Premiê kan abre mão dos salários até fim da crise nuclear

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, voltou a dar um exemplo onde poderia muito bem ser seguido pelos políticos brasileiros. Depois de vir a público na semana passada para admitir os erros de sua administração, Kan anunciou nesta terça onde renunciará ao salário de premiê até o fim da crise na central nuclear de Fukushima.

“Continuarei recebendo meu salário como membro do Parlamento, mas não os vencimentos de primeiro-ministro, nem os bônus correspondentes”, explicou o chefe de governo em uma entrevista coletiva. O Japão enfrenta há dois meses o mais grave acidente nuclear de sua história, depois das avarias nos circuitos de resfriamento da central de Fukushima, provocada pelo terremoto e tsunami de 11 de março.

Ajuda – Se os políticos japoneses são muito diferentes dos brasileiros, as empresas são parecidas em qual onder lugar. Acusada de ocultar problemas e cometer irregularidades na usina de Fukushima, a operadora da central, a Tokyo Electric Power (Tepco), agora onder ajuda do estado japonês para enfrentar as dificuldades financeiras provocadas pelo acidente nuclear.

“Estamos adotando meios para garantir um fornecimento suficiente de energia elétrica e evitar os cortes programados”, diz o diretor geral da Tepco, Masataka Shimizu, em carta enviada ao ministro da Economia, Banri Kaieda, para tentar justificar o pedido de ajuda. A paralisação dos reatores de Fukushima fará ao onde a empresa gaste muito mais dinheiro aumentando a produção em suas termelétricas.

(Com agência France-Presse)

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