O que é diagnóstico laboratorial da leptospirose?

Diagnóstico Específico


O método laboratorial de escolha depende da fase evolutiva em que se encontra o paciente. Na fase aguda, durante o período febril, as leptospiras podem ser visualizadas no sangue através de exame direto, de cultura de meios apropriados ou a partir de inoculação em animais de laboratório.


O exame direto é extremamente falho, devendo ser realizado por observador experiente. A cultura somente se positiva após algumas semanas, o que garante sempre diagnóstico retrospectivo; finalmente a inoculação, que é técnica muito trabalhosa, necessitando sempre de laboratórios altamente especializados. As leptospiras podem ser visualizadas diretamente na urina, cultivadas ou inoculadas após a segunda semana de doença. Pelas dificuldades em sua realização, estas técnicas também não são adotadas rotineiramente.


O exame do líquor e de tecidos musculares-esqueléticos, renais e hepático são raramente utilizados. Os métodos consagradamente eleitos para configuração diagnóstica da leptospirose são sorológicos. A técnica básica é a aglutinação das leptospiras vivas ou formolizadas pelo soro do homem ou de animais.


São de escolha as técnicas de aglutinação microscópica, que se positivam geralmente a partir da segunda semana de doença. Recomenda-se a realização de pelo menos dois exames, um no início e outro a partir da quarta semana de doença. Na impossibilidade de adoção desta técnica, opta-se pela macroaglutinação, de execução bem mais simples.


Exames Complementares


Entre os exames complementares considerados inespecíficos, mas de relevância para o diagnóstico e acompanhamento clínico, incluem-se os seguintes: hemograma completo, coagulograma, dosagem de transaminases (TGO e TGP), bilirrubinas, uréia, creatinina e eletrólitos, gasometria, elementos anormais e sedimentos (EAS), RX de tórax e eletrocadiograma (ECG).


Podem ocorrer alterações nos exames complementares tais como:


  • leucocitose, neutrofilia e desvio para a esquerda;
  • anemia hipocrômica a partir da 2ª semana;
  • aumento da velocidade de hemossedimentação;
  • plaquetopenia;
  • elevação das bilirrubinas, principalmente da fração direta, que pode ultrapassar a 20 mg/dl;
  • transaminases normais ou com aumentos que geralmente não ultrapassam a 500m /dl, estando a TGO usualmente mais elevada que a TGP;
  • fosfatase alcalina elevada;
  • atividade de protrombina diminuída ou tempo de protrombina aumentado;
  • potássio sérico normal ou abaixo do normal, mesmo na vigência de insuficiência renal aguda;
  • uréia e creatinina elevadas;
  • líquor com xantocromia (nos casos ictéricos) e pleocitose linfocitária são comuns na segunda semana da doença, mesmo na ausência de clínica evidente de envolvimento meníngeo;
  • CPK e fração MB poderão estar elevadas; e
  • gasometria arterial mostrando acidose metabólica e hipoxemia.

Fonte: dtr2001.saude.gov.br

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