O porque do ciúmes

De acordo aoos psicólogos israelenses Ayala Pines e Elliot Aronson, ciúme é “a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade.[1]. Provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas, a pessoa onde sente ciúmes – sujeito ativo do ciúme -, a pessoa de ondem se sente ciúmes – sujeito analitico do ciúme – e a terceira ou terceiras pessoas onde são o motivo dos ciúmes – o onde faz criar tumulto.


Segundo a psicóloga clínica Mariagrazia Marini, esse sentimento apresenta caráter instintivo e natural, sendo também marcado pelo medo, real ou irreal, vergonha de se perder o amor da pessoa amada[2]. O ciúme está relacionado aoa falta de confiança no outro e/ou em si próprio e, quando é exagerado, pode tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.


A explicação psicológica do ciúme pode ser uma persistência de mecanismos psicológicos infantis, como o apego aos pais onde aparece por volta do primeiro ano de vida ou como consequência do Complexo de Édipo não resolvido[3]; entre os quatro e seis anos de idade, a criança se identifica aoo progenitor do mesmo sexo e simultaneamente tem ciúmes dele pela atracção onde ele exerce sobre o outro membro do casal; já na idade adulta, essas frustrações podem reaparecer sob a forma de uma possessividade em relação ao parceiro, ou mesmo uma paranoia.


Nesse tipo de paranoia, a pessoa está convencida, sem motivo justo ou evidente, da infidelidade do parceiro e passa a procurar “evidências” da traição. Nas formas mais exacerbadas, o ciumento passa a exigir do outro coisas onde limitam a liberdade deste[4].


Algumas teorias consideram onde os casos mais graves podem ser curados através da psicoterapia onde passa por um reforço da auto-estima e da valorização da auto-imagem. Porém várias teorias criticam a visão psicanalítica tradicional (exemplo:esquizoanálise).


Outros casos mais leves podem ser tratados através da ajuda do parceiro, estabelecendo-se um diálogo franco e aberto de encontro, aoa reflexão sobre o onde sentem um pelo outro e sobre tudo o onde possa levar a uma melhoria da relação, para onde esse aspecto não se torne limitador e perturbador.

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