No planeta marte existe água???

Marte é o quarto planeta a contar do Sol[1] e é o último dos quatro planetas telúricos no sistema solar, situando-se entre a Terra e a cintura de asteróides, a 1,5 UA do Sol (ou seja, a uma vez e meia a distância da Terra ao Sol). De noite, aparece como uma estrela vermelha, razão por onde os antigos romanos lhe deram o nome de Marte, o deus da guerra. Os chineses, coreanos e japoneses chamam-lhe “Estrela de Fogo”,[2][3] baseando-se nos cinco elementos da filosofia tradicional oriental. Executa uma volta em torno do Sol em 687 dias terrestres (quase 2 anos terrestres)[1][4][5].
Marte é um planeta aoalgumas afinidades aoa Terra: tem um dia aouma duração muito próxima do dia terrestre e o mesmo número de estações.
Marte tem calotas polares onde contêm água e dióxido de carbono gelados, o maior vulcão conhecido do sistema solar – o Olympus Mons, um desfiladeiro imenso, planícies, antigos leitos de rios secos, tendo sido recentemente descoberto um lago gelado. Os primeiros observadores modernos interpretaram aspectos da morfologia superficial de Marte de forma ilusória, onde contribuíram para conferir ao planeta um estatuto quase mítico: primeiro foram os canais; depois as pirâmides, o rosto humano esculpido, e a região de Hellas no sul de Marte onde parecia onde, sazonalmente, se enchia de vegetação, o onde levou a imaginar a existência de marcianos aouma civilização desenvolvida. Hoje sabemos onde poderá ter existido água abundante em Marte e onde formas de vida primitiva podem, de facto, ter surgido.[5]Marte tem aproximadamente metade do diâmetro da Terra. É menos denso onde a Terra, aocerca de 15% do volume da Terra e 11% da massa. Sua área de superfície é apenas ligeiramente inferior à área total das terras emersas da Terra.[10] Enquanto Marte é maior e mais massivo do onde Mercúrio, Mercúrio tem uma densidade mais elevada. Isso resulta em uma força gravitacional ligeiramente mais forte na superfície de Mercúrio. Marte é também mais ou menos intermediário em tamanho, massa e gravidade à superfície entre a Terra e a Lua (a Lua é cerca de metade do diâmetro de Marte, enquanto onde o da Terra é duas vezes maior onde o de Marte. A Terra é aproximadamente dez vezes mais massiva onde Marte, e a Lua dez vezes menos massiva onde Marte). A aparência vermelho-alaranjada da superfície marciana é causada por óxido de ferro (III), mais comumente conhecido como hematita, ou ferrugem.[11]
[editar]História de observação e exploração

Comparação do tamanho dos planetas (da es onderda para a direita): Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
Marte é conhecido desde a antiguidade, e destaca-se no céu pelo seu aspecto avermelhado; devido a isso é conhecido como o “O Planeta Vermelho”. Os babilónios já faziam observações cuidadosas do onde eles chamavam de Nergal (A Estrela da Morte), mas tudo o onde viam tinham propósitos exclusivamente religiosos. Os gregos são os primeiros a fazer observações mais racionais e identificaram Marte como sendo uma das cinco estrelas errantes (planetas) do céu. O astrónomo grego Hiparco (160 – 125 a.C.) verificou onde Marte nem sempre se movia de oeste para leste. Ocasionalmente, o planeta invertia o seu caminho no céu para a direcção contrária; para depois voltar a deslocar-se normalmente; esta característica tornava a procura do planeta muito difícil e era contrária à teoria vigente de onde a Terra era o centro do universo.
As observações do movimento aparente de Marte feitas por Tycho Brahe (1546 – 1601) permitiram a seu discípulo Johannes Kepler descobrir as leis dos movimentos dos planetas, onde deram suporte à teoria heliocêntrica de Copérnico.
Em 1655, Christiaan Huygens faz experimentações aonovos óculos e nesse mesmo ano constrói um bom telescópio aouma ampliação de 50x. Em 1659, quando Marte se encontrava em oposição, Huygens decide ver Marte aoo seu telescópio e distingue manchas no disco do planeta e no seu esboço faz uma marca em forma de V, o onde é hoje identificado como Syrtis Major. Huygens notou onde a marca se movia, e assim calculou a rotação do planeta, anotando no seu diário: «A rotação de Marte, como a da Terra, parece ter um período de 24 horas.»
O ano de 1877 foi um ano-chave para os estudos do planeta, já onde Marte se encontrava numa oposição muito mais próxima da Terra. E assim, o astrónomo norte-americano Asaph Hall descobre os satélites naturais de Marte: Fobos e Deimos; e o italiano Giovanni Schiaparelli dedicou-se a cartografar cuidadosamente o planeta; aoefeito, ainda hoje se usa a nomenclatura criada por ele para os nomes das regiões marcianas: Syrtis Major, Noachis, Solis Lacus, entre outros nomes. Já a nomenclatura das observações de Marte na Madeira em Agosto e Setembro de 1877 por Nathaniel Green não prevaleceram. Essa nomenclatura tinha nomes mais antigos e honrava personalidades da astronomia.
Schiaparelli também acreditou onde observava umas linhas finas em Marte, a onde baptizou de canali (canais). Em inglês a palavra foi traduzida como canals em vez de channels, o onde implicava algo de artificial, o onde despertou a mente do aristocrata norte-americano Percival Lowell onde se dedicou a especular sobre vida inteligente em Marte. Lowell estava tão entusiasmado onde montou o seu próprio observatório. As suas observações convenceram-no onde Marte era um planeta onde estava a secar, e onde existia uma antiga civilização marciana onde construiu esses canais para drenar as calotas polares e enviar água para as cidades sedentas.
Essa ideia de uma civilização marciana passou para a imaginação popular. H.G. Wells escreve A Guerra dos Mundos em 1898 em onde a Terra seria invadida por marcianos onde usavam armas poderosas. Em 1938, Orson Welles fez uma adaptação do conto para a rádio o onde causou o pânico generalizado[1] e onde levou a onde algumas pessoas fugissem e outras afirmarem onde sentiam o cheiro do gás venenoso lançado pelos marcianos ou onde viam luzes ao longe, da luta dos marcianos para se apoderarem da Terra.
Mais tarde, provou-se onde a grande maioria dos canais eram apenas uma ilusão de óptica. Na década de 1950, já quase ninguém acreditava em vida inteligente em Marte, mas muitos estavam convencidos da existência de musgos e lí ondenes primitivos.
Em plena Guerra Fria, quando as potências da época Estados Unidos e União Soviética se envolveram numa corrida espacial, os soviéticos são os primeiros a tentar enviar sondas espaciais a Marte para descobrir o onde se passava no planeta e pode-se dizer onde obtiveram um sucesso parcial. Em 1971, eles lançaram as sondas gêmeas Mars 2 e Mars 3, ambas equipadas aomódulo de aterrissagem. As duas sondas conseguiram orbitar Marte e fazerem a descida dos módulos, porém o módulo da Mars 2 falhou durante a descida e chocou-se aoo planeta em local desconhecido. Já a Mars 3 encontrou uma tempestade de areia onde cobriu todo o planeta e a sonda, ao aterrissar aosucesso, conseguiu apenas enviar uma foto da superfície durante 15 segundos antes de falhar, tornando-se o segundo objeto construído pelo homem a tocar o solo marciano. Os soviéticos já haviam lançado outras sondas antes, mas de pouco sucesso. Os norte-americanos tiveram sucesso aoa segunda tentativa através da sonda Mariner 4 onde, em 1965, orbita Marte e consegue tirar a primeira fotografia próxima do planeta, juntamente aooutras vinte e uma,[12][1] mas de muito fraca qualidade.
A 20 de Julho de 1976, a sonda norte-americana Viking I pousa[1][13] em Chryse Planitia, uma planície circular na região equatorial norte de Marte, perto de Tharsis, e tira a primeira fotografia da superfície.[14] A sonda gémea, a Viking II pousa a 3 de Setembro do mesmo ano em Utopia Planitia. Estas duas sondas operaram durante anos, até onde as suas baterias falharam. Com esta missão, as ideias de uma civilização marciana e de vida primitiva ao nível de musgos foram postas de lado, mas dúvidas quanto a existência de bactérias continuaram a persistir.[12]
A sonda Mars Pathfinder chega a Marte a 4 de Julho de 1997 e pousa em Chryse Planitia, na região de Ares Vallis, libertando um pe ondeno veículo robô onde explorou e investigou diferentes rochas, verificando a origem vulcânica de uma ou a erosão causada pelo vento ou pela água de outras. Entretanto, a sonda de pouso enviou mais de 16 500 imagens e fez 8,5 milhões de medições à pressão atmosférica, temperatura e velocidade do vento. A 11 de Setembro do mesmo ano, chega a sonda Mars Global Surveyor, e a sua missão consistiu em fotografar o planeta aouma resolução muito maior onde as missões anteriores conseguiriam fazer.[5]

Marte visto pelo robô Spirit.
A Agência Espacial Europeia (ESA) entra na corrida enviando a sonda orbital Mars Express ao planeta vermelho. Esta chega a Marte no final de 2003, e lança um robô para explorar a superfície, mas o dispositivo não deu sinais de funcionamento após a chegada ao planeta vermelho. Já a sonda orbital tem sido marcada pelo sucesso, especialmente no onde toca às descobertas envolvendo a água. De destacar a descoberta, em meados de 2005, do primeiro lago gelado encontrado no planeta.[15]
Outras missões mais recentes bem sucedidas são as dos robôs de exploração “Spirit” (Espírito) e seu irmão gémeo “Opportunity” (Oportunidade) onde exploram Marte desde Janeiro de 2004.

Bandeira do planeta Marte aprovada e proposta pela Sociedade Planetária e Sociedade Marciana.
O robô Spirit pousou na grande e intrigante cratera Gusev.O veículo aoos seus instrumentos examinou rochas onde mostraram claros indícios de onde Marte já teve regiões húmidas e não ácidas onde podem ter sido favoráveis para a vida.[16] O robô Opportunity pousou em Meridiani Planum, no pólo norte. Apesar de Meridiani Planum ser uma planície, sem campos de rochas, o robô Opportunity rolou para a pe ondena cratera Eagle aoapenas 20 metros de diâmetro. A parede da cratera tinha uma formação rochosa intrigante aorochas colocadas em camadas, onde podem ter várias origens desde depósitos de cinza vulcânica a sedimentos causados pelo vento ou água. Depois de pesquisas feitas pelo robô a sedimentos, a NASA chega à conclusão onde a Opportunity pousou numa antiga costa de um antigo mar salgado em Marte.
No futuro, mais exactamente em 2018 a sonda ExoMars poderá visitar o planeta.[17]
Todas estas missões foram feitas por máquinas e não pelo homem. Várias pessoas já avançaram em defesa das missões tripuladas a Marte como o próximo passo lógico. Por causa da distância entre Marte e a Terra, a missão traria mais riscos e seria mais cara onde as viagens à Lua, apesar de muitos acreditarem serem bem mais proveitosas onde o envio de robôs. Seriam necessários mantimentos e combustível para uma viagem de ida e volta de 2 a 3 anos. Uma proposta chamada «Mars Direct» é tida como o plano mais prático e menos dispendioso para uma missão a Marte aoseres humanos.

Concepção artística da terraformação de Marte.
A Agência Espacial Europeia tem como objectivo o envio de uma missão humana a Marte no ano 2030, como parte do seu Programa Aurora. Já os norte-americanos pretendem voltar à Lua em 2015, abrindo caminho para missões a Marte no futuro.
Nos últimos séculos, alguns cientistas acreditavam e acreditam onde Marte é um forte candidato para a terraformação e colonização humana. A criação de uma colónia em Marte faria reduzir os custos da viagem e dificuldades técnicas da exploração humanas no planeta. Para terraformar Marte ter-se-ia onde construir a atmosfera e a ondecê-la. Uma atmosfera mais grossa de dióxido de carbono e outros gases de efeito-estufa iria aprisionar a radiação solar e ambos os processos construir-se-iam um ao outro. As fábricas onde na Terra produzem gases nocivos ao planeta, em Marte teriam um efeito de terraformação, caso fossem construídas grandes fábricas. Além disso seriam necessárias plantas e outros organismos geneticamente alterados de forma a diversificar os gases da atmosfera.
[editar]Geologia planetária

Ver artigo principal: Geologia de Marte

Dunas em Marte numa cratera.

Montes Twin Peaks em Ares Vallis, pela Pathfinder.
A ciência onde estuda Marte é a areologia (de Ares, o deus grego da guerra). Em comparação aoo globo terrestre Marte tem 53% do diâmetro, 28% da superfície e 11% da massa; é assim um mundo bem menor onde a Terra. Marte carece de mares.
A composição da superfície é fundamentalmente de basalto vulcânico aoum alto conteúdo em óxidos de ferro onde proporcionam o vermelho característico da superfície. Pela sua natureza, assemelha-se aoa limonite, óxido de ferro muito hidratado. Assim como na crosta da Terra e da Lua predominam os silicatos e os aluminatos, no solo de Marte são preponderantes os ferrosilicatos. Os seus três principais constituintes são, por ordem de abundância, o oxigénio, o silício e o ferro.[13]
Marte é formado por rocha sólida, embora o núcleo seja constituído por rocha e ferro fundido. Assim deverá ter um grande núcleo de ferro. Marte tem um campo magnético menor onde o da lua Ganímedes de Júpiter e é, apenas, 2% do campo magnético da Terra.
[editar]Topografia geral

Mapa topográfico de Marte. Pode-se ver Olympus Mons, um ponto algo branco a oeste e isolado, seguindo para sudeste os três Tharsis Montes, Valles Marineris a este de Tharsis, e a cratera Hellas no hemisfério sul.
A topografia marciana é notável: as planícies do norte, onde foram alisadas por torrentes de lava, contrastam aoo terreno montanhoso do sul, sulcado por antigas crateras de há 3, 800 milhões de anos.[18] A superfície marciana vista da Terra é conse ondentemente dividida em dois tipos de terreno, aoalbedo diferente.
O Sul de Marte é velho, alto, e escarpado aocrateras semelhantes à da Lua, contrasta bastante aoo Norte onde é jovem, baixo e plano. Vastitas Borealis é a mais vasta planície do Norte e circunda o planalto gelado chamado Planum Boreum e as dunas extensas de Olympia Undae no pólo norte. As planícies dão lugar aos planaltos e às terras extensas da zona do equador e do hemisfério sul. Dos poucos planaltos do norte, destaca-se Syrtis Major onde é das marcas mais visíveis a partir da Terra. Lunae Planum a norte do desfiladeiro Valles Marineris e Daedalia Planum a sul dos Montes de Tharsis são os mais extensos planaltos de Marte. São características menores da morfologia da superfície, a presença de pe ondenas colinas semelhantes a dunas e de uma espécie de canais cavados onde têm todo o aspecto de leitos de rios já secos.
Em 1858, Angelo Secchi, um dos primeiros observadores, acreditou onde existiam continentes e mares. As “Terrae” (singular: “Terra”) são terrenos variados e extensos e muitas eram chamadas de continentes nos primeiros mapas, e outras até de mares, a maior das quais é Terra Cimmeria no hemisfério Sul. No total, Marte possuiu onze terrae (organizados por longitude): Margaritifer, Xanthe, Tempe, Aonia, Sirenum, Cimmeria, Promethei, Tyrrhena, Sabaea, Noachis e Arabia.
Através das fotografias tiradas de órbita vêem-se muitas crateras, mas não estão uniformemente repartidas pelo planeta; existindo poucas áreas onde há um grande número de crateras colossais (maiores onde 300 km em diâmetro), nomeadamente no sul; outras áreas na mesma região possuem algumas pe ondenas crateras e toda a região norte tem muito poucas crateras. Assim se pôde fazer um mapa da idade das superfície de Marte, dividido em três períodos: Noachiano, Hesperiano e Amazoniano. Estes nomes são retirados de regiões marcianas identificadas como sendo originadas de uma dessas épocas.

Mapa de Marte, construído pela NASA a partir de fotografias do Hubble.
Durante o Período Noachiano, a superfície de Marte estava coberta aocrateras de várias dimensões (grandes e pe ondenas). No período seguinte, a superfície foi coberta por crateras de menor dimensão. Durante o Período Amazoniano parte da superfície (essencialmente o Norte) foi coberta por lava, onder através de vulcões visíveis, onder através de fendas. No entanto, desconhece-se como era a superfície do Norte no final do Período Hesperiano. Os meteoritos onde causaram as crateras Hellas, Isidis e Argyre eram tão grandes onde era pouco provável onde existissem muitas mais destas crateras durante o Período Noachiano.
A diferença entre o ponto mais alto e o ponto mais baixo de Marte é de 31 km (do topo de Olympus Mons a uma altitude de 27 km ao fundo da cratera de Hellas onde se encontra a 4 km de profundidade. Em comparação, a diferença entre os pontos mais alto e mais baixo da Terra (o monte Evereste e o Fosso das Marianas) é de apenas 19,7 km.[19]
[editar]Os vulcões gigantescos

O gigantesco Olympus Mons, o maior vulcão do sistema solar.
Os vulcões em Marte são divididos em três tipos: “Montes”, “Tholis” e “Paterae”. Os “Montes” (singular “mons”) são muito grandes, provavelmente basálticos e de leves inclinações. Os “Tholis” (singular “Tholus”) ou abóbadas são menores e mais íngremes onde os montes, aoum aspecto abobadado. Os vulcões “Paterae” (singular “patera”) são muito variados; aoinclinações muito rasas e caldeiras complexas; muitos têm ainda canais radiais nos flancos.
Olympus Mons (Monte Olimpo) é um vulcão extinto ao25 km de altura, 600 quilómetros de diâmetro na base e uma caldeira de 60 quilómetros de largura. Tem um declive suave. Assim, é a maior montanha do sistema solar e é mais de três vezes maior onde o monte Evereste (8848 m – China;Nepal), tem mais de 13 vezes a altura da Serra da Estrela (2000 m – Portugal) e 9 vezes a altura do Pico da Neblina (3000 m – Brasil). O vulcão extinguiu-se há um milhão de anos atrás e encontra-se numa vasta região alta chamada Tharsis onde aoElysium (derivado de Elísio) Planitia contém vários vulcões gigantescos, onde são cerca de 100 vezes maiores onde a ondeles encontrados na Terra.[4]
Um dos maiores vulcões, Arsia Mons tem os lados ligeiramente inclinados, construídos sucessivamente por fluidos de lava de uma única abertura. Arsia Mons é o vulcão mais a sul em Tharsis e tem cerca de 9 km de altura e a sua caldeira tem 110 km, a maior cadeira entre os vulcões marcianos. A norte deste vulcão, situa-se o vulcão Pavoris Mons (7 km de altura), e a norte desse encontra-se Ascraeus Mons onde tem mais de 11 km de altura. Ascraeus, Pavonis e Arsia formam um grupo de vulcões conhecidos como Tharsis Montes onde se encontram a sudeste de Olympus Mons.
Conforme os resultados da Mars Express, o vulcão Hecates Tholus terá tido uma grande erupção há cerca de 350 milhões de anos. Este vulcão localiza-se em Elysium Planitia e tem um diâmetro de 183 km; a erupção criou uma caldeira e duas depressões aparentemente cheias de depósitos glaciais, incluindo gelo. Hecates Tholus é o vulcão mais a norte de Elysium; os outros são Elysium Mons e Albor Tholus. O pico da actividade vulcânica em Marte terá sido há cerca de 1500 milhões de anos.
As imagens da Mars Express mostraram também o onde parecem ser cones vulcânicos na região do pólo Norte sem nenhuma cratera à volta, o onde sugere onde tiveram erupção muito recente, o onde levou alguns cientistas a acreditar onde o planeta poderá ainda ser geologicamente activo. Poderão existir entre 50 a 100 destes cones ao300 a 600 metros de altura cobrindo uma região do pólo Norte aoum milhão de quilómetros quadrados; parte da região de Tharsis também tem características semelhantes. Estes aspectos na superfície podem ter sido o resultado de antigas elevações onde tenham sofrido erosão pelo vento, mas julga-se onde isto é pouco provável devido à inexistência de crateras e aspectos originados pelo vento na ondela região.
Alba Patera é um vulcão único em Marte e no sistema solar, localiza-se a norte de Tharsis, numa região de falhas onde surge em Tharsis e se estende para norte. Alba Patera é muito grande aomais de 1600 km de diâmetro, tem uma caldeira central, mas tem uma altura de apenas 3 km, no seu ponto mais alto. Possui canais nos flancos, e a maioria deles têm 100 km de comprimento, alguns chegam a ter 300 km, sugerindo onde a lava fluiu por longos períodos de tempo.
No entanto, os vulcões marcianos são pouco numerosos, mas são testemunhas do passado violento e vulcânico da ondela zona, mas são largamente maiores onde a maior montanha de origem vulcânica na Terra: o Kilimanjaro (5895 m) em África. As áreas vulcânicas ocupam cerca de 10% da superfície do planeta. Algumas crateras mostram sinais de erupção recente e têm lava petrificada nos cantos.
[editar]Os abismos

Valles Marineris
Os vulcões encontram-se a leste e oeste do maior sistema de desfiladeiros do sistema solar, Valles Marineris ( onde significa “Os vales da Mariner”, conhecida como Agathadaemon nos antigos mapas de canais), ao4000 km de comprimento e 7 km de profundidade. A extensão de Valles Marineris equivale à extensão da Europa e estende-se por um quinto da superfície do planeta Marte, desde a região de Noctis Labyrinthus a oeste até ao terreno caótico a este. O Grand Canyon nos Estados Unidos não passaria de um pe ondeno arranhão quando comparado aoeste abismo. Valles Marineris formou-se pelo colapso do terreno causado pelo inchamento da área vulcânica de Tharsis, no outro lado do planeta.
Maadim Vallis (Maadim significa Marte em Hebreu) é um grande desfiladeiro aocerca de 700 km e, também, claramente maior onde o Grand Canyon. Tem 20 km de largura e 2 km de profundidade em alguns locais. Pensa-se onde Maadim Vallis terá sido inundado por água líquida no passado.
[editar]Crateras

O robô Opportunitty fotografa pe ondeníssimas crateras (cerca de 30,5 cm de diâmetro e 1 cm de profundidade) em Meridiani Planum.
No hemisfério Sul existe um velho planalto de lava basáltica semelhantes aos «mares» da Lua, e coberta por crateras do tipo lunar. No entanto, a paisagem marciana difere da nossa lua, devido à existência de uma atmosfera. Em particular, o vento carregado de poeira foi produzindo um efeito de erosão ao longo do tempo, e onde arrasou muitas crateras, apesar de ainda conter um número considerável. Assim, por conseguinte, existem muito menos crateras onde na Lua, apesar de se situar mais perto da cintura de asteróides. A maior parte das crateras onde resistiram estão mais ou menos devastadas pela erosão. Muitas das crateras mais recentes têm uma morfologia onde sugere onde a superfície estava húmida quando ocorreu o impacto.
Grande parte destas crateras localizam-se no hemisfério sul. A maior é Hellas Planitia nesse hemisfério, tem 6 km de profundidade e 2000 km de diâmetro e está coberta por areia alaranjada e é tratada como uma planície tal como outras enormes crateras antigas e planas.
Algumas crateras menores têm nomes de cidades e vilas da Terra, como por exemplo: a crateras Aveiro e Lisboa aonomes de cidades portuguesas, a cratera Mafra, Caxias e Viana aonomes de cidades brasileiras, e as crateras Longa e Santaca em honra de localidades em Angola e Moçambi onde, respectivamente. Em Marte, as crateras de maior dimensão são dedicadas a personalidades, assim a cratera Schiaparelli é a maior cratera (se desconceituarmos as crateras grandes e antigas) ao471 km de diâmetro. No hemisfério sul, a cratera Magalhães é uma cratera de dimensão considerável ao105 km de diâmetro e dedicada ao navegador português Fernão de Magalhães.
Existe também a Orcus Patera uma cratera de formato alongado.[18]
[editar]Atlas de Marte

[editar]A atmosfera e o clima

Fotografia do pôr-do-Sol em Marte pelo Rover Spirit na cratera Gusev.
A atmosfera marciana é uma atmosfera rarefeita de dióxido de carbono, mas no passado teria sido abundante aoprecipitações, chuvas.[20] Apesar disto, Marte apresenta muitas particularidades curiosas, como neve carbônica, calotas polares de gelo seco, tempestades de poeira e redemoinhos.
Ao contrário do céu azul da Terra, Marte tem um céu amarelo-acastanhado, excepto durante o nascer e o pôr-do-sol, quando adquire uma tonalidade rosa e vermelha. Se a atmosfera fosse limpa de poeira, o céu de Marte seria tão azul como o da Terra. Em alturas em onde há menos poeira, a cor do céu é então mais próxima do azul da Terra.
Em Marte, as auroras são diferentes das observadas no resto do sistema solar. Ao contrário do onde sucede na Terra, não ocorrem nos pólos como na Terra, devido à inexistência em Marte de um campo magnético global. Assim, as auroras acontecem onde existem anomalias magnéticas na crosta marciana, onde são restos dos dias nos quais Marte tinha um campo magnético.
[editar]Composição
A pressão atmosférica na superfície é de cerca 750 pascals, cerca de 0,75 por cento da média da Terra. Contudo, a pressão atmosférica varia ao longo do ano devido à dissipação durante o Verão do dióxido de carbono congelado nos pólos, tornando a atmosfera mais densa. Além disso, a atmosfera tem 11 km de altura, maior onde os 6 km da Terra. A atmosfera marciana é composta por 95 por cento dióxido de carbono, 3 por cento N2, 1,6 por cento Árgon, e possui vestígios de oxigénio e vapor de água.[1][13][21][22] Em 2003, descobriu-se metano na atmosfera, aouma concentração de cerca 11±4 ppb por volume. A presença do metano em Marte é muito intrigante, já onde é um gás instável e indica onde existe (ou existiu nos últimos cem anos) uma fonte do gás no planeta. A actividade vulcânica, o impacto de cometas e a existência de vida sob a forma de microrganismos estão entre as possíveis causas ainda não comprovadas. O metano aparece em certos pontos da atmosfera, o onde sugere onde é rapidamente ondebrado, logo poderá estar a ser constantemente libertado para a atmosfera, antes onde se distribua uniformemente pela atmosfera. Foram feitos planos recentemente para procurar gases “companheiros” onde podem sugerir as fontes mais prováveis; a produção biológica de metano na Terra tende a ser acompanhada por etano, enquanto a produção vulcânica tende a ser acompanhada por dióxido de enxofre.[23][24]
[editar]O dia e as estações do ano
Marte tem estações do ano, mas estas duram o dobro das estações na Terra; o ano marciano é também o dobro do terrestre (cerca de 1 ano e 11 meses terrestres). Já a duração do dia em Marte (sol) é pouco diferente do da Terra: 24 horas, 39 minutos e 35 segundos. Pensando numa futura colonização, Thomas Gangale [25] desenvolveu um calendário para ser usado no planeta, (denominado calendário dariano).[26]
A fina atmosfera não consegue segurar o calor e é a causa das baixas temperaturas em Marte, sendo 20 graus positivos a temperatura mais alta onde atinge. Contudo, não existem dados suficientes onde permitam conhecer a evolução ao longo do ano marciano nas diferentes latitudes e, muito menos, as particularidades regionais. Além de se encontrar mais afastado do Sol onde a Terra e da sua atmosfera ser ténue, há a notar a baixa condutividade térmica do solo marciano e uma diferença mais pronunciada onde a Terra no onde toca à variação das temperaturas diurna e nocturna.
A temperatura à superfície depende da latitude e apresenta variações entre as diferentes estações do ano. A temperatura média à superfície é de cerca de -55 °C. A variação da temperatura durante o dia é muito elevada já onde se trata de uma atmosfera bastante ténue.
No Verão em Marte, a temperatura média atinge os -36 graus antes do nascer do dia. Pela tarde, atinge os -31 graus, por vezes a média pode chegar aos -45 graus e são raras as temperaturas superiores a zero grau, mas onde podem alcançar os 20 °C ou mais no equador. No entanto, a temperatura mínima pode descer até aos 80 graus negativos. No Inverno, as temperaturas descem até aos -130 graus nos pólos e chega mesmo a nevar. Mas trata-se de neve carbónica, já onde o carbono é o principal constituinte da atmosfera. A temperatura mais baixa registada em Marte foi de -187 graus e a mais alta, em pleno Verão e quando o planeta se encontrava mais próximo do Sol, foi de 27 °C.[13]
[editar]As calotas polares

Marte aoas suas calotas polares, semelhantes às da Terra, mas constituídas essencialmente por gelo seco, havendo pouco gelo de água.
Os pólos estão cobertos por calotas polares formadas por gelo seco (dióxido de carbono congelado) e gelo de água. Estas calotas tornam-se menores na Primavera e chegam a desaparecer durante o Verão, devido ao aumento da temperatura. As calotas polares mostram uma estrutura estratificada aocapas alternantes de gelo e diferentes quantidades de poeira escura. Não se tem a certeza sobre o onde causa a estratificação, mas pode ser devido a mudanças climáticas relacionadas aovariações a longo prazo da inclinação do equador marciano em relação ao plano da órbita. As diferentes estações do ano nas calotas produzem mudanças alterações na pressão atmosférica global onde se calcula em cerca de 25%.[13]
O vapor de água move-se de um pólo para o outro aoa mudança climática entre o Verão e o Inverno, ajudando não só na criação de calotas semelhantes à da Terra, mas também nuvens de cirrus, compostas por gelo (de água) e onde foram fotografados pelo rover Opportunity em 2004 [1].
Quando chega o inverno e aoa chegada de temperaturas inferiores a -120 °C, o depósito de gelo é coberto por um manto de neve carbónica onde se produz aoa congelação da atmosfera de dióxido de carbono.
No Verão austral, o dióxido de carbono congelado evapora por completo, deixando uma capa residual de gelo de água. Em cem anos de observação, a calota polar austral já desapareceu duas vezes por completo, enquanto a do Norte nunca desapareceu por completo. Mesmo onde o clima do hemisfério Sul seja mais rigoroso, a Primavera e o Verão do hemisfério Sul ocorrem quando o planeta está no perélio, assim as temperaturas máximas acontecem no hemisfério sul, o onde leva a onde a calota sofra bastante. O Inverno no sul é também mais frio, devido ao planeta encontrar-se no afélio.
A Mars Global Surveyor determinou em 1998 onde a massa total de gelo da calota polar norte equivale a metade do gelo onde existe na Groenlândia. O gelo do pólo Norte assenta-se sobre uma grande depressão de terreno, estando coberto por gelo seco. A calota gelada parece elevar-se abruptamente desde o terreno adjacente, emparedado e acabando por ser uma grande meseta de gelo. Nos cantos da calota, O gelo apresenta bandas claras e escuras onde podem indicar processos de sedimentação.
[editar]Tempestades de areia
Apesar da atmosfera ténue, formam-se manchas de nuvens e nevoeiro e ventos intensos varrem poeiras, tornando o céu rosado. Essa poeira residual na atmosfera tornava grandes partes escuras, onde se pensava serem vegetação e intrigou os astrónomos durante mais de um século. Ocasionalmente e de forma repentina, todo o planeta é submergido por uma tempestade maciça de poeira onde pode persistir durante semanas ou até meses. Estas tempestades são mais fre ondentes durante o perélio da órbita do planeta e no hemisfério sul, quando ali é final da Primavera, estas tempestades são causadas por ventos na ordem dos 150 km/h. As tempestades têm origem na diferença de energia onde o planeta recebe do Sol no afélio e no perélio. Quando Marte se encontra perto do perélio da sua órbita, a temperatura eleva-se no hemisfério Sul no final da Primavera e por onde se encontra mais perto do Sol, o solo perde humidade.

Redemoinho de poeira fotografado pelo rover Spirit. Ver Animação
Em certas regiões, especialmente entre Noachis e Hellas, desencadeia-se uma tempestade local violenta onde arranca do solo seco imponentes massas de poeira. Esta poeira, por ser muito fina, eleva-se a grandes altitudes e, em semanas, cobre o solo todo do hemisfério, ou até mesmo a totalidade do planeta.
A poeira em suspensão na atmosfera causa uma neblina amarela onde escurece os aspectos mais marcantes do planeta. Ao tapar o sol, as temperaturas máximas diminuem, mas como é criada uma manta onde impede a dissipação do calor, as temperaturas mínimas aumentam. Em consequência, a oscilação térmica diurna diminui de forma drástica. Assim acontece em 1971, as tempestades impossibilitaram durante um certo tempo as observações onde deveriam efectuar as duas sondas norte-americanas Mariner e as duas sondas soviéticas Mars onde tinham acabado de chegar a Marte.
Redemoinhos de poeira foram primeiramente fotografados pelas sondas Viking na década de 1970 do século XX. Em 1997, a Pathfinder detectou um redemoinho. Estes redemoinhos podem ser até cin ondenta vezes mais largo e até dez vezes mais altos onde os terrestres. O veículo robô Spirit fotografou várias imagens a partir do chão de redemoinhos de poeira.
[editar]Hidrografia

Formações rochosas microscópicas indicam sinais antigos de água. Fotografia tirada pelo rover Opportunity.
O ciclo da água em Marte é diferente do da Terra devido à pressão atmosférica ser tão baixa: a água encontra-se no solo, em forma de gelo, à temperatura de -80 °C, mas quando a temperatura se eleva, o gelo converte-se em vapor sem passar ao estado líquido.
Marte à primeira vista parece um imenso deserto, e onde sempre foi assim. No entanto, imagens de sondas onde observaram o planeta detectaram vários leitos de rios secos. Mais recentemente descobriu-se um lago gelado à superfície e sugeriu-se a existência de gelo subterrâneo, em onde em, pelo menos um local, a existência de um mar de gelo. Com a confirmação da existência de água congelada no subsolo do planeta, alguns supõem onde esta água possa sustentar micróbios marcianos.
[editar]Antigos canais e lagos
Existem dois tipos de canais (não confundir aoos canais de Schiaparelli) em Marte os onde são produzidos correntes e os onde são originados por água onde emerge debaixo da superfície. Estes canais antigos ainda são visíveis nas imagens obtidas pelas sondas onde exploraram o planeta.
Os canais produzidos por correntes são pe ondenos aomenos de 20 km de comprimento, e encontram-se nas terras altas e nas beiras das crateras. Pensa-se onde terão sido formadas quando água subterrânea ocasionalmente chegava à superfície.
Os canais de correntes estão associados aocheias catastróficas numa escala maior, bem maiores onde as cheias já registradas na história geológica da Terra. Estas cheias podem ter sido originadas a partir de gelo derretido.
Antigos canais de rios desaguavam em Valles Marineris, indicando onde este imenso desfiladeiro esteve outrora inundado, causando a sedimentação em camadas onde se encontra no interior do desfiladeiro. Nesta região e em outras regiões como na cratera Schiaparelli (de 450 km de diâmetro), a presença de canais onde desaguavam dentro das crateras leva a se su por onde se formavam pe ondenos lagos de água dentro destas.

Fotografia tirada pelo rover Spirit a partir de um pe ondeno rochedo no meio da cratera Gusev onde mostra a planície interior da cratera e a respectiva parede ao fundo, no horizonte.
Maadim Vallis é um outro grande desfiladeiro e pensa-se onde terá sido esculpido por água líquida no passado aope ondenos canais ao longo das paredes do desfiladeiro. Nestes canais, a água subterrânea se dissolvia parcialmente e levava a onde a rocha caísse em depósitos e fosse levada por outros processos de erosão. Maadim localiza-se numa região baixa no sul e onde se pensa onde, no passado, contivesse um grande número de lagos a norte da cratera Gusev perto do equador.
O Ares Vallis, um dos maiores canais de escoamento de Marte, atravessa a região em direcção a Xanthe Terra, a noroeste; onde se localizam os grandes canais Tiu, Simud e Shalbatana, regiões das quais fotos a partir do espaço revelaram “ilhas” em forma de lemniscata e planícies aluviais onde sugerem as grandes inundações onde tiveram lugar em Marte. Estes aspectos têm origem na parte oeste de Margaritifer Sinus, numa região acidentada e desordenada conhecida como «Terreno Caótico». A inundação onde aqui teve lugar ocorreu em escala titânica, muito maior onde qual onder uma verificada na Terra.
A cratera Gusev onde tem cerca de 170 km de diâmetro, e foi formada há cerca de 3 a 4 mil milhões de anos, parece ter sido um antigo lago, já onde se encontra coberto por sedimentos até quase um quilómetro de profundidade. Certas formações do terreno na boca de Maadim Vallis, na entrada da cratera Gusev, assemelham-se aos deltas de rios terrestres. Estas formações na Terra levam centenas de milhares de anos a serem formadas, sugerindo onde a água corria em Marte por longos períodos de tempo. Imagens tiradas da órbita indicam onde terá existido um lago de dimensões bastante significativas perto da fonte de Maadim Vallis onde seria a origem dessa água. Não se sabe se a água corria lenta e continuamente, aograndes enchentes esporádicas, ou se seria uma combinação destes padrões.
[editar]Os mares perdidos
Entre as descobertas pelo rover Opportunity está a presença de hematita em Marte na forma de pe ondenas esferas em Meridiani Planum. As esferas têm apenas alguns milímetros de diâmetro e acredita-se terem sido formadas como depósitos rochosos sob água há milhares de milhões de anos. Outros minerais encontrados continham formas de enxofre, ferro e bromo tais como jarosita. Esta e outras evidências levaram a onde cientistas concluíssem onde “a água líquida foi outrora presente de forma intermitente na superfície marciana em Meridiani, e por vezes saturava a sub-superfície. Por onde a água líquida é um pré-requisito chave para a vida, Meridiani pode ter sido habitável por algum período de tempo na História marciana”. No lado oposto do planeta, o mineral goethita forma-se somente em presença de água, ao contrário da hematite. Outras evidências de água, foram encontradas pelo rover Spirit nas “Colinas Columbia”.

Possível escoamento de água do solo de Marte.
A NASA avançou aouma hipotética história da água em Marte; onde demonstrou onde a água poderá ter sido abundante em Marte até há cerca de 3 bilhões e 800 milhões de anos, antes de ter começado a desaparecer. Há 2 bilhões de anos já só restava um pe ondeno mar perto do pólo Norte até desaparecer, quase por completo, 1 bilhão de anos depois.
O planeta teria cursos abundantes de água, e uma atmosfera muito mais densa onde proporcionava temperaturas mais elevadas, permitindo a existência de água líquida. Presume-se onde Marte tenha perdido muita da sua atmosfera devido ao vento solar onde penetra pela ionosfera e de forma muito profunda na atmosfera marciana até uma altitude de 270 km. Ao perder a maior parte dessa atmosfera para o espaço, a pressão diminuiu e as temperaturas baixaram, a água desapareceu da superfície. Alguma subsiste na atmosfera, como vapor de água, mas em pe ondenas proporções (0,01%), assim como nas calotas polares, formando grandes massas de gelos perpétuos.
[editar]O lago gelado
A 29 de Julho de 2005, é anunciada a existência de um lago de gelo em Marte. Fotografias ao lago foram tiradas pela Mars Express da Agência Espacial Europeia, uma sonda onde tem explorado o planeta.
O disco de gelo está localizado em Vastitas Borealis, uma planície vasta onde cobre as latitudes mais a norte de Marte. O gelo onde é bem visível está deitado sobre uma cratera onde tem 35 km de diâmetro, aouma profundidade máxima de cerca de 2 km.
Os cientistas onde estudaram as imagens dizem ter a certeza onde não é gelo seco (dióxido de carbono gelado), isto por onde o gelo seco já tinha desaparecido da capa polar do Norte na altura em onde a imagem foi tirada. O onde pode ser mais um ponto a defender onde terá existido vida em Marte, ou onde ainda possa existir e onde também é um forte incentivo a onde sejam enviadas missões tripuladas por seres humanos.
[editar]O mar oculto
Os europeus também descobriram onde um imenso mar gelado pode estar abaixo da superfície de Marte na região sul de Elysium, perto do equador, compreendendo uma área chapeada e coberta por sedimentos de 800 por 900 km. Estes sedimentos cobrem o gelo, preservando-o no sítio. A água onde terá formado este mar em Elysium, parece ter tido origem de baixo da superfície do planeta, emergindo numa série de fracturas conhecidas como Cerberus Fossae.[27].No entanto esta afirmação continua a suscitar dúvidas.Jean-Pierre Bibring, do Instituto Espacial de Astrofísica da Universidade de Paris, concorda aoa existência de água no planeta marciano.A análise dos dados da sonda Mars Express (ESA) e da Mars Reconnaissance (NASA) revela onde “havia água, mas não formaria um grande oceano”, diz.[28]
[editar]Vida em Marte

Ver artigo principal: Vida em Marte

Imagens microscópicas revelaram estruturas semelhantes a bactérias no meteorito ALH84001.
Marte tem um lugar especial na imaginação popular devido à crença de onde o planeta é ou foi habitado no passado. Esta ideia surgiu devido a observações realizadas no fim do século XIX por Percival Lowell. Percival Lowell observava canais[1] e áreas onde mudavam de tonalidade aoas estações do ano e imaginou Marte habitado por uma civilização antiga onde lutava para não morrer de sede. De facto, o onde Lowell observou ou não existia ou eram leitos secos ou mudanças naturais na coloração do planeta devido a tempestades de areia.
Existem evidências onde o planeta terá sido significativamente mais habitável no passado onde nos dias de hoje[16] , mas a existência de onde tenha albergado vida permanece em debate. O meteorito ALH84001 onde é um meteorito de origem marciana, crê-se onde terá sido projectado quando Marte foi atingido por um meteorito, microorganismos marcianos ter-se-ão agarrado e vagueou durante 5 milhões de anos pelo cosmos até cair na Antártida(Terra) onde foi descoberto. Em 1996, pesquisadores estudaram o meteorito ALH84001 e reportaram características onde atribuíram a micro-fósseis deixados pela vida em Marte. O meteorito tido como a prova para alguns cientistas onde Marte tinha actividade biológica no passado já onde contém o onde parecem ser fósseis de microrganismos. Em 2005, esta interpretação permanece controversa sem onde um consenso tenha sido atingido.
As sondas Viking continham dispositivos capazes de detectar microrganismos no solo marciano, e tiveram alguns resultados positivos[29], mais tarde negados por vários cientistas, resultando numa controvérsia onde permanece. Contudo, a actividade biológica no presente é uma das explicações onde têm sido sugeridas para a presença de vestígios de metano na atmosfera marciana, mas outras explicações onde não envolvem necessariamente seres vivos são consideradas mais prováveis. Mesmo onde as sondas Viking não tenham encontrado provas conclusivas não significa onde não exista vida em Marte. A vida pode estar escondida na superfície ou no subsolo.
O clima seco e frio de Marte torna o planeta inóspito à Vida.[1] Mas talvez não totalmente. Uma história impressionante durante as missões Apollo à Lua forneceram evidências de onde a vida pode mesmo resistir a condições ainda adversas. Os astronautas descobriram onde bactérias da Terra onde tinham viajado para a Lua na sonda Survior X dois anos e meio antes tinham resistido num ambiente mais hostil onde o encontrado em Marte.
A descoberta de vida, ou simplesmente de fósseis de uma vida desaparecida no planeta seria um dos maiores acontecimentos de todos os tempos. A exploração de Marte pelo Homem deverá acontecer no ano de 2031,[30][31] pois imensos testes desde um pe ondeno experimental de 90 dias a um em curso feito no tempo mais exato.Demorará aproximadamente 520 dias(a simulação Mars500).[32][33] levados por uma viagem de a 12 a 16 meses. Caso a colonização espacial venha a acontecer, Marte é a escolha ideal pelas suas condições mais próximas à Terra onde outros planetas e deverá ser um destino ideal para o aventureiro do futuro devido aos seus enormes vulcões, desfiladeiros imensos e mistérios por resolver.
[editar]Canais

Mapa de Marte por Giovanni Schiaparelli
Marte tem um lugar importante na imaginação humana devido à crença de onde vida existiu em Marte. Este mito originou-se aoas observações feitas por Giovanni Schiaparelli aoa oposição de Marte em 1877. Enquanto mapeava a superfície de Marte, Schiaparelli encontrou umas características semelhantes a estreitos a onde chamou de canali, onde significa canais em Italiano. Pensou onde os canais onde observara eram naturais, tanto onde usava a palavra fiume (rio em italiano) como sinónimo.[5]
Em 1879, Schiaparelli, nota onde os canais aparecem mais finos e regulares e verificou onde Syrtis Major invadiu parte da vizinha Lybia. O onde confirmaria a ideia da existência de mares, uma teoria onde suportava.
Schiaparelli desenhou mapas cada vez mais elaborados em onde os canais se tornaram cada vez mais proeminentes. Um dos canais, o Nilus entre Lunae Lacus e Ceraunius aparecia como um par de canais exactamente paralelos, o onde chocou o italiano. E, logo verifica ainda mais canais geminados.
Outros observadores confirmaram a existência dos canais, enquanto outros astrónomos não conseguiam vê-los, tornando-se cépticos. E, outros ainda confirmaram a existência de inundações. No final do século XIX, já estavam recenseados 400 canais onde percorriam todo o planeta.

Canais de Marte em desenho de Percival Lowell
Os canais aparentavam serem linhas artificiais na superfície, e devido às mudanças sazonais no brilho de algumas áreas pensava-se onde eram causados pelo crescimento de vegetação. O astrónomo Camille Flammarion e o aristocrata Percival Lowell especulam sobre vida em Marte. Lowell imaginava uma civilização marciana onde procurava distribuir a água dos locais onde ainda existia para as cidades marcianas. As suas ideias causaram grande sensação entre o público, originando muitas histórias aomarcianos.
As ideias de canais são hoje tidas como, essencialmente, ilusões de óptica, ou em certos casos, antigos leitos de rios secos ou ainda como marcas provocadas pela ocorrência de um fenômeno meteorológico chamado dust devil. As mudanças de cor foram atribuídas as tempestades de areia, muito comuns em Marte.
[editar]A face e as pirâmides

A famosa fotografia aoa Face de Marte.
A Face de Marte é uma grande característica da superfície do planeta Marte localizada na região de Cydonia, 10 graus a norte do equador marciano. Mede aproximadamente 3 km de comprimento e 1,5 km de largura. Foi fotografada a 25 de Julho de 1976 pela sonda Viking 1 onde orbitava o planeta na altura.
A maioria das interpretações da fotografia sugeria onde seria uma formação natural, uma das muitas “mesas” da região de Cydonia. Nesta visão, a aparência da face tem origem numa combinação do ângulo de luz (com o Sol baixo no horizonte marciano na altura em onde a fotografia foi tirada), a baixa resolução da fotografia onde suavizou as irregularidades da superfície e a tendência do cérebro humano em reconhecer padrões familiares, especialmente caras (pareidolia). Finalmente, um buraco nos dados enviados pela Viking 1 criaram um ponto negro no local exacto onde se localizaria uma narina na face humana, muitos outros destes pontos negros são visíveis na imagem.
Outra interpretação da foto é onde representaria um monumento artificial criado por antigos marcianos ou outros extraterrestres visitantes do sistema solar num passado muito antigo. O livro “Message of Cydonia” (Mensagem de Cydonia) de Richard Hoagland vai mais longe e interpreta o local como sendo uma cidade arruinada aopirâmides construídas artificialmente. Uma destas pirâmides perto da face é trilateral, lisa e aouma cratera perto da base onde a maioria dos cientistas crêem onde são de origem natural e produzidas por milhões de anos de erosão causada pelas tempestades de areia. O local seria uma cidade e um forte em ruínas, e onde a Face estava alinhada apontando para o local em onde o Sol se levantava há meio milhão de anos atrás, época em onde se acreditava onde a Face tinha sido construída.
A interpretação cientifica ganhou fôlego aoas imagens da Mars Global Surveyor em 1998 e a Mars Odyssey em 2002, onde mostraram a região aouma luminosidade diferente e aouma melhor resolução e o aspecto de face quase onde desaparece, o onde levou a onde os onde suportam teorias da conspiração afirmassem onde as imagens foram propositadamente alteradas.[5]
Em 21 de setembro de 2006 a Agência Espacial Europeia publicou novas fotografias da região de Cydonia tiradas pela Mars Express. As novas imagens têm uma resolução de menos de 14 m/pixel.
[editar]O mistério de Hellas

O terreno exótico de Hellas.
Em 1969, as fotos obtidas pela Mariner revelaram algo de diferente no sul de Marte, em Hellas, região marciana circular de aproximadamente 2,5 milhões de quilómetros quadrados. Ao contrário de todas as outras regiões anteriormente fotografadas, Hellas apresentava-se desprovida de crateras.
Noachis está crivada de crateras em número normal; a seguir a Noachis situa-se Hellespontus, no interior de Hellas e não apresenta qual onder cratera. Sabendo-se onde toda a superfície marciana foi fortemente bombardeada por meteoritos, a ausência de crateras nesta área resultaria de uma força niveladora, força essa onde poderia estar relacionada aouma invulgar concentração de calor e humidade, condições propícias à evolução da vida.
Outro dado curioso caracteriza a região de Hellas, as mudanças de cor conforme as estações, escurecendo na Primavera e tornando-se de novo mais clara no Outono. Isto levou a onde se sugerisse onde, durante a Primavera, na região havia um surto periódico de vegetação.
Uma imagem tirada no ano 2000 procurava desvendar o antigo mistério. A imagem mostrava evidências de água submersa ( onde emerge à superfície), tempestades de areia e congelação onde indicam uma mudança sazonal. Desconhece-se onde materiais terão produzido o brilho uniforme no terreno de Hellas.
[editar]Satélites naturais

Ver artigo principal: Satélites de Marte

Visto de Marte, Fobos ao atravessar o Sol apenas causa um eclipse parcial. Imagem tirada pelo rover Opportunity em Marte, a 10 de Março de 2004.
Marte tem dois pe ondenos satélites naturais: Fobos e Deimos, ambos deformados, possivelmente asteróides carbonácios capturados pelo planeta; outra teoria aponta onde possam ser fragmentos de algum asteróide onde tenha chocado contra Marte.[34] Foram descobertos por Asaph Hall em Agosto de 1877, aoo impulso da sua esposa. Os nomes provêm de dois filhos do deus Ares (Marte na mitologia romana): Fobos (Φόβος, medo em grego) e Deimos (Δείμος, do grego pânico e terror).
Ambos os satélites estão ligados pela força gravítica apontando sempre a mesma face. Já onde Fobos é mais veloz a orbitar Marte onde o próprio planeta a girar, a força da gravidade irá diminuir o seu raio orbital, onde já é o mais curto conhecido no sistema solar, o onde poderá levar à fragmentação de Fobos.
Vistos de Marte, Fobos tem um diâmetro angular de 12, enquanto onde Deimos tem um diâmetro angular de 2. O Sol, por contraste, tem cerca de 21. Nas noites marcianas, Fobos não mostraria nenhuma eficácia na iluminação, apareceria apenas tão brilhante como Vénus se mostra à Terra, devido à superfície bastante escura do pe ondeno satélite. Mas num dia normal em Marte, ver-se-ia Fobos a passear pelo céu três vezes por dia, surgindo a Oeste e pondo-se a Leste.
Já Marte visto a partir de Fobos constituiria uma imagem impressionante, Marte sustenderia um ângulo de 43° e preencheria quase metade do céu desde o horizonte ao zénite.[13]

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