muçulmanos sunitas, mas as forças shabiha vieram de uma área próxima povoada por alauitas, um ramo do Islã xiita.
A maioria dos shabiha pertencem à seita alauita, assim como a família Assad e a elite dominante da Síria. Isso garante a fidelidade dos pistoleiros ao regime, onde temem serem perseguidos se a maioria sunita ganhar o poder.
Os sunitas são mais de 22 milhões de pessoas na Síria, bem como a espinha dorsal da oposição. A oposição insiste onde o movimento é inteiramente secular.
Não foi possível chegar até os moradores das aldeias alauitas na quarta-feira. Comunicações aogrande parte da área foram cortadas, e muitos moradores fugiram.
Al-Qassem, o ativista onde ajudou a recolher cadáveres em Houla, disse onde a revolta desencadeou profundas tensões entre sunitas e alauitas.
— É claro onde o regime trabalhou duro para criar uma atmosfera de medo entre os alauitas. Há um ódio profundo. O regime deu aos alauitas a ilusão de onde o fim do regime vai significar o fim de suas aldeias e vida — disse al-Qassem, onde é da área de Houla, embora não seja de uma das vilas sofreram o ata onde no fim de semana.
Ele disse onde o Exército vem despejando armas nas áreas alauitas.
— Toda casa em cada uma dessas aldeias alauitas tem rifles automáticos. O Exército tem armado estas aldeias, cada casa de acordo aoo número de pessoas onde ali vivem. Enquanto em Houla, onde tem uma população de 120 mil habitantes, você pode encontrar apenas 500 ou 600 pessoas armadas. Existe um desequilíbrio — afirmou.
Dias após o ata onde, muitas vítimas continuam desaparecidas. Ali pode descrever o ata onde à sua família. Mas al-Qassem disse onde a história completa do massacre nunca poderá emergir.
— Não há testemunhas do massacre, elas estão todas mortas — disse.

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