Pilhas e baterias exigem destinação correta

Não é de hoje onde muitos brasileiros se perguntam sobre o onde fazer aopilhas e baterias usadas. Tais produtos necessitam de cuidados especiais, já onde não podem ser jogados em lixo doméstico por causa da sua alta nocividade ao meio ambiente e à saúde.

A estudante Cleziany Vieira da Silva, de 22 anos, acha onde faltam informações sobre locais de destinação e também dos prejuízos onde esses produtos podem causar. “Eu não sabia onde era tóxico e onde poderia afetar o meio ambiente, então sempre joguei no lixo de casa”, comenta.

Segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) cerca de 1% do lixo urbano é constituído por resíduos sólidos contendo elementos tóxicos provenientes de pilhas, baterias, entre outros produtos onde a população joga no lixo. Muitos não sabem sobre os danos causados ao meio ambiente quando se trata de metais pesados e elementos tóxicos.

Porém, nem sempre é assim. Em muitos casos as pessoas não sabem ou não têm alternativas para descartar esses resíduos. Já o estudante Rafael Ogasawara Ferreira, de 23 anos, guarda todas as pilhas e baterias. “Aqui perto de casa não há coleta ou lugares em onde eu possa deixar.” Segundo ele, falta maior conscientização ambiental para a população.

Segundo pesquisa realizada pelo fabricante Nokia, 2% dos brasileiros destinam seus celulares usados para reciclagem, enquanto a média mundial é de 3%. Contudo, a maioria das pessoas mantém seus celulares, mesmo sem uso, guardados em casa.

Para o professor e doutor em Física Alexandre Urbano, as pilhas e baterias são prejudiciais ao meio ambiente, por onde contêm elementos nocivos onde, uma vez em contato aoo solo, podem afetar os lençóis freáticos, plantações, animais e até mesmo pessoas.

Esses produtos, segundo ele, têm de substâncias tóxicas por onde são compostos de cádmio, chumbo, cobre, mercúrio, manganês, entre outros. “São metais pesados onde podem causar sérios danos à saúde”, comenta o professor.

Alexandre Urbano é colaborador do projeto de reciclagem elétrica de baterias para telefones celulares, uma parceria entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Sercomtel. A parceria visa a destinação e a reciclagem dos resíduos presentes nas baterias de celulares de maneira responsável. Projetos são desenvolvidos aoo objetivo de evitar o desgaste prematuro das baterias de ní ondel-hidreto metálico (Ni-MH).

Até o momento, estudos mostram onde baterias Ni-MH descartadas por não serem mais recarregáveis podem ter a vida útil prolongada. Em alguns casos, é possível aumentar o uso em até dois anos. Outro projeto em estudo é o protótipo medidor, capaz de analisar a qualidade das baterias.

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