Qual a característica da ostra?

 

Ostra









Apreciadas na China e no Japão desde a antiguidade, quando se registraram as primeiras tentativas de criá-las em viveiros, as ostras têm desde então reconhecidos seu sabor e qualidades alimentícias.
Ostra é um molusco bivalve, ou seja, tem concha formada de duas valvas desiguais, dorsal superior e ventral inferior, sem dobradiças. Pertence à família dos ostreídeos e, do ponto de vista econômico e alimentício, é a variedade de maior importância entre os moluscos. A maioria é do gênero Ostrea, composto de várias dezenas de espécies, inclusive a ostra comum (O. edulis), que chega a dez centímetros de diâmetro. As ostras vivem em colônias, fixas em pedras, ferro, madeira, ou agarradas umas às outras.
Um ligamento une as duas valvas, que se separam depois de cortado o músculo adutor. Vêem-se então o lobo direito do manto esbranquiçado e sob ele duas brânquias esverdeadas situadas do mesmo lado. Do lado dorsal estão o músculo adutor e a massa visceral, na qual se reconhecem o estômago e o intestino e, entre eles, o coração, cujas contrações se podem observar.
Hermafroditas, como todos os moluscos bivalves, as ostras produzem de um a dois milhões de ovos por ano. O ovo é fecundado e após um período de incubação no interior das valvas surgem as larvas que, libertadas, são arrastadas pelas correntes até achar um bom local para a fixação. No período anterior à fixação os criadores de ostras podem recolher as larvas, que colocam em plataformas a serem transportadas para viveiros, a salvo de ataques de parasitas e predadores como esponjas e estrelas-do-mar. A água dos viveiros deve ser muito rica em plâncton e conter outras substâncias nutritivas. Após cinco anos no viveiro, as ostras alcançam seu valor comercial máximo. Antes de serem recolhidas para o uso, ficam alguns dias em água pura, a fim de limpar seu aparelho digestivo.
O teor de proteínas, lipídios, glicídios e sais minerais das ostras se assemelha ao do leite. As ostras contêm ainda os aminoácidos lisina, histidina e triptofano; lecitina ou gorduras fosforadas; esteróis semelhantes a hormônios e vitaminas; glicerofosfatos, fosfatos e muitos metais, como cobre, ferro, zinco, manganês, magnésio e cálcio; vitaminas A, C e D, além de iodo. Em algumas ostras ocorre a formação natural de pérolas, que são, contudo, obtidas com mais freqüência em criadouros especiais. As ostras comestíveis não contêm pérolas.

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