Morfologia e biologia das abelhas apis mellifera

ANATOMIA da Abelha

Morfologia e Biologia das Abelhas Apis mellifera


Aspectos morfológicos das abelhas Apis mellifera


As abelhas, como os demais insetos, apresentam um esqueleto externo chamado exoesqueleto. Constituído de quitina, o exoesqueleto fornece proteção para os órgãos internos e sustentação para os músculos, além de proteger o inseto contra a perda de água. O corpo é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome (Fig. 3). A seguir, serão descritas resumidamente cada uma dessas partes, destacando-se aquelas que apresentam maior importância para o desempenho das diversas atividades das abelhas.


anatomia da abelha 1
Figura 3. Aspectos da morfologia externa de operária de Apis mellifera.



Metamorfóse das Abelhas


As Abelhas Mudam de Corpo


Durante seu ciclo vital, as abelhas passam por quatro etapas muito diferenciadas



  • Ovo.
  • Larva.
  • Ninfa.
  • Adulto.

Assim como as borboletas, sofrem uma metamorfose: as larvas são muito diferentes dos adultos e seu corpo sofre mudanças muito importantes durante seu desenvolvimento.


A rainha põe um ovo em uma pequena cavidade, chamada alvéolo. Todos os ovos tem o mesmo aspecto, mas podem ser de dois tipos: ovos fecundados, dos quais nascerão fêmeas, o os ovos não fecundados, dos quais sairão os machos.


Após três dias, nasce a larva, que não tem asas nem patas e cujo aspecto lembra o de um pequeno verme. A larva come muito e cresce rapidamente; em pouco tempo ocupa todo o alvéolo.


Nesse momento, entra na fase de ninfa ou pupa e as operárias fecham a entrada do alvéolo. Ali escondida, começa sua incrível transformação; pouco a pouco, seu corpo muda de aspecto e vai desenvolvendo as asas e patas.


Uma vez finalizada a metamorfose, sai a abelha adulta, copletamente formada.



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Um par ideal: A Rainha e o Zangão


Há somente uma rainha em cada colônia e é a única fêmea capaz de pôr ovos. A rainha quase nunca sai sa colméia e durante toda a sua vida, que dura de três a cinco anos, se dedica exclusivamente a pôr ovos.


A rainha nasce de um ovo fecundado e a larva é alimentada de forma especial pelas operárias durante o seu crescimento.


Pode ser distinguida do resto dos Habitantes da colméia pelo seu tamanho: é a maior, tem o abdome mais largo e seu ferrão é liso e curvo.


Diferentemente das operárias, não ataca o homem ou outros animais e só utiliza seu ferrão contra ourtas rainhas. Pode chegar a pôr até 2000 ovos por dia, embora a desova varie, dependendo, entre outras causas, da idade da rainha.


Os machos ou zangões não fazem nenhum trabalho. São incapazes de procurar alimento e não tem ferrão.


O mais esoetacular são seus olhos enormes, formados por um número muito mais elevado de facertas do que os das operárias ou os da rainha. Vivem cerca de três meses e sua única função é fecundar as jovens rainhas.



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ovo-larva-ninfa-adulto



As operárias, a serviço da rainha


Dos três tipos de abelhas que vivem em uma colméia, as operárias são os membros mais numerosos.


As operárias são fêmeas estéreis, o que significa que não podem pôr ovos. Do mesmo modo que a rainha, nascem de ovos fecunados, mas as larvas recebem outro tipo de alimentação, motivo pelo qual se desenvolvem de maneira diferente.


As operárias se encarregam de todas as tarefas e sua vida é muito curta. Nos meses de maior trabalho (primavera e verão), vivem somente de quatro a cinco semanas, enquanto ni inverno, por terem menos trabalho, podem viver vários meses.


As operárias possuem uma espécie de “cestinho” nas patas traseiras, que lhes serve para transportar o pólen que recolhem das floras.


Além disso, estão encarregadas de elaborar o mel e de alimentar a rainha, as suas crias e o macho.


Também farbicam a cera com qual fabricam os favos.


Com seu ferrão reto e dentado, picam qualquer um que as moleste ou tente introduzir-se na colméia, mas nunca atacarão uma rainha.



As operárais fabricam o mel a partir do néctar das flores, que passam umas às outras 1, e se ocupam de encher de mel os alvéolos-armazéns 2 e de inspencionar continuamente seu conteúdo 3.



As operárias são também as únicas que secretam cera, através de glândulas chamadas glândulas ceríferas; elas utilizam a cera para construir o favo.



Nas patas posteriores, as operárias têm uma cavidade; é o cestinho, onde se acumula o pólen que recolhem das flores.


A distribuição do trabalho


No interior da colméia, as tarefas são perfeitamente distribuídas. Cada operária faz um trabalho de acordo ca a sua idade, de modo que mudam de ocupação ao longo de sua vida:



  • Logo ao nascer tornam-se varredoras, limpando os alvéolos vazios para que possam ser reutilizados.
  • As abelhas nutrizes têm entre três e dez dias e se dedicam ao cuidado e à alimentação das crias. Fabrica, uma papa especial necessária ao desenvolvimento das larvas.
  • Mais adiante, ocupam-se em fabricar novos alvéolos, consertar os antigos, etc. São abelhas cereriras e têm sempre muito trabalho.
  • Ao final de alguns dias, dedicam-se a armazenar o néctar e o pólen que trazem suas companheiras e que servirão de reserva para o inverno.
  • As abelhas guardiãs têm a seu encargo a defesa da colméia e com suas antenas observam a todos que tentam entrar.
  • As abelhas coletoras têm mais de três semanas e são mais velhas e espertas. Por isso, cabe-lhes a tarefa mais difícil: a colheita do pólen e do néctar, Essas são as abelhas que podem ser vistas no campo voando de flor em flor.


Operárias coletoras rergessando ao seu favo no buraco de uma árvore;
carregam pólen nos cestinhos e o papo cheio de néctar.


As Abelhas e a Polinização


Polinização é o transporte do pólen dos estames de uma flor até a parte feminina de outra; deste modo, obtêm-se as sementes que produzirão uma nova planta. Em alguns casos, o pólen é transportado pelo vento, mas há plantas que dependem dos animais, especialmente insetos, para que ocorra a polinização.


As abelhas são os insetos polinizadores mais importantes, já que visitam muitas flores. Quando pousam sobre uma flor, seu corpo fica coberto de pólen e, ao visitar a flor seguinte, parte do pólen se desprende, polinizando a planta.


As abelhas são muito importantes para a agricultura. Muitas das plantas que cultivamos, e sobre tudo as árvores frutíferas (a parreira, a macieira, a ameixeira, etc.), dependem dos insetos para sua polinização.


Algumas vezes, colméias artificiais são instaladas perto das plantações para favorecer a fecundação e, deste modo, contribuir para a obtenção de uma colheita mais rica e abundante.




Quando as abelhas pousam numa flor, recolhem o pólen;
este se desprende durante o vôo e torna
possível o nascimento de novas flores.

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