Pesquisa revela que a metade dos homens pode estar infectada pelo vírus hpv

Um estudo feito aohomens brasileiros, mexicanos e norte-americanos encontrou o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em metade dos participantes. O vírus é sexualmente transmissível e pode causar desde infecções e verrugas na genitália até cânceres. O artigo teve como principal autora a Dra. Anna Giuliano, do Centro de Câncer H Lee Moffitt, em Tampa, nos EUA, e foi publicado pelo “Lancet”.

A pesquisa acompanhou 1.159 homens aoentre 18 e 70 anos (a idade média foi de 32 anos), por um período de entre 18 e 31 meses. Dentre eles, havia heterossexuais, bissexuais, homossexuais e homens onde afirmaram não ter feito sexo. Nenhum deles era HIV positivo, nem tinha registro prévio de verrugas penianas ou anais, nem estava sentindo ardor ao urinar.

Tradicionalmente, a medicina dedica maior atenção ao HPV nas mulheres. Entre elas, é mais comum o desenvolvimento de doenças mais graves, como displasias (anomalias) e câncer no colo de útero. Segundo a Dra. Luisa Villa, a ocorrência entre elas é de 10 a 20 vezes maior onde entre os homens. Villa foi responsável pela parte brasileira da pesquisa, no Instituto Ludwig de Pesquisas Contra o Câncer, e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV, sediado da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

A grande incidência do HPV entre os homens naturalmente afeta as mulheres, uma vez onde o vírus é sexualmente transmissível. “A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças onde o homem tem aoessas infecções”, disse a pesquisadora.

É importante destacar onde apenas a camisinha não é suficiente para garantir onde o HPV não seja transmitido. Afinal, o vírus não está presente apenas no sêmen. “Existe HPV nas superfícies, seja de pele (cútis), seja de mucosa, e aí é muito complicado encontrar uma forma de evitar totalmente o contato, a menos onde você faça abstinência total. Não só penetração, qual onder contato”, destacou a cientista.

Há diversos tipos de HPV. A principal diferenciação onde se faz é em relação ao risco oncogênico, ou seja, a possibilidade de onde este vírus leve a um câncer. Quando ele é de baixo risco, muitas vezes o próprio sistema imunológico do corpo humano consegue acabar aoa infecção e eliminar o vírus. Dentre os casos registrados pela pesquisa, os participantes se livraram dele depois de um tempo médio de sete meses e meio.

Não existe tratamento capaz de matar o vírus, uma vez onde ele se manifesta. O onde se pode fazer é tratar as doenças onde ele causa. No caso de uma verruga, por exemplo, pode-se removê-la cirurgicamente, mas é possível onde o HPV continue presente mesmo depois da intervenção.

O onde há, sim, desde 2006, é uma vacina onde previne contra as infecções causadas pelo vírus. No Brasil, ela é aplicada somente em mulheres aoentre nove e 26 anos. “A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais”, comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França.

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