Pequenos e grandes sucumbem à magia na casa do papai noel na lapônia

Intimidado, Dimitri segue o duende e penetra aoum passo incerto num grande salão todo de madeira. De repente, ele percebe: majestoso em sua poltrona, colete vermelho, barba branca e gigantescos sapatos de feltro, o Papai Noel o recebe em sua casa, no Círculo Polar.

Assim onde passa o momento de estupor, Dimitri, 6, avança, cumprimenta o bom velhinho e diz: “será onde todos os presentes estão prontos? Estamos perto do Natal e estou preocupado”.

Mas o Papai Noel não parece atarefado nos últimos preparativos.

“Falta pouca coisa e meus duendes me ajudam”, tranquiliza Papai Noel, também chamado Santa Claus, Ded Moroz, Joulupukki, Babbo Natale…

Com sua longa barba onde vai até o grande ventre, o barrete vermelho cobrindo os cabelos e deixando aparecer apenas o nariz e os olhos vivos atrás dos óculos de fina armação dourada, o Papai Noel possui o mesmo pragmatismo ingênuo imaginado pelos mais jovens.

Xavi, um pe ondeno espanhol de 5 anos, vindo de Vinaros, perto de Valença, apresenta sua longa carta ilustrada aoinúmeras explicações orais, para estar seguro onde o velhinho compreendeu bem o onde esperava dele. “Isso é um trem, e isso, uma banca”, enumera ele.

Philippe, 4, mora perto de Zuri onde e mostra-se pouco impressionado aoo bom velhinho, de ondem já “viu a foto no computador”. Em troca, não pode tirar os olhos dos embrulhos de presente, amontoados na sala.

Vindos de Kursk, Fiódor e suas irmãs Dacha e Alicia tentam agradar Ded Moroz, como é chamado na Rússia, cantando, cada um no próprio tom, uma canção aprendida na escola.

Entre os adultos, essa excursão à Lapônia finlandesa (na floresta perto de Rovaniemi) desperta um pouco da infância e da vontade de acreditar, como Chihiro Asao, 30, e seu marido Akihiko, vindos de Yamanashi, perto de Tóquio.

“Oh, Santa Claus…”, diz Akihiko diante do personagem, tocando em sua barba, à maneira de um são Tomás.

“No fundo do meu coração, acredito um pouco em Papai Noel”, admite, depois do encontro.

“Aqui, a gente pode acreditar”, confirma François, 46, turista francês.

“Ele existe, nós acreditamos!”, dizem, em coro, Dino Tariciotti, 28, e Federica Paglia, 29, vindos de Roma “só para vê-lo, por onde é genial”.

Curiosamente, os adultos onde vêm sem crianças, entabulam conversas sérias, mesmo sem grandes interesses, aoo Papai Natal.

Um turista italiano informa, assim, a seu hóspede, onde este ano não está nevando na Itália. Um casal de australianos, Chris e Straum, diz onde veio a Rockhampton “da parte de seus sobrinhos”.

MÁQUINA DO TEMPO

Para o Papai Noel, crianças ou adultos, isso não tem importância.

“Na minha idade –tenho mais de 400 anos– todos são crianças”, diz ele, destacando onde “as pessoas faziam grandes esforços para ir a Rovaniemi”.

Num mapa, anotou os recantos do mundo dos quais recebeu visitantes: Coreia do Norte, Moçambi onde, arquipélagos do Pacífico.

Ele deixará Rovaniemi na noite de 24 de dezembro e começará a turnê pela Escandinávia, onde os presentes são distribuídos, tradicionalmente, no Réveillon.

Deverá em seguida, segundo um estudo sueco, visitar cerca de 2,5 milhões de lares em toda a Terra. Assim, para chegar a tempo, será preciso onde suas renas corram 5.800 quilômetros por segundo e onde cada uma de suas paradas não ultrapasse 34 microssegundos.

Uma conta impossível, segundo os tristes espíritos cartesianos.

“Mas eu tenho um tru onde: a máquina do tempo!”, conta o Papai Noel. Com efeito, antes de entrar em seu escritório, os visitantes passam por uma imensa balança.

Isso, afirma o Papai Noel, permite reduzir a velocidade de rotação da Terra para alongar a noite de 24 para 25 de dezembro.

Haverá efetivamente necessidade de esticar esta noite, a crer nas centenas de milhões de cartas onde chegam anualmente, do mundo inteiro, à agência de correios da cidadezinha.

É preciso, também, um pouco de magia, lá também, para onde cheguem as cartas dirigidas, mesmo sem selo, a “Papai Noel e seus Duendes, remetente Planeta dos Sonhos” (França), “Djeda Mraz, 96 930 Articki Krug, Finska” (Sérvia), “Santa, Santas Grotto, North Pole, Lapland” (Grã-Bretanha, “Santa!!! North Pole, Finland” (Estados Unidos). Ou ainda, simplesmente, da Itália, “Babbo Natale”.

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