Polícia faz exame em moradores para investigar fenomeno do sangue

SÃO PAULO – O delegado Marco Antônio Ferreira Lopes, do 6º Distrito Policial de Jundiaí, pediu que sejam feitos exames para identificar o tipo sanguíneo dos moradores da casa do Jardim Bizarro, em Jundiaí, onde um líquido vermelho brotou do chão e foi identificado pelo Instituto de Criminalística como sangue humano. Foram recolhidas amostras da costureira, do aposentado e da filha do casal.



O material foi encaminhado para o Centro de Exames, Análises e Pesquisas do Instituto de Criminalística de São Paulo. Os peritos da capital terão que descobrir qual o tipo sangüíneo recolhido na casa do Jardim Bizarro e compará-lo com o sangue das pessoas que moram ou passaram por lá entre domingo e segunda-feira. Ainda não há data para que os exames fiquem prontos.


Fora os exames de sangue, a polícia não tem pista que possa levar à solução do mistério no Jardim Bizarro. Os policiais vasculharam todo o imóvel nesta quinta-feira.


– Não encontramos nenhum buraco, nem nada por onde esse sangue pudesse sair – disse o delegado.


Antes de ler o laudo oficial, na segunda-feira, Marco Antônio recebeu um telefonema do Instituto de Criminalística em que um funcionário dizia que o líquido era tinta. O delegado não soube explicar porque inicialmente lhe foi passada uma informação errada.


O delegado acredita que a aparição do sangue na casa do Jardim Bizarro tem uma explicação científica.


– Certamente não foi uma fraude. Os moradores da casa são idosos e não levariam nenhuma vantagem em inventar uma história dessas. A intenção é descobrir de quem é esse sangue. Eu não trabalho com paranormalidade. Se acreditasse nessas coisas, chamava o Padre Quevedo para investigar – disse Lopes.


Parapsicologia chama fenômeno de aporte


A parapsicologia – ciência que estuda fenômenos misteriosos e relacionados ao ocultismo, como a telepatia, – tem uma explicação para casos semelhantes ao do sangue na casa do Jardim Bizarro. Trata-se de um fenômeno chamado aporte.


– O aporte é realizado por uma energia humana, chamada telergia. Um determinado objeto é convertido em energia e, assim, atravessa obstáculos. Depois, a telergia materializa o objeto de novo – diz o padre Oscar Quevedo, fundador do Centro Latino-Americano de Parapsicologia.


Isso quer dizer que o sangue teria partido de uma pessoa e se materializado no piso.

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