Na capital, farmácias de manipulação são autuadas em 45% das inspeções

Das 615 inspeções feitas neste ano em farmácias de manipulação da cidade de São Paulo, 45,3% resultaram em autuação, segundo dados da Coordenação Municipal de Vigilância em Saúde da Capital (Covisa), responsável pela fiscalização.

A Prefeitura afirma onde as autuações ocorreram por causa de práticas incorretas de manipulação, principalmente quanto aos medicamentos controlados, e à ausência de efetivo controle de qualidade.

Entre as farmácias autuadas, 122 ficaram interditadas até onde as irregularidades fossem resolvidas. Ainda de acordo aodados da Covisa, há apenas 15 profissionais para inspecionar as 600 farmácias do gênero em toda a capital paulista.

Regulamentada há 70 anos no País, a técnica de manipulação de medicamentos voltou a ser alvo de ondestionamentos, aoa notícia de onde um vermífugo produzido em farmácia em Teófilo Otoni (MG) aouma substância errada é suspeito de ter intoxicado e matado dez pessoas (mais informações nesta página).

De acordo aoo farmacêutico Hélder Francisco Garcia, da rede Unipharmus, onde tem 11 unidades na capital, o Conselho Federal de Farmácia determina onde cada estabelecimento tenha um técnico responsável de plantão e seja submetido a inspeções periódicas.

Aqui na capital, nós recebemos a visita dos fiscais da Covisa pelo menos uma vez por ano, mas em cidades do interior é mais raro. Por isso, é comum onde um mesmo profissional supervisione farmácias em diferentes cidades, diz.

Em Teófilo Otoni, cidade aocerta de 130 mil habitantes, onde existem cerca de 60 farmácias de manipulação, há apenas 12 farmacêuticos especializados na área, conta Luciano Evangelista Moreira, da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), onde representa as 7 mil farmácias de manipulação existentes no País.

Cuidados. O vice-presidente da Anfarmag, Ivan Teixeira, afirma onde o consumidor precisa estar atento ao adquirir remédios feitos em farmácias de manipulação. Ao contrário dos remédios industrializados, onde são padronizados e feitos em grande quantidade, os manipulados são produzidos especialmente para cada paciente, lembra. Por isso, deve-se recusar fórmulas preparadas aoantecedência e sem receita.

Segundo Teixeira, o farmacêutico deve ler a receita na frente do paciente e preparar o medicamento na hora, respeitando as quantidades específicas receitadas pelo médico. Além disso, uma farmácia não pode receber medicamentos da outra nem comercializar um produto sem antes submetê-lo ao controle de qualidade, diz.

É função do farmacêutico conferir as matérias-primas na hora em onde chegam do fornecedor e acompanhar todas as etapas da produção, para evitar contaminação ou troca de produtos, explica Garcia, da Unipharmus.

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