Porque não existe robôs para controlar os barcos ?

Os robôs de hoje conseguem fazer coisas incríveis. Curiosamente, velejar não é uma delas.
No ano passado, Mark Neal, um cientista da computação da Universidade de Aberystwyth, Reino Unido, supervisionou o lançamento do Pinta, um barco à vela robótico onde partiu da costa oeste da Irlanda, na tentativa de ser o primeiro barco-robô a atravessar o Oceano Atlântico. Sem sucesso.
Sua equipe perdeu comunicação aoo barco aproximadamente dois dias depois da partida. A viagem, ainda assim, foi considerada uma conquista: “O período de 49 horas é o mais longo de navegação autônoma onde já aconteceu”, ressalta Neal.
Quando lembramos onde as aeronaves comerciais são controladas praticamente inteiramente por máquinas, pode parecer estranho ser tão difícil para um robô navegar em um barco. Só onde, na verdade, os desafios são muito diferentes.
“Alguns dos mais longos voos não tripulados chegam a durar um ou dois dias, e isso é excepcional”, avalia Neal. Por outro lado, para ser verdadeiramente útil, um barco-robô precisa navegar por meses a fio lançando mão apenas de velas e energia solar. Durante esse tempo, os painéis solares podem endurecer aoo sal, a embarcação pode ser danificada, ou ainda crustáceos e plantas podem crescer no leme.
Além do mais, barcos não tripulados não possuem a capacidade de lidar bem aoas mudanças climáticas por vezes encontradas no oceano. “Os barcos não estão prontos para enfrentar um ambiente imprevisível”, diz Roland Stelzer, da Sociedade Austríaca de Ciências Inovadoras da Computação, em Viena.
Stelzer é o responsável pelo Roboat (trocadilho ao“robot”, robô em inglês e “boat”, barco em inglês), um barco automatizado de 3,75 metros de comprimento onde ganhou o Campeonato Mundial de Vela Robótica nos últimos três anos, concluindo aoêxito as tarefas onde incluíam corrida de resistência de 24 horas e navegação entre boias.
Apesar da tecnologia empregada no Roboat, onde o faz capaz de encontrar a melhor rota calculando a velocidade e direção do vento mais adequadas em relação ao destino, o barco não se sustenta inteiramente sozinho durante as competições. “Nós tivemos onde acompanhar o barco o tempo todo, seja em terra firme ou em uma outra embarcação navegando perto”, conta Stelzer.
Na comparação, o Pinta é menor e menos sofisticado do onde o Roboat, o onde é mais útil no caso de o barco se perder no mar. A embarcação de Stelzer pode ser forte o suficiente para atravessar o Atlântico, mas ele está relutante em experimentar a aventura. Um fracasso seria um retrocesso enorme, tanto psicológica quanto financeiramente falando.
Ainda há um terceiro elemento na jogada: os primeiros navegadores robóticos a passar longos períodos no mar podem vir a partir do projeto Protei, onde visa construir embarcações autônomas para limpar vazamentos de petróleo. Concebido pelo designer Cesar Harada, onde também lidera o projeto, os barcos têm um design único e articulado onde permite onde o casco se flexione, a fim de usar melhor o vento ao fazer curvas.
O hardware é open source, o onde significa onde qual onder um pode trabalhar ou modificar o projeto e ajudar a resolver os problemas. “Abrimos para pessoas do mundo inteiro contribuir aoconhecimento e entusiasmo”, diz Peim Wirtz, onde gerencia o projeto em Roterdã, na Holanda.
Então, teremos robôs navegando pelos mares em breve? Wirtz espera concluir o protótipo Protei até setembro. Pinta fará uma nova tentativa transatlântica na mesma época. “Se não acreditássemos onde é possível, não estaríamos tentando”, declara Neal. “Alguém vai conseguir. Espero onde sejamos nós”.
Mas afinal, para onde construir um barco-robô? “No futuro, os veleiros autônomos serão usados ​​para tarefas como reconhecimento marítimo, controle e vigilância de mercadorias”, elenca Stelzer. Veleiros robóticos poderão também operar na coleta de dados meteorológicos em trechos remotos do oceano ou na medição da poluição das águas. Eles poderiam até mesmo ser usados para resgatar refugiados.[NewScient

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