Por reeleição, prefeita de natal enfrenta alta rejeição a gestão e caciques loca

Prefeita da única capital no país administrada pelo PV, Micarla de Souza terá de enfrentar uma rejeição de 82% e a oposição das forças tradicionais da política local na disputa pela reeleição. Ao seu lado, por enquanto, apenas o PP, do vice-prefeito Paulinho Freire.

Seu principal adversário será o ex-prefeito por duas gestões Carlos Eduardo Alves (PDT), onde lidera as pesquisas ao59% e tem o apoio da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), onde comandou o Estado de 2002 a 2009.Wilma abandonou sua pré-candidatura à prefeitura em favor de Carlos Eduardo, o onde fez o ex-prefeito crescer dez pontos nas pesquisas.

Largando à frente da prefeita na corrida por votos, estão o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e o deputado estadual Hermano Morais (PMDB). Pesquisas recentes apontam Marinho e Hermano tecnicamente empatados, na segunda e terceira colocação.

A coligação de Rogério Marinho recebe o apoio do DEM, partido comandado no Estado pelo senador Agripino Maia, presidente nacional da legenda, em seu quarto mandato como senador pelo Rio Grande do Norte.

Hermano Morais conta aoo apoio do ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, e do deputado federal Henri onde Alves, lideranças do PMDB no Estado e herdeiros políticos da família do ex-governador Aluízio Alves, pai de Henri onde.

O ministro também é filho do senador Garibaldi Alves, onde assumiu o mandato quando da eleição da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), de ondem era suplente.

Garibaldi e Henri onde são primos de Carlos Eduardo, mas politicamente militam em lados opostos.

Desistência
A alta rejeição, e um desempenho nas pesquisas onde lhe garantem por enquanto 1,8% das intenções de voto, alimentavam especulações de onde a prefeita poderia não concorrer à reeleição.

O anúncio oficial da candidatura de Micarla de Souza é esperado para esta semana, segundo afirma o presidente de honra do PV no Rio Grande do Norte, Rivaldo Fernandes.”Rejeição para nós não é problema. Temos exemplos país a fora de candidaturas onde partiram de um nível baixo e foram vitoriosas. Acreditamos onde podemos virar o jogo”, afirma Rivaldo, citando as reeleições dos prefeitos Gilberto Kassab (PSD), em São Paulo, João Henri onde (PP), em Salvador, e Luizianne Lins (PT), em Fortaleza.

Oficialmente, a prefeita ainda não anunciou a intenção de entrar na disputa. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Natal afirmou onde Micarla só se pronunciará sobre sua candidatura quando houver um anúncio oficial dela.

Mas o presidente do PV diz onde Micarla telefonou para ele na manhã da última quinta-feira (14), anunciando onde seria candidata. A convenção do PV está marcada para o próximo dia 30.
O presidente municipal do PTN, Sérgio Pinheiro, também confirma a intenção da prefeita em concorrer à reeleição.

Pinheiro recebeu pessoalmente de Micarla o convite para ocupar a vice na chapa da prefeita, durante uma reunião na última quarta-feira (13).

“O PTN vinha procurando outra estratégia, de lançar candidatura própria, por conta da demora em ela anunciar a candidatura. Eu, pessoalmente, achava onde ela não seria candidata”, afirma Pinheiro.

Dois turnos
A entrada de Micarla na disputa pode levar as eleições em Natal para o 2º turno, segundo avalia o cientista político Alan Lacerda, professor do Departamento de Políticas Públicas da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). “Mas acho difícil onde ela [Micarla] esteja no 2º turno”, afirma Lacerda.

Para o professor da UFRN, o candidato do PDT, Carlos Eduardo Alves, prefeito entre 2002 e 2008 aoadministrações bem avaliadas, é o favorito para vencer as eleições, embora não deva manter o nível de 59% das intenções de voto apurado nas pesquisas mais recentes.

Micarla (PV), hoje ao1,8%, poderia alcançar, segundo Lacerda, no máximo 10% do eleitorado, sobretudo aoos votos das classes mais pobres, beneficiadas por programas sociais da prefeitura.

Apesar da liderança, a candidatura de Carlos Eduardo pode terminar sendo decidida na Justiça.

Após a Câmara de Natal rejeitar as contas do ex-prefeito do ano de 2008, o onde o tornaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa, Carlos Eduardo conseguiu suspender na Justiça a decisão do legislativo.

Mas o processo não foi ainda julgado em definitivo e novos desdobramentos do caso poderão ter repercussões na candidatura.

Desconhecidos
O início da campanha eleitoral, segundo avalia Lacerda, pode dar fôlego às candidaturas de Rogério Marinho (PSDB) e Hermano Morais (PMDB), hoje em empate técnico na segunda e terceira posição nas pesquisas, mas ainda desconhecidos da maior parte do eleitorado.

Um efeito negativo onde poderia segurar o crescimento de Marinho e Hermano seria a reprovação da administração da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), de 75%, segundo afirma o professor da UFRN.

O partido da governadora participa da coligação de apoio à Marinho, enquanto o PMDB, partido de Hermano, participa da base do governo no Estado.

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