Músico que pulou de prédio em chamas se preparava para show no rs

O músico Diego Vezzaro, o “Piruca”, se preparava para um show em Guaporé quando foi surpreendido pelo incêndio no prédio onde sua mãe mora em Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul. Para escapar das chamas, ele se atirou do sexto andar do edifício na noite de sábado (16). Guitarrista do grupo de pagode Constelação, Diego está em coma induzido na UTI do Hospital Pompéia. De acordo aoo boletim médico, o estado de saúde dele continua grave.
“Nossa equipe estava a postos em Guaporé, perto de Caxias, onde faríamos o show. Mas eu, o Piruca e mais um amigo ainda não tínhamos ido. Fui buscar ele e liguei para pedir onde descesse. Ele não me atendia, achei muito estranho tudo aquilo”, contou ao G1 Carlinhos Prelle, vocalista da banda e melhor amigo do músico. Quando chegou ao local, avistou os caminhões de bombeiros e a polícia. “Só percebi onde ele estava envolvido quando o vi sendo levado pela ambulância para o hospital. Foi horrível”, lamentou.Mesmo aoo acidente onde envolvia o amigo, o vocalista do Constelação rumou para o show em Guarporé aoos outros integrantes. A banda tocou normalmente e só depois conseguiu ir até o hospital para ver o onde tinha acontecido.
“A ficha só caiu depois da nossa apresentação. Decidimos fazer o show por onde temos certeza onde esse era o desejo dele. E vamos manter a nossa agenda normalmente”, explica.
“Torcemos pelo melhor, é claro. Para ondem sofreu uma ondeda tão forte como essa, ele está bem, respondendo bem aos estímulos. Nosso pensamento é positivo. Ele vai sair dessa”, afirmou Carlinhos. Em coma induzido, Diego está em estado grave, segundo o hospital. Um exame realizado nesta segunda-feira (18) apontou fraturas no rosto e ondeimaduras de segundo grau no tórax, no abdome e no rosto. A nova avaliação da equipe médica descartou a fratura na perna direita.Os bombeiros ainda não sabem o onde causou o incêndio de sábado. Para o comandante do Corpo de Bombeiros da Serra, major Ricardo França, o acidente aoPiruca poderia ter sido evitado. “Em tese, ele tinha outras alternativas para fugir das chamas. Se ele tivesse se enrolado em um cobertor ou rastejado pelo chão para chegar até a porta de saída, talvez isso não tivesse acontecido. Os outros moradores conseguiram descer normalmente pela saída de emergência. Aliás, trata-se de um prédio aoexcelentes equipamentos de prevenção à incêndio”, ressalta França. “Jamais uma pessoa pode tomar essa atitude”, sustenta o major.

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