O significado do folclore brasileiro

FOLCLORE


Para crianças e jovens de todas idades


Palavra de origem Inglesa


FOLCK = POVO


LORE = CIÊNCIA


Logo = Ciência do povo


Comemorado em Agosto no dia 22.

No folclore, entreve-se as raízes de um povo. É o conjunto de tradições, conhecimentos e crenças populares expressas em provérbios, costumes, lendas, festas, canções e danças. etc….


Considera-se fato folclórico toda maneira de sentir, pensar e agir que constitui uma expressão de experiência peculiar de vida de uma coletividade humana integrada numa sociedade civilizada. No Brasil em cada lugar, o povo canta, dança, e contam as suas histórias que remontam de um passado glorioso. Existem os mitos, as lendas, as festas, as músicas e as danças folclóricas.


MITOS E LENDAS


São histórias antigas que o povo conta, mas que não são reais, isto é, não existem verdadeiramente estes personagens. Existem somente como histórias.



SACI-PERERÊ


Assim é a sua história: Um negrinho de uma perna só, capuz vermelho na cabeça, e que segundo alguns, usa um cachimbo. Não é maldoso. Só gosta de fazer travessuras, como por exemplo, dar nó no rabo dos cavalos. É muito popular em todas as regiões do Brasil, onda o caipira muitas vezes o invoca para encontrar objetos ou animais perdidos.


MÃE DÁGUA OU IARA


Crendice popular de todas as regiões brasileiras.



No sul habita as lagoas tranqüilas, mas atrai os pescadores para seus domínios, Aparece nas águas como uma flor que canta e aos poucos vai-se tornando uma bela moça, que enfeitiça com sua voz e sua beleza.



NEGRINHO DO PASTOREIO


Lenda popular do Rio Grande do Sul. É a estória do pobre negrinho escravo, sacrificado pelo seu malvado senhor, porque não encontrou um petiço, (cavalinho) que se desgarrara da manada. Depois de açoitado, foi abandonado e no dia seguinte achado ao lado de Nossa Senhora que o levou para o céu. É invocado pelos campeiros, para auxilio, na busca de animais perdidos.


A COBRA GRANDE



A lenda do indiozinho que a noite era curumim (criança indígena) e ficava com a mãe. Durante o dia sumia no mato e se transformava em grande cobra. Cresceu como belo moço durante a noite e durante o dia transformava-se em monstruosa serpente. Foi salvo por um seu amigo, que escondido as margens do Tocantins, atacou a serpente com um golpe na cabeça e algumas gotas de leite de mulher, também na cabeça.


O encanto se desfez.


A cobra desapareceu e no seu lugar, surgiu o belo índio, que nunca mais voltou a ser serpente.


O UIRAPURU



Lenda do pássaro da voz mais melodiosa da mata. Conta a história que um belo índio, disputado por todas as jovens da tribo, foi morto por seu rival. Mas como que por encanto, o corpo desapareceu, transformado num pássaro invisível. Desse dia em diante, apaixonadas e saudosas as índias ouviam apenas um canto maravilhoso, povoando de harmonias os ermos da floresta, mas que afastava-se sempre que elas o perseguiam. Era o belo índio que haviam perdido para sempre, encantado no pássaro da voz mais melodiosa da mata. Era o Uirapuru.


COMO SURGIU A NOITE


Outra lenda indígena.


Conta-se que no princíipio a noite estava escondida no fundo das águas. Era sempre dia.


A filha do cacique, queria se casar, mas como festejar o casamento, iluminando a floresta com fogueiras se o sol brilhava sempre? É só mandar buscar a (noite) no fundo do rio.


O noivo chamou 3 índios e ordenou: Tragam do rio, um caroço de tucumã Tragam com cuidado. Se o abrirem, muita coisa pode acontecer.


Mas a curiosidade foi maior. Derreteram o breu que fechava o coco e tudo escureceu subitamente Soltaram a noite. A festa do casamento foi bonita. Cheia de fogueiras.


Mas lá pelas tantas, a noiva viu a estrela dalva, e resolveu fazer a madrugada. Separou a noite do dia. Depois enrolou uns fios e disse: Serás o pássaro cujubim. Pintou-lhe a cabeça de branco com tabatinaga, as penas de vermelho uruçu e e mandou: Cante sempre ao raiar do dia.


Fez outro novelinho e polvilhou-o com cinzas e ordenou desta vez: Serás o pássaro inambu e cantarás durante a noite. E os 3 desobedientes, ao chegar tiveram o seu castigo. Transformaram-se em macacos, e pior ainda, ficaram com a cara preta, pois o breu derretido sujou os 3 quando abriram o coco de tucomã.


Existem muitas lendas, mas escolhemos estas para contar.


FESTAS, MÚSICA, DANÇA, COSTUMES, PROVÉRBIOS, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ARTESANATO EM DIVERSAS REIÕES BRASILEIRAS



O nosso folclore tem sua origem nas raízes de três raças. O índio, o negro, e o português. Em cada região de nosso imenso país existe uma tradição e por conseguinte, uma maneira de expressão, seja nos costumes ou nas artes. É a ciência do povo, (folclore).


E a “voz do povo, é a voz de Deus”.


O nosso país tem a forma de um grande coração, onde habita um povo generoso. No dizer de Humberto de Campos, o Brasil é o Coração do mundo, Pátria do Evangelho.


Existem inúmeras festas com danças típicas, entre elas a festa do Divino, trazida pelos portugueses.


Caruru a mais antiga e brasileira de todas as danças populares.


Dança de São Gonçalo, também trazida pelos portugueses.


Gongada, bailado dramático, de criação Jesuítica, que aproveitava o gosto que os escravos tinham pela dança, para difundir e propagar os princípios religiosos, afastando os negros de sua prática pagã.


Moçambique, Caípó, Terno de Zabumba, Reisado, Guerreiro, Maracatu.


Mas as festas juninas, trazidas pelos portugueses, alcançaram maior brilho em todo o Brasil.


Festejando Santo Antônio, São João e São Pedro.


Juntamente com as festas juninas, veio o Leilão de prendas.


Em muitas cidades, a festa tem caráter oficial e conta com a colaboração das autoridades municipais. É escolhido por sorteio uma personalidade, de alto conceito na comunidade.



Há um deslumbrante foguetório, atração máxima da festa. No largo da Igreja, ponto da comunicação popular, existem as barraquinhas das prendas que vai desde os frangos assados, doces, frutas, bolos, artigos de artesanatos, até caixinhas de surpresas. O leiloeiro figura central é indispensável, pois diverte os circunstantes com sua arenga pitoresca, entremeada de ditos chistosos, mantendo o maior lucro possível em benefício da Igreja e suas obras de assistência.


TIRANA


Festejada dança do Rio Grande Do Sul. Há grande variedade de Tiranas que se dança com batidas de palmas e de pés, esporas e troca de pares, numa coreografia harmoniosa e vistosa, ao som de violas e acordeões.



VILÃO DO LENÇO



Tipo de dança encontrada em São Paulo e Goivas, originária de Portugal. Vilão, significa,o habitante da vila. É dança de salão, acompanhada de violas, executada em duas fileiras de pares que se defrontam, formando um arco, segurando lenços esticados.


CATERETÊ


Também chamada CATIRA, segundo alguns de origem indígena derivada do Tupi (Cateram-etê) Conta-se que o padre Anchieta, teria aproveitado uma dança indígena- o CATERETÊ Para o seu trabalho de catequizar os curumins. Muito apreciada na zona rural…



BUMBA MEU BOI



O Boi- Bumbá é um folguedo popular no Norte e Nordeste do ciclo do Natal, mas que também se apresenta no Carnaval. Não tem coreografia própria e a dança se executa de acordo com as circunstâncias, ao ritmo da batucada. A figura central é o Boi de papelão colorido e ricamente vestido conduzido por um folião, ao redor do qual se desenvolve a dança.


INSTRUMENTOS MUSICAIS



De origem Indígena, Africana e Portuguesa. Os instrumentos musicais, principalmente os de percussão e ritmos são confeccionados pelos próprios sertanejos. Notável é o Pife flauta de taquara, de sete furos, que alguns nordestinos manejam com maestria. A viola descende da guitarra portuguesa. Pandeiro Atabaque, Tambor, Tamborim, Zabumba, Ganzá, Cuíca, Agogô, Reco- reco, Berimbau.


ARTESANATO



Em muitas regiões do nordeste. No centro e no Sul, Há confecção de cerâmica utilitária. O que se constitui em uma indústria caseira. São as mulheres que colaboram na despesa do lar, ajudando o marido que se ocupa dos trabalhos da lavoura. Usam a técnica primária dos índios, levantando as peças de barro com as mãos, até formar os potes, moringas, vasos e panelas estatuetas que são queimadas no forno. As cerâmicas feitas na roda são as mais perfeitas. Famosas são as cerâmicas de Carrapicho e Traipu, que ocupa toda a população das margens do Rio São Francisco.


MÚSICAS FOLCLÓRICAS


I.


BRASIL, meu Brasil brasileiro,


Meu mulato isoneiro,


Vou cantar-te nos meus versos


II


Não há ó gente ó não luar


Como esse do sertão.


A lua nasce por detrás


Da verde mata


Mais parece um sol de prata


Iluminando o meu sertão


III


E fonte a cantar


Chuá….Chuá…..


E as água a correr


Chuê…..Chuê…….


Parece que alguém


Tão cheio de magoa


Deixar-se quem há


De dizer a saudade


No meio das águas rolando também.


IV


Ole mulhé rendeira


Ole mulhé renda


Tu me ensina a faze renda


Que eu te ensino a namorá.


V


OH! mana deixa eu ir


Ho! mana eu vou só


Ho! Mana deixa eu ir


Para o sertão do Caicó


VI


Ele não sabe que seu dia é hoje


O céu forrado de veludo azul marinho


Veio ver devagarinho


Onde o boi ia dançar


Ele pediu prá não faze muito ruído


Que o santinho distraído


Foi dormir sem se lembrar.


VII


Vou trabalhar lá em Macau


Que tem salinas


A dar com pau


E para lá eu levarei


A moreninha que eu sempre amei.


VIII


Fiz a cama na varanda


Me esqueci do cobertor


Deu o vento na roseira


Mês cuidados me cobriu toda de flor.


IX


Este São Paulo è colosso


Tem cafezais e algodão


Suas Industrias assombram


É a maior da nação.


X


Vou-me embora prenda minha


Tenho muito o que fazer


Tenho que ir para o rodeio


Prenda minha


No campo do bem querer.


XI


Meu limão meu limoeiro


Meu pé de jacarandá


Uma vez tindo lele.


Outra vez tindo lalá.


XII


Negrinho do pastoreio


Acendo esta vela pra ti


E peço que me devolva


A querência que eu perdi


Negrinho do pastoreio


Traz a mim o meu rincão


Eu te ascendo esta velinha


Nela está meu coração


XIII


Minha jangada de vela


Que vento queres levar


De dia é vento de terra


De noite é vento do mar


Minha jangada de vela


Que vento queres levar


De dia é vento de terra


De noite é vento do mar.


XIV


Como pode o peixe vivo


Viver fora de água fria


Como poderei viver


Como poderei viver


Sem a tua sem a tua


Sem a tua companhia.


XV


O que è que a baiana tem


O que é que a baiana tem


Tem saia rendada tem


Tem bata rendada tem


Colares de ouro tem


Pulseiras de ouro tem


Tem graça como ninguém


O que é que a baiana tem.


O que é que a baiana tem


O que é que a baiana tem.


XVI


Cidade Maravilhosa


Cheia de encantos mil


Cidade maravilhosa


Coração do meu Brasil.



PROVÉRBIOS


Anel de ouro não é para focinho de porco


Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita


O porco morre na véspera, o homem no dia


Amor é um vento, vai um, vem outro.


Nunca falta um chinelo velho, para um pé inchado.


Nem por muito madrugar, amanhece mais cedo.


Chorar na cama que é lugar quente.


Meio dia, quem não almoça assobia.


Quem não tem cachorro, caça com gato, e quem não tem gato, bota o pé no mato.


Desgraça pouca é bobagem, comida de porco é lavagem. (Minas)


Desgraça pouca é bobagem. (S. Paulo)


Filosofia de vida


Quem ri por último, ri atrasado


Quem cedo madruga, fica com sono o dia inteiro.


Quem tem boca vai ao dentista.


Gato escaldado, morre.


Em boca fechada, não entra comida.


Essa é dedicada aos velhinhos


Os velhos valem pelo que são e não pelo que rendem.

FIM


Fonte: www.techs.com.br

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