O estudo dos esporos

Em biologia, chamam-se esporos as unidades de reprodução das plantas (no sentido da taxonomia de Lineu, ou seja, incluindo não só as plantas verdes, mas também as algas, os musgos e os fungos). São também denominados esporos as formas latentes de muitos animais ou seus embriões, de protistas e de bactérias.

Um esporo é basicamente uma célula envolvida por uma parede celular que a protege até as condições ambientais se mostrarem favoráveis à sua germinação. A parede celular dos esperos das plantas vasculares, constituída por esporopolenina, o mesmo lipídeo da parede celular dos grãos de pólen, é uma das estruturas mais resistentes de todos os seres vivos, permanecendo inalterada por milhões de anos, mesmo após a morte do conteúdo celular.

O termo esporo é geralmente utilizado para designar as unidades de dispersão das plantas formadas por via assexual, como os que se formam por meiose nos esporângios das samambaias e outros fetos, nos musgos ou nos fungos. Nestas “plantas”, os esporos são geralmente dispersos pelo vento ou por animais e germinam dando origem a novas plantas que podem reproduzir-se sexualmente – os gametófitos (ver Estratégias de reprodução).

Esporos das plantas vasculares

Nas espermatófitas, as plantas que produzem sementes – que são as verdadeiras unidades de dispersão e se formam por via sexual – os esporos têm uma vida efêmera e tomam designações diferentes de acordo com o sexo do gâmeta a que irão dar origem:

* o esporo feminino denomina-se megásporo e corresponde ao óvulo;

* o masculino denomina-se micrósporo e corresponde ao grão de pólen.

Uma importante diferença entre esporos e sementes como unidades de dispersão é que os esporos não contêm reservas nutritivas e portanto exigem condições ambientais mais favoráveis que as sementes para a germinação. Por outro lado, os esporos são mais resistentes que as sementes e são geralmente produzidos em grande número – uma estratégia semelhante à dos animais que produzem grande número de ovos.

As plantas podem ser homospóricas, se produzem esporos semelhantes, que darão origem a gametóficos monóicos ou dióicos, dependendo da espécie; ou heterospóricas se produzem esporos diferentes – o maior funcionando como esporo “feminino” e o menor, como “masculino”.

Uma vez que os esporos das plantas se formam por meiose, são sempre produzidos quatro esporos a partir da célula-mãe. Com a formação da parede celular, eles ficam com marcas que determinam a forma como se desenvolveram dentro do esporângio e que são importantes para a sua identificação:

* Os esporos monoléticos possuem apenas uma cicatriz, indicando que a célula mãe se dividiu segundo um eixo vertical.

* Os esporos triléticos apresentam cicatrizes na forma de uma pirâmide triangular, indicando que as células-filhas se formaram ao mesmo tempo a partir da célula-mãe.

Esporos dos fungos

Os esporos do bolor do pão formam-se em esporângios. Segundo o observado os esporângios são bolsas, normalmente redondas, que armazenam esporos e são constituídos por uma membrana de natureza quitinosa que os protege e apenas os liberta quando estes estão maduros ou quando é esmagada. Os esporângios estão “suspensos” em hifas verticais, que são estruturas cilíndricas de comprimento variado, chamadas esporangióforos.

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