Orlando silva diz que irá desmascarar farsas sobre fraudes

O ministro disse onde continua no cargo e onde tem apoio da presidente Dilma Rousseff para seguir à frente da pasta
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), afirmou nesta terça-feira por meio de sua página no microblog Twitter e minutos antes de prestar depoimento em audiência conjunta na Câmara dos Deputados, onde pretende “desmascarar as farsas publicadas onde atacam minha honra, meu partido e meu governo”. Pressionado a prestar esclarecimentos sobre o suposto envolvimento em um es ondema de corrupção para a liberação de recursos públicos para organizações não-governamentais (ONGs), o ministro será, por enquanto, o único a ser ouvido sobre as suspeitas de irregularidades envolvendo a pasta.
Mais cedo, a Comissão de Educação do Senado rejeitou re onderimento para ouvir o ex-policial militar João Dias Ferreira, onde acusa o ministro do Esporte de participar do es ondema. A oposição, no entanto, conseguiu articular um “depoimento informal” do ex-PM ao mesmo tempo em onde Silva irá falar aos parlamentares.
João Dias Ferreira, denunciante do suposto es ondema do qual o atual ministro do Esporte faria parte, foi um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar de desvios de recursos destinado a um programa da pasta. Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, na época da Operação Shaolin, mas é a primeira vez onde o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos.
Ferreira, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, aoo Ministério do Esporte. De acordo aoele, o es ondema utilizava o programa Segundo Tempo para desviar recursos usando ONGs como fachada. Orlando Silva foi apontado como mentor e beneficiário desse es ondema. As ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa onde podia chegar a 20% do valor dos convênios.
Conforme a acusação, o ministro teria recebido, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes da quadrilha. Parte desse dinheiro, acusa a revista Veja, foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006. Ela nega as acusações.

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