Qual a história do egipto?

Egipto
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[mostrar a localidade num mapa interactivo] 26° 2 N, 29° 13° E

Nota: Se procura por outras definições de Egipto ou Egito, consulte Egipto (desambiguação).

جمهوريّة مصرالعربيّة
(Gumhūriyyat Miṣr al-ʿArabiyyah)
República Árabe do Egipto / Egito
Bandeira do Egipto Brasão do Egipto
(Bandeira) (Brasão de armas)
Língua oficial Árabe
Capital Cairo
Maior cidade Cairo
Presidente Hosni Mubarak
Primeiro-ministro Ahmed Nazif
Área
– Total
– % água 29º 1 001 449 km²
0.6%
População

– Censo (1996)
– Estimativa (2008)
– Densidade
15º

59 312 914
81 713 517 [1]
81,59/km²
IDH (2007) 0,708 (112º) – médio
Independência

– data
do Reino Unido

28 de Fevereiro de 1922
Moeda Libra egípcia (EGP)
Fuso horário UTC +2 (EET)
Hino nacional Bilady, Bilady, Bilady
Domínio de topo .eg
Código telefónico 20

O Egipto (português europeu) ou Egito (português brasileiro) (em egípcio Kemet; em copta Ⲭⲏⲙⲓ, transl. Kīmi; em árabe مصر, transl. ‎Miṣr, pronunciado Máṣr pelos egípcios; nome oficial: República Árabe do Egipto) é um país do norte da África que inclui também a península do Sinai, na Ásia, o que o torna um Estado transcontinental.

Com uma área de cerca de 1 001 450 km², o Egipto limita a oeste com a Líbia, ao sul com o Sudão e a leste com a Faixa de Gaza e Israel. O litoral norte é banhado pelo mar Mediterrâneo e o litoral oriental, pelo mar Vermelho. A península do Sinai é banhada pelos golfos de Suez e de Acaba. Sua capital é a cidade do Cairo.

O Egipto é um dos países mais populosos da África. A grande maioria da população, estimada em 80 milhões de habitantes (2007), vive às margens do rio Nilo, a única área cultivável do país, com cerca de 40 000 kmª. As regiões mais amplas do deserto do Saara são pouco habitadas. Cerca de metade da população egípcia vive nos centros urbanos, em especial no Cairo, em Alexandria e nas outras grandes cidades do Delta do Nilo, de maior densidade demográfica.

O país é conhecido pela sua antiga civilização e por alguns dos monumentos mais famosos do mundo, como as pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge. Ao sul, a cidade de Luxor abriga diversos sítios antigos, como o templo de Karnak e o vale dos Reis. O Egipto é reconhecido como um país política e culturalmente importante do Médio Oriente.

Os gentílicos para o país são “egípcio”, “egipciano” e “egipcíaco”.[2]
Índice
[esconder]

* 1 Etimologia
* 2 História
* 3 Política
o 3.1 Política externa
* 4 Subdivisões
* 5 Geografia
o 5.1 Clima
* 6 Economia
* 7 Demografia
* 8 Cultura
* 9 Religião
* 10 Tópicos diversos
* 11 Ligações externas
* 12 Notas

[editar] Etimologia
km.t (Kemet) em hieroglifos é
km m t
niwt

Um dos antigos nomes egípcios para o país, Kemet (kṃt), ou “terra negra” (de kem, “negro”), advém do solo fértil negro depositado pelas cheias do Nilo, distinto da “terra vermelha” (dechret, dšṛt) do deserto. O nome passou às formas kīmi e kīmə na fase copta da língua egípcia e aparece no grego primitivo como Χημία (Khēmía). Outro nome era t3-mry (“terra da ribeira”). Os nomes do Alto e do Baixo Egipto eram Ta-Shemeaw (t3-šmˁw), “terra da junça”, e Ta-Mehew (t3 mḥw) “terra do norte”, respectivamente.

Miṣr, o nome árabe moderno e oficial para o país (na pronúncia egípcia, Maṣr), é de origem semita, diretamente relacionado a outros termos semíticos para o Egipto, como o hebraico מִצְרַיִם (Mizraim), literalmente “os dois estreitos” (referência ao Alto e Baixo Egiptos).[3] A palavra possuía originalmente a conotação de “metrópole” ou “civilização” e também significa “país” ou “terra de fronteira”.

O termo português “Egipto” foi recebido do grego antigo Αίγυπτος (Aígyptos), por meio do latim Aegyptus, e já era registrado no vernáculo no século XIII.[4] A forma grega, por sua vez, advém do egípcio Ha-K-Phtah, “morada de Ptá”, denominação de Mênfis, capital do Antigo Império.[5]

[editar] História

Ver artigos principais: História do Antigo Egipto, História do Egipto.

Os vestígios de ocupação humana no vale do Nilo desde o Paleolítico assumem a forma de artefactos e petróglifos em formações rochosas ao longo do rio e nos oásis. No décimo milénio a.C., uma cultura de caçadores-coletores e de pescadores substituiu outra, de moagem de grãos. Em torno de 8000 a.C., mudanças climáticas ou o abuso de pastagens começou a ressecar as terras pastoris do Egipto, de modo a formar o Saara. Povos tribais migraram para o Vale do Nilo, onde desenvolveram uma economia agrícola sedentária e uma sociedade mais centralizada.[6]

Por volta de 6000 a.C., a agricultura organizada e a construção de grandes edifícios havia surgido no Vale do Nilo. Durante o Neolítico, diversas culturas pré-dinásticas desenvolveram-se de maneira independente no Alto e no Baixo Egiptos. A cultura badariense e sua sucessora, a nagadiense, são consideradas as precursoras da civilização egípcia dinástica. O sítio mais antigo conhecido no Baixo Egipto, Merimda, antecede os badarienses em cerca de 700 anos. As comunidades do Baixo e do Alto Egiptos coexistiram por mais de dois mil anos, mantendo-se como culturas separadas, mas com contatos comerciais frequentes. Os primeiros exemplos de inscrições hieroglíficas egípcias apareceram no período pré-dinástico, em artefactos de cerâmica de Nagada III datados de cerca de 3200 a.C.[7]
tAwy (Duas Terras) em hieroglifos é
N16
N16

Em cerca de 3150 a.C., o Rei Mena fundou um reino unificado e estabeleceu a primeira de uma sequência de dinastias que governaria o Egipto pelos três milénios seguintes. Posteriormente, os egípcios passaram a referir-se a seu país unificado com o termo tawy, “duas terras” e, em seguida, kemet (kīmi, em copta), “terra negra”. A cultura egípcia floresceu durante este longo período e manteve traços distintos na religião, arte, língua e costumes. Às duas primeiras dinastias do Egipto unificado seguiriam-se o período do Império Antigo (c. 2700-2200 a.C.), famoso pelas pirâmides, em especial a pirâmide de Djoser (III Dinastia) e as pirâmides de Gizé (IV Dinastia).
A Grande Esfinge e as pirâmides de Gizé, erguidas durante o Império Antigo, são hoje ícones nacionais no centro da indústria egípcia do turismo.
A Grande Esfinge e as pirâmides de Gizé, erguidas durante o Império Antigo, são hoje ícones nacionais no centro da indústria egípcia do turismo.

O Primeiro Período Intermédio foi uma época de distúrbios que durou cerca de 150 anos. Mas as cheias mais vigorosas do Nilo e a estabilização do governo trouxeram prosperidade ao país no Império Médio (c. 2040 a.C.), que atingiu o zênite durante o reinado do Faraó Amenemhat III. Um segundo período de desunião prenunciou a chegada da primeira dinastia estrangeira a governar o Egipto, a dos hicsos semitas. Estes invasores tomaram grande parte do Baixo Egipto por volta de 1650 a.C. e fundaram uma nova capital, em Aváris. Foram expulsos por uma força do Alto Egipto chefiada por Amósis I, quem fundou a XVIII Dinastia e transferiu a capital de Mênfis para Tebas.

O Império Novo (c. 1550-1070 a.C.) teve início com a XVIII Dinastia e marcou a ascensão do Egipto como uma potência internacional que, no seu auge, expandiu-se para o sul até Jebel Barkal, na Núbia, e incluía partes do Levante, no leste. Alguns dos faraós mais conhecidos pertencem a este período, como Hatchepsut, Tutmés III, Akhenaton e sua mulher Nefertiti, Tutankhamon e Ramsés II. A primeira expressão do monoteísmo é desta época, com o atonismo. O país foi posteriormente invadido por líbios, núbios e assírios, mas terminou por expulsá-los todos.
Construída pela primeira vez no século III ou IV, a Igreja Suspensa é a mais famosa igreja ortodoxa copta do Cairo.
Construída pela primeira vez no século III ou IV, a Igreja Suspensa é a mais famosa igreja ortodoxa copta do Cairo.

A XXX Dinastia foi a última de origem nativa a governar o país durante a era dos faraós. O último faraó nativo, Nectanebo II, foi derrotado pelos persas em 343 a.C. Posteriormente, o Egipto foi conquistado pelos gregos e, em seguida, pelos romanos, num total de mais de dois mil anos de controle estrangeiro.

O cristianismo foi trazido ao Egipto por São Marcos no primeiro século da era cristã. O reinado de Diocleciano marcou a transição entre os Impérios Romano e Bizantino no país, quando um grande número de cristãos foi perseguido. Naquela altura, o Novo Testamento foi traduzido para a língua egípcia. Após o Concílio de Calcedônia, em 451, uma Igreja Copta Egípcia foi firmemente estabelecida.[8]

Os bizantinos recuperaram o controle do país após uma breve invasão persa no início do século VII, mantendo-o até 639, quando o Egipto foi tomado pelos árabes muçulmanos sunitas. Os egípcios começaram então a misturar sua nova fé a crenças e práticas locais que sobreviveram através do cristianismo copta, o que deu orrigem a diversas ordens sufistas que existem até hoje.[9] Os governantes muçulmanos eram nomeados pelo Califado islâmico e mantiveram o controle do país pelos seis séculos seguintes, inclusive durante o período em que o Egipto foi a sede do Califado fatímida. Com o fim da dinastia aiúbida, a casta militar turco-circassiana dos mamelucos tomou o poder em 1250 e continuou a governar até mesmo após a conquista do Egipto pelos turcos otomanos em 1517.

A breve invasão francesa do Egipto em 1798, chefiada por Napoleão Bonaparte, resultou num grande impacto no país e em sua cultura. Os egípcios foram expostos aos princípios da Revolução Francesa e tiveram a oportunidade de exercitar o auto-governo.[10] À retirada francesa seguiu-se uma série de guerras civis entre os turcos otomanos, os mamelucos e mercenários albaneses, até que Mehmet Ali, de origem albanesa, tomou o controle do país e foi nomeado vice-rei do Egipto pelos otomanos em 1805. Ali promoveu uma campanha de obras públicas modernizadoras, como projectos de irrigação e reformas agrícolas, bem como uma maior industrialização do país, tarefa continuada e ampliada por seu neto e sucessor, Ismail Paxá.

A Assembléia dos Delegados foi fundada em 1866 com funções consultivas e veio a influenciar de maneira importante as decisões do governo.[11] A abertura do canal de Suez pelo Quediva Ismail, em 1869, tornou o Egipto um centro mundial de transporte e comércio, mas fez com que o país contraísse uma pesada dívida junto às potências europeias. Como resultado, o Reino Unido tomou o controle do governo egípcio em 1882 para proteger seus interesses financeiros, em especial os relativos ao canal.

Logo após intervir no país, o Reino Unido enviou tropas para Alexandria e para a zona do canal, aproveitando-se da fraqueza das forças armadas egípcias. Com a derrota do exército egípcio na batalha de Tel el-Kebir, as tropas britânicas alcançaram o Cairo, eliminaram o governo nacionalista e dissolveram as forças armadas do país. Tecnicamente, o Egipto permaneceu como uma província otomana até 1914, quando o Reino Unido derrubou Abaz II, último quediva egípcio, e formalmente declarou o Egipto um protetorado seu. Hussein Kamil, tio de Abaz, foi então nomeado sultão do Egipto.[12]

Entre 1882 e 1906, surgiu um movimento nacionalista que propunha a independência. O Incidente de Dinshaway (em que soldados britânicos abriram fogo contra um grupo de egípcios) levou a oposição egípcia a adotar uma posição mais forte contra a ocupação do país pelo Reino Unido. Fundaram-se os primeiros partidos políticos locais. Após a Primeira Guerra Mundial, Saad Zaghlul e o Partido Wafd chefiaram o movimento nacionalista egípcio, ganhando a maioria da assembleia legislativa local. Quando os britânicos exilaram Zaghlul e seus correligionários para Malta em 8 de março de 1919, o país levantou-se na primeira revolta de sua história moderna. As constantes rebeliões por todo o país levaram o Reino Unido a proclamar, unilateralmente, a independência do Egipto, em 22 de fevereiro de 1922.[13]

O novo governo egípcio promulgou uma constituição em 1923, com base num sistema parlamentarista representativo. Saad Zaghlul foi eleito para o cargo de primeiro-ministro pelo voto popular, em 1924. Em 1936, foi assinado o tratado anglo-egípcio, pelo qual o Reino Unido se comprometia a defender o Egipto e recebia o direito de manter tropas no canal de Suez. A continuidade da ingerência britânica no país e o aumento do envolvimento do rei do Egipto na política levaram à queda da monarquia e à dissolução do parlamento, por meio de um golpe militar conhecido como a Revolução de 1952. Este “Movimento dos Oficiais Livres” forçou o Rei Faruk a abdicar em favor de seu filho Fuad.

A República do Egipto foi proclamada em 18 de junho de 1953, presidida pelo General Muhammad Naguib. Em 1954, Gamal Abdel Nasser – o verdadeiro arquitecto do movimento de 1952 – forçou Naguib a renunciar, colocando-o em prisão domiciliar. Nasser assumiu a presidência e declarou a total independência do Egipto com relação ao Reino Unido, em 18 de junho de 1956, com a conclusão da retirada das tropas britânicas. Em 26 de julho daquele ano, nacionalizou o canal de Suez, deflagrando a Crise do Suez.

Nasser faleceu em 1970, três anos após a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel invadiu e ocupou a peninsula do Sinai. Sucedeu-o Anwar Sadat, que afastou o país da União Soviética e aproximou-se dos Estados Unidos, expulsando os conselheiros soviéticos em 1972. Promoveu uma reforma económica chamada “Infitá” e suprimiu de maneira violenta tanto a oposição política quanto a religiosa.

Em 1973, o Egipto, juntamente com a Síria, deflagrou a Guerra de Outubro (ou do Yom Kippur), um ataque-surpresa contra as forças israelitas que ocupavam a península do Sinai e as colinas de Golã. Os EUA e a URSS intervieram e chegou-se a um cessar-fogo. Embora não tenha resultado num sucesso militar, a maioria dos historiadores concorda em que o conflito representou uma vitória política que lhe permitiu posteriormente recuperar o Sinai em troca da paz com Israel.

A histórica visita de Sadat a Israel, em 1977, levou ao tratado de paz de 1979, que estipulava a retirada israelita completa do Sinai. A iniciativa de Sadat causou enorme controvérsia no mundo árabe e provocou a expulsão do Egipto da Liga Árabe, embora fosse apoiada pela grande maioria dos egípcios.[14] Um soldado fundamentalista islâmico assassinou Sadat no Cairo, em 1981. Sucedeu-o Hosni Mubarak. Em 2003, foi lançado o “Movimento Egípcio pela Mudança”, que busca o retorno à democracia e a ampliação das liberdades civis.

[editar] Política

Ver artigo principal: Política do Egipto

O Egipto é uma república desde 18 de junho de 1953. Mohamed Hosni Mubarak assumiu a presidência do país em 14 de outubro de 1981, após o assassinato de Anwar Sadat, e, em 2008, estava no seu quinto mandato. Mubarak é o chefe do Partido Democrático Nacional, no poder.

Embora o país seja formalmente uma república semipresidencialista multipartidária, na qual o poder executivo é compartilhado entre o presidente e o primeiro-ministro, na prática o presidente controla o governo e tem sido eleito em pleitos com candidato único há mais de cinquenta anos. A última eleição presidencial ocorreu em setembro de 2005.

Em fevereiro de 2005, Mubarak anunciou uma reforma na lei eleitoral, de modo a permitir uma eleição presidencial multipartidária. Entretanto, a nova lei instituiu restrições draconianas para as candidaturas a presidente, impedindo que políticos conhecidos se candidatassem e permitindo a reeleição de Mubarak em setembro daquele ano.[15] O pleito foi criticado por alegadas acusações de interferência governamental, fraude e violência policial contra manifestantes da oposição.[16] Como resultado, muitos egípcios parecem céticos quanto ao processo de redemocratização, já que menos de 25% dos 32 milhões de eleitores compareceram às urnas em 2005.

Em 19 de março de 2007, o parlamento aprovou 34 emendas constitucionais que proíbem os partidos de usar a religião como base para actividades políticas, autorizam o presidente a dissolver o parlamento e impedem a supervisão judicial das eleições.[17]

O poder legislativo é exercido pela Assembleia Popular, um parlamento unicameral composto por 454 membros. Destes, 444 são eleitos por voto popular para um mandato de cinco anos; os restantes 10 são nomeados pelo presidente da República. Entre as funções da Assembleia Popular estão aprovar o orçamento, fixar os impostos e aprovar os programas de governo. Para além da Assembleia, existe um Conselho Consultivo composto por 264 membros, 176 dos quais são eleitos através de voto popular e 88 nomeados pelo presidente.

Diversas organizações locais e internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, criticam o histórico egípcio referente aos direitos humanos. As violações mais sérias incluem tortura, detenções arbitrárias e julgamentos perante tribunais militares e de segurança do Estado.[18] Também há críticas relativas ao estatuto da mulher e das minorias religiosas.

[editar] Política externa

O Egipto exerce uma grande influência política na África e no Médio Oriente[carece de fontes?] e suas instituições intelectuais e islâmicas estão no centro do desenvolvimento social e cultural da região. A sede da Liga Árabe encontra-se no Cairo; tradicionalmente, o secretário-geral da organização é egípcio.

O Egipto foi o primeiro país árabe a estabelecer relações diplomáticas com Israel depois da assinatura dos acordos de Camp David, em 1979.

O ex-vice-primeiro-ministro Boutros Boutros-Ghali foi secretário-geral das Nações Unidas entre 1991 e 1996.

[editar] Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões do Egipto

Mapa político do Egipto.
Mapa político do Egipto.

O Egipto divide-se administrativamente em 27 províncias (mohafazat, em árabe; governorates, em inglês), administradas por governadores nomeados pelo presidente:

* Dakahlia
* Mar Vermelho
* Al-Buhaira
* Faium
* Garbia
* Alexandria
* Ismaília
* Guizé
* Monufia

* Minya
* Cairo
* Qaliubia
* Luxor
* Vale Novo
* Xarqia
* Suez
* Assuão
* Assiut

* Beni Suef
* Porto Said
* Damieta
* Sinai do Sul
* Kafr el-Sheikh
* Matruh
* Qina
* Sinai do Norte
* Sohag

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Egipto

Deserto Branco, em Farafra.
Deserto Branco, em Farafra.
Mapa por satélite do Delta do Nilo e da península do Sinai. NASA.
Mapa por satélite do Delta do Nilo e da península do Sinai. NASA.

Com uma área de 1 001 450 km²,[19] o Egipto é o 29º maior país do mundo, um pouco maior do que o estado brasileiro do Mato Grosso e duas vezes o território da França. Entretanto, devido à aridez do clima do país, os centros urbanos estão concentrados ao longo do estreito vale do rio Nilo e no Delta do Nilo, razão pela qual 99% da população egípcia usam apenas 5,5% da área total.[20]
Mapa topográfico do Egipto.
Mapa topográfico do Egipto.

O Egipto faz fronteira com a Líbia a oeste, o Sudão a sul e Israel e a Faixa de Gaza a nordeste. O país controla o canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho e, por conseguinte, ao oceano Índico.

Também pertence ao Egipto a península do Sinai, na Ásia, a qual, ligada ao restante do país pelo istmo de Suez, caracteriza-o como um Estado transcontinental.

Fora do vale do Nilo, a maior parte do território egípcio é composto por desertos de areia, onde os ventos criam dunas que podem ultrapassar 30 m de altura. O país inclui partes do deserto do Saara e do deserto da Líbia, a “terra vermelha”, como os chamavam os antigos egípcios, que protegia o reino dos faraós de ameaças a oeste.

Além da capital, Cairo, as outras cidades importantes do Egipto são Alexandria, Almançora, Assuão, Assiut, El-Mahalla El-Kubra, Gizé, Hurghada, Luxor, Kom Ombo, Port Safaga, Porto Said, Sharm el Sheikh, Shubra El-Khema, Suez e Zagazig. Os principais oásis são Bahariya, Dakhleh, Farafra, Kharga e Siwa.

[editar] Clima

A precipitação é baixa no Egipto, exceto nos meses de inverno.[21] Ao sul do Cairo, a precipitação média é de apenas cerca de 2 a 5 mm ao ano, em intervalos de muitos anos. Numa faixa estreita do litoral norte, chega a 410 mm,[22] concentrada principalmente entre outubro e março. As montanhas do Sinai e algumas cidades litorâneas ao norte, como Damieta, Baltim, Sidi Barrany e, mais raramente, Alexandria, vêem neve.

As temperaturas médias situam-se entre 27º e 32º C no verão, chegando a 43º no litoral do mar Vermelho, e entre 13 e 21º C no inverno. Um vento constante de noroeste ajuda a baixar a temperatura no litoral mediterrâneo. Outro vento, o Khamsin, sopra do sul na primavera, trazendo areia e poeira, e pode elevar a temperatura no deserto para mais de 38º C.

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia do Egipto

O Cairo é um importante centro de negócios.
O Cairo é um importante centro de negócios.
O turismo é uma grande fonte de renda para o Egipto. Na imagem, turismo no Templo de Luxor.
O turismo é uma grande fonte de renda para o Egipto. Na imagem, turismo no Templo de Luxor.

A economia do Egipto baseia-se principalmente na agricultura, media, exportações de petróleo e turismo. Mais de três milhões de egípcios trabalham no exterior, em especial na Arábia Saudita, no golfo Pérsico e na Europa. A construção da barragem de Assuão e do lago Nasser, em 1971, alterou a influência histórica do rio Nilo sobre a agricultura e a ecologia do país. O rápido crescimento da população, a quantidade limitada de terra cultivável e a dependência do Nilo continuam a sobrecarregar os recursos e a economia.

O governo tem lutado para preparar a economia para o novo milênio, por meio de reformas econômicas e investimentos maciços em comunicações e infra-estrutura física. Desde 1979, o Egipto recebe em média 2,2 mil milhões de dólares em ajuda dos Estados Unidos. Sua principal fonte de renda, porém, é o turismo, bem como o tráfego do canal de Suez.

O país dispõe de um mercado de energia desenvolvido e que se baseia no carvão, petróleo, gás natural e hidrelétricas. O nordeste do Sinai possui depósitos de carvão consideráveis, que são explorados à taxa de cerca de 600 000 toneladas ao ano. Produzem-se petróleo e gás nas regiões desérticas a oeste, no golfo de Suez e no delta do Nilo. As reservas egípcias de gás são enormes, estimadas em mais de 1 100 000 metros cúbicos nos anos 1990, e o país exporta GLP.

Após um período de estagnação, a economia começou a melhorar, com a adopção de políticas económicas mais liberais, que se juntaram ao aumento das receitas turísticas e a um mercado de ações em alta. No seu relatório anual, o FMI avaliou o Egipto como um dos principais países do mundo a empreender reformas económicas, que incluem um corte dramático das tarifas de importação. Um novo código tributário, promulgado em 2005, reduziu de 40% para 20% o imposto de renda das pessoas jurídicas e permitiu aumentar a arrecadação em 100% em 2006.

A captação de investimento estrangeiro direto (IED) aumentou consideravelmente nos últimos anos, chegando a mais de 6 mil milhões de dólares em 2006, devido às medidas de liberalização económica. Espera-se que o Egipto ultrapasse a África do Sul como maior captador africano de IED em 2007.

Um dos principais obstáculos com que se defronta a economia é a distribuição de renda. Muitos egípcios criticam o governo pelos altos preços de produtos básicos, já que seu padrão de vida e poder aquisitivo permanecem relativamente estagnados.

O PIB do Egipto alcançou 107,484 mil milhões de dólares em 2006[23]. Os principais parceiros comerciais do Egipto são os EUA, a Itália, o Reino Unido e a Alemanha.

[editar] Demografia

Ver artigo principal: Demografia do Egipto

Wikipedia:Livro de estilo/Cite as fontes
ATENÇÃO: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências, em desacordo com a política de verificabilidade. Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto ou em notas de rodapé.

A população do Egipto, concentrada nas margens do Nilo, no Delta e na região próxima ao canal de Suez, é estimada em 81 milhões de habitantes (2008), o que o faz o segundo mais populoso de África.

A esperança média de vida ao nascer é de 71,85 anos (estimativa de 2008), distribuída em 69,3 anos para homens e 74,52 anos para mulheres.

Os egípcios são um grupo étnico resultante da fusão dos descendentes da população autóctone do Antigo Egipto com gregos, árabes (a partir do século VII) e turcos.

Cerca de 42% dos egípcios vivem em cidades. As mais populosas são o Cairo (a cidade mais populosa do continente africano com 6 789 000 habitantes, segundo dados de 1998) e Alexandria (3 328 000 habitantes). Ao longo do século XX verificou-se uma migração das populações rurais para as cidades, o que se traduziu no surgimento nestas de problemas de saneamento básico, poluição e falta de habitações condignas.

Os núbios são um grupo minoritário do país, oriundo de uma região corresponde ao sul do Egipto e ao norte do Sudão. Quando as suas terras foram submergidas pelo Lago Nasser, tiveram que mudar-se para Kom Ombo. No século XIX fixaram-se no Egipto comunidades estrangeiras compostas por gregos, italianos, britânicos e franceses; desde que se deu a independência do país, estas populações têm diminuído. A outrora vibrante comunidade judaica egípcia praticamente desapareceu; alguns judeus visitam o país em ocasiões religiosas.

[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura do Egipto

Feriados Data Nome em português Nome local Observações
13/04 Festa da Águia Aguy Misr Pap

[editar] Religião

Segundo dados oficiais, 90% dos egípcios são muçulmanos sunitas, menos de 1% muçulmanos xiitas e 8% são cristãos.

A população cristã egípcia habita sobretudo no sul do país e nas cidades do Cairo e de Alexandria. A maioria destes cristãos pertencem à Igreja Ortodoxa Copta. Outras comunidades cristãs presentes no país são a arménia apostólica, a católica, a grega ortodoxa e a síria ortodoxa. Os protestantes incluem dezesseis denominações. As Testemunhas de Jeová e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, embora presentes no território, não são reconhecidas pelo estado.

[editar] Tópicos diversos

* África
* Lista de países

[editar] Ligações externas
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Definições no Wikcionário
Imagens e media no Commons

* Egito Guide
* Guia de viagens sobre Egipto no Wikitravel.

Notas

1. ↑ “Rank Order – Population”, no CIA World Factbook, 2008.
2. ↑ Dicionário Houaiss.
3. ↑ Biblical Hebrew E-Magazine. Janeiro de 2005
4. ↑ Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa.
5. ↑ Enciclopédia Mirador Internacional, verbete “Egito”.
6. ↑ Midant-Reynes, Béatrix. The Prehistory of Egypt: From the First Egyptians to the First Kings. Oxford: Blackwell Publishers.
7. ↑ Bard, Kathryn A. Ian Shaw, ed. The Oxford Illustrated History of Ancient Egypt. Oxford: Oxford University Press, 2000. p. 69.
8. ↑ Kamil, Jill. Coptic Egypt: History and Guide. Cairo: Universidade Americana do Cairo, 1997. p. 39
9. ↑ El-Daly, Okasha. Egyptology: The Missing Millennium. London: UCL Press, 2005. p. 140
10. ↑ Vatikiotis, P.J. The History of Modern Egypt. 4a. edição. Baltimore: Johns Hopkins University, 1992, p. 39
11. ↑ Jankowski, James. Egypt: A Short History. Oxford: Oneworld Publications, 2000. p. 83
12. ↑ Jankowski, op cit., p. 111
13. ↑ Jankowski, op cit., p. 112
14. ↑ Vatikiotis, p. 443
15. ↑ Lavin, Abigail. Democracy on the Nile: The story of Ayman Nour and Egypts problematic attempt at free elections. 27 de março de 2006.
16. ↑ Murphy, Dan. Egyptian vote marred by violence. Christian Science Monitor. 26 de maio de 2005.
17. ↑ Anger over Egypt vote timetable. BBC News.
18. ↑ Human Rights Watch. Egypt: Overview of human rights issues in Egypt. 2005
19. ↑ Lista ordenada de países, CIA
20. ↑ Hamza, Waleed. Land use and Coastal Management in the Third Countries: Egypt as a case. Accessed= 2007-06-10.
21. ↑ Soliman, KH. Rainfall over Egypt. Quarterly Journal of the Royal Meteorological Society, vol. 80, issue 343, pp. 104-104.
22. ↑ Marsa Matruh, Egypt. Weatherbase.com. Acessado em 12 de fevereiro de 2008.
23. ↑ Banco Mundial, World Development Indicators database, 11 de abril de 2008.

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