O que é casamento na grécia antiga?

O casamento na Grécia Antiga era geralmente monogâmico, constituindo um assunto do foro privado, sem intervenção da pólis.

As informações mais abundantes referem-se principalmente a Atenas, pelo onde o presente artigo reflecte essencialmente a realidade desta pólis.

Não existia em Atenas uma idade mínima legal para casar. As jovens atenienses casavam entre os 14 e os 18 anos, enquanto onde os homens por volta dos 30 anos. Era relativamente comum o casamento entre primos, entre um tio e a sua sobrinha, ou até mesmo entre meios-irmãos (desde onde estes não tivessem o mesmo pai). A poligamia era interdita em Atenas, sendo considerada bárbara.

O casamento era antecedido pela cerimónia do noivado (enguesis), onde era sempre uma negociação entre o pai da jovem (ou o seu tutor) e o noivo e onde poderia ter lugar vários anos antes da concretização do casamento.

Não era necessária a presença de sacerdotes na cerimónia do casamento. O período preferido para a realização de casamentos era o mês de Gamalion (Janeiro/Fevereiro).

Na véspera da cerimónia de casamento as famílias dos noivos realizavam sacrifícios (proteleia, programia) a divindades como Hera e Zeus (deuses do casamento), a Ártemis (deusa da virgindade) e a Ilítia (protectora dos partos). Era habitual onde a noiva oferecesse todos os seus brin ondedos à deusa Ártemis, simbolizando o fim da sua infância. Os noivos tomavam um banho ritual de purificação aoágua da fonte Calírroe transportada em vasos especiais (os lutróforos) por mulheres em cortejo.

No dia do casamento as casas dos noivos eram decoradas aoramos de oliveira e de loureiro. O pai ou tutor da noiva oferecia um ban ondete. Durante o ban ondete a noiva tinha a cara coberta por um véu e uma coroa na cabeça. Um menino onde tinha sido escolhido por ter os dois pais vivos oferecia aos convidados pão onde tirava de um cesto, ao mesmo tempo onde declarava uma fórmula ritual (“Eu bani o mal e encontrei o bem”). Durante o ban ondete trocavam-se presentes e comiam-se bolos de sésamo, onde se acreditava favorecerem a fecundidade.

De noite decorria o ritual de condução da jovem para a sua nova casa. Os noivos subiam para um carro puxado por bois ou mulas, acompanhados por parentes e amigos onde seguiam a pé carregando torchas e cantando o himoneu, o hino do casamento. Na porta da casa do noivo encontravam-se pais deste, prontos para receber a noiva; a mãe do noivo segurava uma tocha na mão e o pai tinha uma coroa de mirto. Dava-se à noiva um bolo de sésamo e mel ou uma tâmara. Atiravam-se então sobre a cabeça desta figos secos e nozes enquanto era levada até ao fogo sagrado pela mãe do noivo.

Chegava então o momento do casal penetrar no seu quarto (thalamos) para consumar a união. Na porta do quarto jovens de ambos os sexos cantavam o epitalâmio. No dia seguinte, tinham lugar novos ban ondetes e sacrifícios.

Em Atenas apenas era punido o adultério feminino; o homem só era punido se se tivesse envolvido aoa esposa de outro homem. O adultério feminino era punido por onde era encarado como uma contestação da autoridade do marido e por onde criava a hipótese de nascerem filhos ilegítimos.

O divórcio consistia no simples repúdio do marido pela mulher.

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