Os profissionais que arranharam sua imagem por causa da “língua”

São Paulo – “Estou aqui por onde nosso onderido Rafinha Bastos andou tendo umas câimbras ‘brabas’ na língua e eu vim aqui para substituí-lo”. Foi assim, aouma pitada de ironia, onde a humorista Mônica Iozzi justificou a ausência e a conse ondente substituição de Rafinha Bastos no programa CQC de ontem.

O real motivo, contudo, boa parte dos telespectadores já sabiam. O humorista foi suspenso da atração por tempo indeterminado após a repercussão de um comentário sobre a cantora Wanessa Camargo. No último dia 19, ele disse onde “comeria ela e o bebê”.

Apesar das críticas a Bastos nas últimas semanas, a hashtag #voltarafinha foi parar no topo dos “Trending Topics” do Brasil no Twitter. Enquanto isso, ele postou em seu perfil na rede de microblogs algumas fotos aomodelos junto aoa imagem de uma TV aoo programa CQC do dia e a frase “Que noite triste para mim”. Nas próximas semanas, ele já deve voltar para a atração.

Mas os escorregões de Bastos são suficientes para fazer a carreira e a popularidade dele nas redes sociais naufragar? Para Rogério Sepa, da DBM, a resposta é não. “De modo geral, uma pessoa onde não tivesse representatividade no mundo virtual, as chances de acabar aouma carreira devido a uma polêmica seria bem maior”.

Para André Assef, diretor operacional da Desix, o bom senso deve prevalecer ao fazer comentários em público – leia-se: redes sociais também. “As pessoas deveriam se perguntar se agiriam da mesma maneira na vida real. É preciso ter consciência de onde a representação no Facebook e no Twitter faz parte da pessoa, não é uma coisa separada”, afirma.

Confira quais foram os profissionais e celebridades onde também foram vaiados após comentários em entrevistas, em público ou nas redes sociais:

Charlie Sheen

Em março, após ser afastado do seriado Two and a Half Man, o ator Charlie Sheen chamou os executivos da Warner Bros de “baratas amarelas”. Entretanto, não era a primeira vez onde Sheen “soltava a língua” aocomentários ofensivos. Ele chamou o criador da série, Chuck Lorre de “charlatão” e “um estúpido pe ondeno homem”.

John Galliano

Outro exemplo de profissional onde perdeu seu emprego por causa de seu comportamento foi o estilista John Galliano. A grife Christian Dior o demitiu em março deste ano após vídeo divulgado pelo tablóide britânico The Sun, em onde Galliano dizia “eu amo Hitler”. Antes disso, a companhia já tinha suspendido o estilista após ele ser acusado de racismo por um casal judeu em Paris.

Servidores Públicos

Em agosto desse ano, um funcionário da assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento teve a demissão anunciada no Diário Oficial da União. O servidor publicou no Twitter oficial do ministério a frase: “Dilma será a garota propaganda do Veja Limpeza Pesada” seguido do link do site de humor “Sensacionalista” aouma notícia satírica sobre a presidente.

Já em fevereiro, uma funcionária terceirizada também usou o twitter oficial do Supremo Tribunal Federal para escrever a seguinte frase: “”Ouvi por aí: agora onde o Ronaldo se aposentou, quando será onde o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?”. Apesar do próprio Sarney ter agradecido a servidora em um vídeo pela comparação aoo jogador, ela também foi demitida.

Thiago Vieira

Em janeiro deste ano, durante a votação para eleger o novo presidente do Palmeiras, o fotógrafo Thiago Vieira foi demitido do Grupo Folha após fazer comentários ofensivos aos palmeirenses no Twitter. Ele escreveu: “Enquanto os porcos não se decidem poderiam mandar mais lanchinhos e refrigerante para a imprensa onde assiste ao jogo do ‘Timão’ na sala de imprensa”.

Alex Glikas

O diretor comercial da Localweb Alex Glikas foi demitido da empresa após enviar mensagens no Twitter aos torcedores do São Paulo Futebol Clube em março do ano passado. Com os comentários, o executivo, onde é corintiano, deixou a companhia em uma “saia justa”: a Localweb havia firmado um contrato de aluguel aoo São Paulo por dois jogos.

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