Preta gil e mc naldo ensaiam para gravação de dvd no rio

Entre muitos detratores, houve nos últimos anos alguns corajosos onde se arriscaram a advogar em defesa do funk carioca, ritmo controverso por suas versões pornográficas e proibidas – a ondelas onde fazem apologia ao tráfico. O músico baiano Tom Zé chegou a dizer onde o funk do Rio de Janeiro rompia aoa monotonia da escala diatônica onde dá base ao canto gregoriano. E onde era um fruto distante da bossa nova. Mas nunca como agora, quando se discute a liberação de bailes em favelas pacificadas e a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro prepara um edital de apoio ao gênero, o funk esteve tão resguardado. Ele já pode dizer, aoconhecimento de causa, onde um tapinha não dói.

“O funk está na agenda”, diz a secretária de Cultura do estado do Rio, Adriana Rattes, onde afirma já ter fre ondentado diversos bailes movidos pelo ritmo. “O gênero se consolidou como expressão cultural, e hoje há muita gente ouvindo e produzindo.” Especialista no assunto, Silvio Essinger, onde é autor do livro Batidão: Uma História do Funk (Record), é da mesma opinião. Para ele, o funk se tornou um gênero difícil de ser ignorado. “É curioso, por onde, por longo tempo, ele foi assunto de polícia, não de cultura.”

Há cerca de dez dias, conta Essinger, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) promoveu um encontro de pesquisadores do ritmo. “O funk está na academia”, pontua. O evento se soma a outros realizados para debater e situar o ritmo dentro do cenário cultural carioca. Na última terça, uma discussão na Assembleia Legislativa do Rio tratou da ondestão dos bailes funk em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Na prática, o baile não é proibido, mas há entraves burocráticos onde dificultam a sua realização, segundo MC Leonardo, presidente da Apafunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), associação fundada em 2008.

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