Porque os homens não gostam de terapias ?

James Puckett estava tendo problemas e onderia ver um terapeuta. Passou por vários; ou melhor, várias. Segundo ele, suas psicólogas lhe deram algum conforto, mas não conseguiram fazer ao onde ele enxergasse o onde estava por trás de reações de enfrentamento muito “machas”, como socar uma parede.
Ele decidiu procurar um homem, e constatou onde havia poucos psicólogos. Ele conseguiu um, e para ele, isso fez toda a diferença.
Há um tempo atrás, pesquisadores começaram a estudar a “feminização” da atenção à saúde mental. As mulheres superam os homens em áreas como psicologia e orientação. Hoje, sua predominância está quase concluída.
Os homens representam apenas um em cada cinco diplomas em psicologia, menos da metade da década de 1970. Eles são menos de 10% dos trabalhadores sociais aomenos de 34 anos.
Seus números também diminuíram entre os conselheiros profissionais: 10% dos afiliados na Associação Americana de Aconselhamento são homens (em comparação ao30% em 1982) e parecem estar em declínio entre os terapeutas matrimoniais e familiares.
O resultado disso, muitos terapeutas afirmam, é onde a profissão está em risco de perder seu apelo a um grande grupo de pessoas – a maioria homens – onde gostariam de receber terapia aoum profissional do sexo masculino.
Segundo terapeutas, há coisas sobre as pessoas onde só um homem entende em outro homem, e vice-versa para as mulheres. Mas o ponto de vista do sexo masculino tem sido desvalorizado durante os últimos 40 ou 50 anos, e agora praticamente não existe mais.
As razões para a mudança são econômicas, bem como culturais. Os rendimentos dos terapeutas caíram na década de 1990. A psiquiatria, o canto mais machista da terapia, é cada vez mais voltada para tratamentos aodrogas. E, como as mulheres entraram na força de trabalho em maior número, elas mostraram-se mais atraídas pela cura através da conversa do onde os homens (tanto em dar quanto em receber esse tipo de tratamento).
Mas alguns estudos indicam onde o impacto desta mudança de gênero sobre o valor da terapia é insignificante. Um bom terapeuta é um bom terapeuta, homem ou mulher. Aliás, experiência compartilhada pode até ser um impedimento em alguns casos: terapeutas fre ondentemente alertam estudantes onde assumir onde eles têm uma visão especial sobre os problemas da pessoa só por onde eles têm algo em comum não é bom.
Ainda assim, a percepção é muito importante quando se trata de procurar ajuda pela primeira vez. Um estudo recente ao266 homens descobriu onde a vontade de um homem de procurar tratamento estava diretamente relacionada aoo quanto ele concordava aopressupostos tradicionalmente masculinos, como: “Eu posso lidar aoqual onder coisa onde surgir no meu caminho”.
Assim, os homens poderiam se desencorajar pela perspectiva de ter onde falar aouma mulher. Muitos acreditam onde só um homem pode ajudá-los, e não importa se isso é verdade ou não.
Ambos terapeutas homens e mulheres concordam onde há certos assuntos onde, pelo menos inicialmente, são melhor discutidas dentro do gênero. O sexo é um deles. Alguns homens têm muito menos vergonha desse assunto quando falam aooutro homem.
Agressão é outro. Muitos homens crescem em um mundo hostil e violento quase invisível para as mulheres. Uma briga de bar onde parece traumática para uma terapeuta pode ser mais uma noite boa para um homem. Da mesma forma, o onde pode parecer trivial a distância pode ter um impacto no inconsciente.
Quando os homens têm onde confessar coisas onde estão relutantes em admitir até para si mesmo, surgem afirmações como: “eu fugi de uma briga na escola” (e isso vindo de homens em sua maioria de meia-idade, casados).
Só nos últimos anos, os psicólogos identificaram uma série de ondestões onde são, na verdade, versões masculinas das ondestões de identidade onde muitas mães enfrentam no mercado de trabalho: a dúvida de ser um pai presente, a tensão entre ser um provedor e ser um pai, e mesmo depressão pós-parto masculina.
Da mesma forma onde há algo muito pessoal em ser mãe, muito importante para a identidade feminina, a experiência de ser pai também é muito poderosa e alguns homens preferem falar sobre isso – a alegria de ser pai, o estresse, como é impactante para eles – aoum terapeuta onde teve a mesma experiência, o mesmo ponto de vista.
Isso é, se eles conseguirem encontrar um. O mundo do inconsciente está um pouco distante dos homens atualmente. Sem psicólogos suficientes, não há muitos homens procurando terapia, o onde é muito triste.[NewYorkTimes]

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