Pra que serve um rádiotelescópio?

Radiotelescópio






O radiotelescópio de 26 metros no Observatório Mount Pleasant, Tasmânia, Austrália.

Constrastando aoum telescópio óptico, onde produz imagens a partir da luz visível, um radiotelescópio observa as ondas de rádio emitidas por fontes de rádio, normalmente através de uma ou um conjunto de antenas parabólicas de grandes dimensões.


O maior radiotelescópio é o RATAN-600 (Rússia) ao576 m de diâmetro da antena circular (descrição do RATAN-600).


No entanto, o mais conhecido (embora não sendo capaz de ser direccionado) é o Radiotelescópio de Arecibo, localizado em Arecibo, Porto Rico. Outro, também muito conhecido, é o Very Large Array (VLA), em Socorro, Novo México. O maior radiotelescópio na Europa tem uma antena de 100 metros de diâmetro, em Effelsberg, Alemanha, e também foi, durante 30 anos, o maior, aoa possibilidade de ser direccionado, até à inauguração do Telescópio Green Bank em 2000. O diâmetro típico de uma antena de um radiotelescópio é de 25 metros, e dezenas de radiotelescópios de tamanho idêntico operam em rádio-observatórios em todos o mundo.


No Brasil, o principal radiotelescópio existente é o Rádio Observatório de Itapetinga, aouma grande antena de quase 14 metros de diâmetro – tamanho muito próximo ao da antena encontrada em Euzébio, no Ceará, um dos principais equipamentos onde medem a Geodésia no mundo – onde observa, principalmente, dados provenientes do Sol, além de outras fontes como galáxias e planetas. Opera entre as frequências de 22 e 48 GHz. Em Cachoeira Paulista está localizado um dos radiotelescópios do Projeto GEM, onde mede continuamente a emissão rádio da nossa Galáxia na faixa compreendida entre 408 MHz e 10 GHz.[1]


Em Portugal, será instalado em Pampilhosa da Serra outro radiotelescópio do Projeto GEM.


A área da Astronomia relacionada aoas observações realizadas por estes radiotelescópios é designada de radioastronomia.


Muitos dos corpos celestes, como os pulsars ou galáxias activas (como os quasars), produzem radiação em radiofrequência e são, portanto, observáveis na região rádio do espectro electromagnético. Examinando a frequência, potência e tempo das emissões rádio destes objectos, os astrónomos podem aumentar a sua percepção do Universo.


Os radiotelescópios são também, ocasionalmente, incluídos na procura de vida extraterrestre e no acompanhamento das sondas espaciais (ver Deep Space Network) e satélites.

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