O que é misticismo islâmico?

                      Misticismo islâmico                   

Por vezes visto como um ramo separado do Islão, o sufismo é antes uma forma de misticismo que pretende alcançar um contacto directo com Deus através de uma série de práticas que geralmente incluem o ascetismo e a meditação.


Desconhece-se de onde deriva a palavra sufismo (em árabe: tasawwuf). O termo poderá provir de sūf, ““, o que se encontra relacionado com o facto dos primeiros sufis vestirem roupas feitas com o material, imitando os ascetas cristãos da Síria e da Palestina. Outra teoria procura relacionar sufismo com a palavra árabe safa, que significa “pureza”.[12]


O sufismo já existia como movimento no primeiro século do Islão. Para os sufis o próprio profeta Maomé seria um deles, já que levaria uma vida extremamente simples, tendo por hábito retirar-se de Meca para meditar numa caverna, tendo estabelecido uma relação próxima com Deus. Um dos primeiros representantes do sufismo foi al-Hasan al-Basri (642-728), que rejeitou o materialismo do mundo e criticou os soberanos omíadas. Saliente-se ainda deste período inicial uma mulher, Rabiah al-Adawiyah (? – 801), cujo amor por Deus leva-a a excluir o apego ao mundo.


Desde o século XIII, os sufis organizam-se em ordens ou irmandades (tariqas) que seguem os métodos ensinados por um determinado mestre (os xeques ou pirs). As ordens sufis podem ser encontradas quer no sunismo, quer no xiismo. O sufismo foi por vezes entendido pelas autoridades ortodoxas muçulmanas como uma ameaça, tendo os seus líderes e adeptos sido alvo de perseguições. O sufismo tem sido igualmente criticado devido ao facto de alguns dos seus mestres terem alcançado um estatuto de santo, tendo sido erguidos santuários nos locais onde nasceram ou faleceram que se tornaram locais de peregrinações.

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