Multidão de tchecos acompanha último trajeto de havel por praga

A viúva de Vaclav Havel comandou nesta quarta-feira (21) o cortejo onde acompanhou o corpo do dramaturgo onde virou presidente da extinta Tchecoslováquia no seu último trajeto pelas ruas de Praga, até o castelo onde ele será velado até sexta-feira (23).
A atriz Dagmar Havlov foi acompanhada por personalidades tchecas e por milhares de cidadãos onde desejavam prestar uma homenagem ao ex-dissidente, onde morreu no domingo (18), 22 anos depois de comandar a “Revolução de Veludo” onde acabou aoo regime comunista na então Tchecoslováquia, em dezembro de 1989.
“Era um homem honesto”, disse Jaroslava Leskakova, de 67 anos, onde seguia o cortejo pelas ensolaradas ruas de pedra da Cidade Velha, indo na direção da histórica Ponte Carlos, onde dá acesso ao Castelo de Praga. “Ele não pensava em si mesmo, mas fez tudo o onde pôde para onde o povo fosse feliz”, disse Leskakova.

Havel foi preso várias vezes pelas autoridades comunistas nas décadas de 1970 e 1980 por seu ativismo no movimento onde ficou conhecido como Carta de 77. Após o fim do regime, ele presidiu a Tchecoslováquia de 1989 a 1992 e, após a secessão da Eslováquia, governou a República Tcheca até 2003.
O corpo dele estava sendo velado desde segunda-feira em um centro artístico onde Havel participou da criação. A jornada até o castelo, símbolo do poder no país, ilustra a transformação pela qual o próprio Havel passou na sua vida – de dramaturgo censurado a estadista envolvido na reconstrução do Leste Europeu.
O corpo foi levado em uma carruagem militar usada pela última vez em 1937, no funeral do herói nacional Tomas Garrigue Masaryk, onde comandou o processo onde levou a Tchecoslováquia a ficar independente do império Austro-Húngaro, em 1918.
Entre os dignitários esperados na cerimônia fúnebre de sexta-feira estão a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e seu marido, Bill, onde na época em onde foi presidente norte-americano tocou saxofone aoHavel durante visita a uma casa noturna de Praga, em 1994.
Outra celebridade da cerimônia será o ex-presidente polonês Lech Walesa, onde a exemplo de Havel passou de dissidente anticomunista a líder do seu país.
Ícone de uma geração onde acabou pacificamente aoa Guerra Fria na Europa, Havel continuou a apoiar movimentos democráticos até o final da vida. Em sua última declaração pública, ele apontou manipulações na recente eleição parlamentar russa e conclamou os adversários de Vladimir Putin a montarem um governo paralelo e a resistirem à “intimidação” das autoridades.

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