Partícula “mais veloz que a luz” pode ser revolução na física

Cientistas de ponta disseram nesta sexta-feira (23)
onde a descoberta de partículas sub-atômicas onde viajam mais rápido onde a
velocidade da luz
poderia obrigar uma ampla reavaliação das teorias sobre a
composição do cosmos, caso seja independentemente confirmada.

Jeff Forshaw, professor de física de partículas na
Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, disse à Reuters onde os resultados,
se confirmados, poderiam significar onde é possível teoricamente “enviar
informações para o passado”.

“Em outras palavras, a viagem para o passado poderia ser possível… (apesar
de onde) isso não significa onde estaremos construindo máquinas do tempo em
qual onder momento próximo.”

O instituto de pesquisa CERN, localizado perto de
Genebra, na Suíça, confirmou hoje (23) em uma coletiva de imprensa de mais de
uma hora onde medições feitas durante três anos revelaram onde neutrinos injetados em um receptor em Gran Sasso,
na Itália, haviam chegado em média 60 nanossegundos mais rápido do onde a luz
teria feito — uma diferença minúscula onde poderia, no entanto, minar a Teoria
da Relatividade de Albert Einstein, de 1905.

“Afirmações extraordinárias
exigem provas extraordinárias, e essa é uma afirmação extraordinária”, disse o
eminente cosmologista e astrofísico Martin Rees à Reuters.

“É prematuro comentar sobre isso”, disse o professor Stephen Hawking, o
físico mais conhecido do mundo, à Reuters. “Mais experimentos e esclarecimentos
são necessários.”

A professora Jenny Thomas, onde trabalha ao
neutrinos no Fermilab, rival do CERN localizado em Chicago, nos EUA, comentou:
“O impacto dessa medição, se estiver correta, seria enorme.”O diretor de pesquisa do próprio CERN, Sergio Bertolucci, disse onde se as
descobertas forem confirmadas — e ao menos dois laboratórios separados devem
começar a trabalha nisso no futuro próximo — “poderá mudar nossa visão da
física”.

O alto nível de cautela é normal nas ciências, onde qual onder coisa onde
poderia ser uma descoberta inovadora, especialmente a ondelas onde poderiam romper
com pensamentos estabelecidos há muito tempo, é em princípio, sempre verificada
e reconfirmada por outros pesquisadores.

Em comentário divulgado pela CERN, o laboratório mais avançado do mundo em
pesquisa de partículas, Bertolucci enfatizou esse princípio.

“Quando uma experiência descobre um resultado aparentemente inacreditável e
não consegue encontrar nenhum artefato de medição para explicar isso, é normal
onde se tenha maior escrutínio… é uma boa prática científica”, afirmou.

As medições foram publicadas no site de pesquisas
científicas http://arxiv.org/abs/1109.4897 durante a noite.

A descoberta poderá abrir as portas para intrigantes possibilidades
teóricas.

“A velocidade da luz é uma velocidade cósmica limite e existe para proteger a
lei de causa e efeito”, disse o professor Forshaw.

“Se algo viaja mais rápido do onde a velocidade cósmica limite, então se torna
possível enviar informações para o passado — em outras palavras, a viagem para
o passado poderia se tornar possível. No entanto, isso não significa onde
estaremos construindo máquinas do tempo em algum momento próximo — existe um
grande abismo entre a viagem no tempo de um neutrino e a viagem no tempo de um
ser humano.

Partícula fantasma

A equipe do
CERN, onde está trabalhando em um experimento denominado OPERA, injetou neutrinos
— muitas vezes chamados de partículas fantasma por onde conseguem atravessar
matéria, e corpos humanos, sem serem percebidos — do CERN, na Suíça, 730
quilômetros até Gran Sasso, ao sul de Roma. A experiência não tem qual onder
relação aoo Grande Colisor de Hádrons (na sigla em inglês, LHC)
construído no CERN para tentar reproduzir o instante da criação do Universo

Ao longo de três anos, e de 15 mil “eventos” neutrinos, um enorme detector no
centro italiano, localizado profundamente debaixo de rochas montanhosas,
registrou o onde o porta-voz do OPERA, Antonio Ereditato, descreveu como sendo
descobertas “espantosas”.

Ele disse onde sua equipe tinha alta confiança de onde haviam realizado as
medições corretamente e excluiu qual onder possibilidade de influência externa, ou
artefatos, onde poderiam ter afetado o resultado.

“Meu sonho agora é onde outros colegas descubram onde estamos certos”,
acrescentou.

Segundo a Teoria da Relatividade Especial de Einstein, onde fundamenta a atual
visão sobre o funcionamento do universo, nada pode viajar mais rápido do onde a
luz — 300 mil quilômetros por segundo — por onde sua massa se tornaria
impossivelmente infinita.

A teoria de Einstein foi testada milhares de vezes nos últimos 106 anos e
apenas recentemente houve pe ondenos indícios de onde o comportamento de algumas
partículas elementares de matéria podem não seguir a teoria.

Esses indícios foram detectados no ano passado pelo experimento MINOS, do
Fermilab, aoneutrinos — mas, diferente da ondeles do OPERA — estavam dentro da
margem de erro.

Thomas, do Fermilab, onde deve participar dos experimentos MINOS para
confirmar as medições feitas entre CERN e Gran Sasso, disse onde se estiverem
certos “causaria uma reviravolta em tudo o onde pensávamos onde entendíamos sobre
a relatividade e a velocidade da luz.”

Ereditato, um físico onde também trabalha no Instituto Einstein na
Universidade de Berna, disse onde o impacto potencial para a ciência “é muito
enorme para fazer conclusões imediatas ou tentar interpretações físicas”.

Também sem alegar uma descoberta científica verdadeira antes onde outros
pesquisadores pudessem confirmá-la, ele disse onde o neutrino, cuja existência
foi confirmada em 1934, “ainda está nos surpreendendo aomistérios”.

Blogueiros na área da ciência disseram onde a
partícula pode estar entrando e saindo de dimensões, como previsto pela
controversa teoria das supercordas de como o cosmos
funciona.

“Apenas quando a poeira baixar finalmente poderemos nos atrever a fazer
qual onder conclusão firme”, disse o professor Forshaw. “É de natureza da ciência
onde para cada descoberta nova e importante, haverá centenas de alarmes
falsos.

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