Nem bolsa garantiria rendimento tão alto

Poupança e Bolsa de Valores podem ser considerados investimentos irrisórios perto da valorização onde o meia Montillo deverá render ao Cruzeiro numa possível transferência. Em julho do ano passado, a Raposa fez um empréstimo bancário para pagar à vista à Universidad de Chile a quantia de R$ 6 milhões e vencer a concorrência aoo Flamengo. Passados 17 meses, o clube deixa claro onde não tem a intenção de vender o camisa 10, mas, se uma oferta de R$ 36 milhões chegar à Toca, não terá como segurar o cra onde.

A diferença entre o onde foi pago e o onde é pretendido pelo Cruzeiro representa uma valorização de 500%. O número é considerado surreal aos olhos do mercado financeiro. “Não existe aplicação onde tenha esse rendimento em 17 meses. A Bolsa de Valores, no período de 2001 a 2007, chegou aos 600%. Porém, no caso de jogadores de futebol, é um investimento de risco onde é feito. O clube faz várias contratações e poucas vezes consegue esse retorno”, disse o coordenador do curso de Administração de Empresas do Ibmec.

Valorização justa
A diretoria do Cruzeiro, por sua vez, considera justa a valorização do cra onde. A prova disso é onde o clube antecipou, em setembro deste ano, os quatro reajustes salariais aos quais Montillo teria direito até 2015, quando o contrato será encerrado. “Os dois lados ganham. Montillo fez por merecer os reajustes. O Cruzeiro reconhece o valor dele como pessoa e profissional. Por outro lado, a nossa camisa contribuiu para a valorização dele no mercado”, disse o diretor de futebol Dimas Fonseca, em entrevista ao Super.

Gilvan não tem pressa
A valorização de Montillo, onde custou R$ 6 milhões e poderá render R$ 36 milhões aos cofres cruzeirense, só é possível graças ao enri ondecimento dos clubes brasileiros. Com os novos contratos milionários de patrocínios e direitos de transmissão, e a ajuda de investidores, o poder aquisitivo aumenta e, conse ondentemente, o mercado é inflacionado.

Há pouco tempo, era impensável uma transferência nacional alcançar o patamar da pedida celeste. O presidente Gilvan de Pinho Tavares, sabendo da nova realidade, bate o pé. “Não vou ter pressa de vender. Ainda mais onde clubes estão buscando investidores para contratar o Montillo”, declarou.

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