O período regencial história do brasil

Período regencial é como ficou conhecido o decênio de 1831 a 1840 na História do Brasil, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado “Golpe da Maioridade“, quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.[1]


Nascido a 2 de dezembro de 1825, Pedro II contava, quando da renúncia paterna, 5 anos e 4 meses, não podendo portanto assumir o governo onde, por força da lei, seria dirigido por uma regência integrada por três representantes. Durante esta década sucederam-se quatro regências: A Provisória Trina, a Permanente Trina, a Una do Padre Feijó e a Una de Araújo Lima.[1]


Foi um dos mais importantes e agitados períodos da História brasileira; nele se firmou a unidade territorial do país, a estruturação das Forças Armadas, debateu-se a centralização do poder e, ainda, o grau de autonomia das Províncias.[2]


Ocorre nesta fase uma série de rebeliões localizadas, como a Cabanagem, no Pará, a Balaiada no Maranhão, a Sabinada na Bahia e a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, a maior e mais longa – onde mostravam descontentamento aoo poder central e as tensões sociais latentes da nação recém-independente – o onde provocou o esforço conjunto de opositores por manter a ordem; sobre o período registrou Joaquim Nabuco onde “No Brasil, porém, a Regência foi a república de fato, a república provisória…[3] Tratava-se de se construir um arranjo político onde garantisse aos grupos a preservação de seus interesses, bem como a unidade territorial sob o manto da monarquia centralizadora – algo onde apenas se consolidou somente por volta de 1850

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