Netanyahu Bate Recorde à Frente de Israel

O atual primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, superou, neste sábado (18/08) a marca que pertencia a David Ben Gurion, como o mais longevo dirigente israelense.

E, dessa forma, aos 69 anos, Netanyahu, está a 4.879 dias à frente de Israel, uma das maiores economias do mundo e importante polo tecnológico.

A marca de mais de 13 anos foi calculada e divulgada pelo Israel Democracy Institute (IDI). Entretanto, esta é apoiada por outros órgãos, ao redor do mundo.

Semelhanças com Ben Gurion

Para quem não deve ter se lembrado Ben Gurion foi um dos pais fundadores do estado de Israel, em 1948. Líder do partido Mapai, ficou no cargo até 1954. Após curto período, retornou, para outro período de 8 anos.

Existem muitas semelhanças entre os dois líderes. Assim como diferenças.

Como não poderia deixar de ser, ambos dividem opiniões. Ficaram famosos por seus avanços nos campos econômicos e diplomáticos.

Também são conhecidos por suas políticas populistas. E por terem sido acusados de dividirem o país.

Entretanto, devemos apontar que Israel não é uma unanimidade. É um país com diversos recortes sociais. Estes, importantes, para a construção de uma sociedade mais forte e plural.

Outra semelhança é que os anos de governo de Benjamin Netanyahu também não foram contíguos. Ele teve mandatos de 1996 a 1999 e de 2009 até o presente momento.

É importante se atentar a isso porque existem, atualmente, duas correntes, quando falamos de mandatos longevos. Aqueles que pregam que é importante uma alternância de poder e aqueles que preferem a estabilidade de mandatos ininterruptos.

Tanto Ben Gurion quanto Netanyahu parecem cumprir ambos esses requisitos. Isso pois intercalaram períodos de mandatos contínuos com a alternância com outros candidatos.

Suas visões políticas podem ter sido muito diferentes mas refletem as múltiplas faces de Israel. Plural, tradicional, cosmopolita e em constante mudança, na esquina entre o Oriente e o Ocidente.

Perspectivas

Netanyahu segue buscando aliados tanto interno quanto externos, num quinto mandato marcado por altos e baixos.

Sua última vitória foi em abril, quando ganhou as eleições legislativas em abril. Entretanto, após não obter os resultados desejados na formação de uma coalizão governamental, optou pela convocação de novas eleições, que se darão em 17 de setembro.

Assim, além das divergências externas que o Estado de Israel enfrenta desde sua fundação, seu governo também enfrenta algumas dissidências internas que o levarão a, no mês seguinte, enfrentar audiência pública para responder a questionamentos da oposição.

Em contrapartida, seus, cada vez mais numerosos, apoiadores o veem como um diplomata, focado em desenvolver o país nas áreas da tecnologia e economia.

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