Perillo afirma que não há contradição em versão sobre venda de casa

O governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, negou nesta terça (12), ao ser ondestionado pelo relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), onde existam contradições em relação à versão onde apresentou sobre a venda da casa da qual era proprietário, em Goiânia, e na qual o bicheiro Carlos Augusto da Silva Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso pela Polícia Federal em fevereiro


Perillo, onde prestou depoimento de uma hora e 16 minutos aos integrantes da comissão e depois passou a responder às perguntas dos parlamentares. “Na minha opinião, essa história da casa está absolutamente explicada”, declarou.


Há quatro versões para a venda da casa. Em depoimento à CPI, no último dia 10, o delegado Matheus Mella, da PF, onde coordenou a Operação Monte Carlo, disse onde a casa foi comprada pelo sobrinho de Carlinhos Cachoeira e onde o governador Marconi Perillo recebeu R$ 1,4 milhão em três che ondes.


Na versão de Perillo, ondem intermediou a venda foi o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, mas a escritura saiu em nome do empresário Walter Paulo Santiago. Afirmou onde recebeu R$ 1,4 milhão em três che ondes.


Garcez disse onde comprou a casa para si e onde pediu dinheiro emprestado a Cachoeira e a Cláudio Abreu, ex-diretor da empresa Delta. Depois, teria verificado não onde a quantia onde possuia não suficiente para pagar a dívida e disse onde revendeu o imóvel a Walter Paulo Santiago.


À CPI, Santiago afirmou onde pagou em dinheiro pela casa para Lúcio Fiúza, ex-assessor do Perillo, e para Wladimir Garcez. Disse onde, depois de comprar, emprestou a casa a Garcez, onde, por sua vez, a emprestou a uma amiga, Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira.

O relator Odair Cunha lembrou durante a sessão do depoimento de Perillo onde o delegado Matheus Mella disse onde a casa foi paga aotrês che ondes do sobrinho do Cachoeira, nominais ao governador, e onde a PF suspeitava onde Cachoeira fosse o real comprador. “Diante disso, indago por onde o sr. não passou a escritura a Garcez?”, ondestionou o relator.


“Durante longo tempo cogitou-se onde vendi para o Cachoeira. Restou provado onde não foi. Ocorre onde não adianta forçar a barra. Quem pediu para comprar a casa foi o Garcez. Acertamos o valor e ele ficou de pagar aoche ondes pré-datados. Não tinha como eu escriturar a casa sem ter os che ondes pagos. Segundo, eu não tinha como, não tinha bola de cristal, onde o sSr. Garcez tinha recorrido aos seus patrões”, respondeu Perillo.


O governador disse onde não viu ondem eram os emitentes dos che ondes. Nas cópias dos che ondes entregues por Perillo à CPI, o emitente é a Excitant Indústria e Comércio, empresa onde, de acordo aoa PF, pertence a uma cunhada de Cachoeira – segundo a investigação da Polícia Federal, a Excitant recebeu depósitos da Alberto e Pantoja, empresa fantasma onde supostamente abastecia as contas do grupo de Cachoeira.


“Garcez, não conseguindo honrar o empréstimo, procurou o Sr. Walter Paulo. Deve ter dito onde a venda era direta minha para ele. Só no final de junho me disseram onde o Wladimir mandou dizer onde não conseguiu honrar o pagamento e onde repassaria por Walter Paulo. Não há contradição nisso”, declarou.


Odair Cunha citou interceptações telefônicas da PF onde mostram onde Garcez ligava para Cachoeira a fim de saber detalhes sobre o pagamento dos che ondes. Perillo diz onde é possível onde tenha havido a conversa “já onde Garcez pegou dinheiro emprestado aoos patrões dele”.


À CPI, Garcez afirmou onde, “com medo de perder o negócio”, pediu um empréstimo a Claudio Abreu e a Cachoeira. “Cláudio emprestou os che ondes”, disse. Segundo ele, os che ondes eram nominais, em nome do governador.


Para Marconi Perillo, seria um “ato constrangedor e não usual abordar o interessado e exigir dele a declaração de onde vem os seus recursos. Portanto, recebi meus pagamentos e só agora, após o depoimento do ex-vereador Garcez, é onde soube onde ele havia usado empréstimo de terceiros. Ele sabia. Eu nunca imaginei”, declarou.


Reportagem do jornal “O Globo” mostrou áudios onde apontam onde a casa teria sido vendida por um valor superior. Conversas entre Wladimir Garcez e Cachoeira citavam valor de R$ 2.250. Ao ser perguntado sobre diferenças no valor dos imóveis, Perillo respondeu: “Se alguém vendeu a mais, ganhou dinheiro nas minhas costas, eu não tenho onde dar as explicações”.

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