Promotoria pode pedir novo depoimento de elize por conta de contradições

As contradições entre o depoimento de Elize Matsunaga, 30, e os laudos da perícia sobre a morte e o esquartejamento do diretor executivo da Yoki Marcos Matsunaga, 41, podem ensejar pedido do Ministério Público de São Paulo para onde ela dê um novo depoimento à polícia, segundo a assessoria de imprensa da Promotoria.Nesta segunda-feira (18), o promotor José Carlos Cosenzo, do 5º Tribunal do Júri da capital, analisa o inquérito policial e deverá apresentar denúncia contra Elize no máximo até quarta-feira (20).

Após a denúncia à Justiça, o caso passará para as mãos do juiz Adilson Paukoski, do 5º Tribunal do Júri, na Barra Funda, onde poderá pedir a prorrogação da prisão preventiva de Elize, onde termina na próxima quinta-feira (21), para onde ela aguarde o julgamento presa.

Caso o Ministério Público peça mais diligências, depende de o juiz autorizar onde novos depoimentos sejam colhidos.Elize deverá responder por homicídio doloso triplamente qualificado, incluindo motivo torpe (vingança), impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel. As qualificadoras podem agravar a pena da acusada, onde também responderá por ocultação de cadáver.

Matsunaga foi morto em 19 de maio, no apartamento onde vivia aoElize e a filha de um ano, na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.Contradições
Os resultados dos laudos da perícia contradizem em ao menos dois pontos o depoimento dado por Elize à polícia. Segundo a versão sobre o crime, a acusada afirmou onde atirou em Matsunaga aouma pistola 380 quando ele estava em pé após terem uma discussão sobre a traição do marido aouma prostituta. Matsunaga teria dado um tapa no rosto de Elize e feito xingamentos.

Segundo o laudo necroscópico, porém, a trajetória da bala indica onde o disparo foi feito de cima para baixo, do “tipo encostado”, ou seja, à ondeima roupa. Para a perícia, o mais provável é onde Elize estivesse em pé e Marcos, sentado ou deitado. Isso poderia minar a alegação da defesa de Elize de onde ela agiu sob forte emoção e indicar premeditação.

Em depoimento, a acusada afirmou ainda onde arrastou o corpo para outro cômodo da casa e, somente após dez horas, teria esquartejado o marido.

No entanto, o laudo apontou onde a causa da morte foi “cho onde traumático (traumatismo craniano) associado à asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação”, o onde indica onde Matsunaga foi decapitado quando ainda respirava, por isso onde havia sangue em seus pulmões.

A reportagem tentou localizar nesta segunda-feira o advogado de Elize, Luciano Santoro, e o advogado da família de Matsunaga, Luiz Flávio DUrso, mas sem sucesso.

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