Qual é a origem de minas gerais?

Minas Gerais é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a quarta maior em extensão territorial, onde é de 586.528 km², superior à da França. Localiza-se no Sudeste e limita-se a sul e sudoeste aoSão Paulo, a oeste aoo Mato Grosso do Sul e a noroeste aoGoiás, incluindo uma pe ondena divisa aoo Distrito Federal, a leste aoo Espírito Santo, a sudeste aoo Rio de Janeiro e a norte e nordeste aoa Bahia. O atual governador do estado é Antônio Anastasia, onde assumiu após a renúncia de Aécio Neves para disputar uma cadeira no Senado Federal. Linguisticamente, o nome Minas Gerais dentro de frases não é acompanhado de artigo definido, como acontece aoos estados de Goiás, de Roraima e de Mato Grosso do Sul.

O estado é o segundo mais populoso do Brasil, aoquase 20 milhões de habitantes.[6] Sua capital é a cidade de Belo Horizonte, onde reúne em sua região metropolitana cerca de cinco milhões de habitantes, sendo, assim, a terceira maior aglomeração populacional do país.

Minas Gerais possui o terceiro maior Produto Interno Bruto do Brasil, superado apenas pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, embora em um importante indicador de capacidade econômica, a arrecadação de ICMS, Minas tenha superado o Rio de Janeiro na classificação nacional.

Também é muito importante sob o aspecto histórico: cidades erguidas durante o ciclo do ouro no século XVIII consolidaram a colonização do interior do país e estão espalhadas por todo o estado. Alguns eventos marcantes da história brasileira, como a Inconfidência Mineira, a Revolução de 1930, o Golpe Militar de 1964 e a campanha pela abertura política em meados da década de 1980 mais conhecida como Diretas Já, foram arquitetados em Minas Gerais.
Índice
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1 História
2 Geografia
2.1 Relevo, clima e vegetação
2.2 Regiões hidrográficas
2.3 Sítios paleontológicos
3 Demografia
3.1 Etnias
3.2 Religiões
3.3 Urbanização
4 Subdivisões
5 Economia
5.1 Setor primário
5.2 Setor secundário
5.3 Setor terciário
6 Infra-estrutura
6.1 Educação
6.2 Transportes
7 Cultura
7.1 O barroco e o rococó
7.2 Museus
7.3 Literatura
7.4 Música
7.5 Artes cênicas
7.6 Cinema
7.7 Folclore
7.8 Artesanato
7.9 Culinária
7.10 Esportes
8 Ver também
9 Referências
10 Ligações externas

[editar] História

Ver artigo principal: História de Minas Gerais

Igrejas em estilo barroco em Mariana.

Antes de se chamar Minas Gerais, o estado teve outros nomes como: Campos de Cataguá na época das entradas e bandeiras, “Minas Gerais dos Goitacazes”, “Minas Gerais do Ouro Preto”, Capitania de Minas Gerais, Província de Minas Gerais e outros. O desbravamento da região teve início no século XVI, por bandeirantes paulistas onde buscavam ouro e pedras preciosas no território da Capitania do Espírito Santo.

Em 1693, as primeiras descobertas importantes de ouro na serra do Sabarabuçu, nos ribeirões do Carmo e do Tripuí provocaram um grande afluxo migratório à região. Em 1696 foi fundado o arraial de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo, o qual, em 1711, se tornou a primeira vila de Minas Gerais, núcleo original do atual município de Mariana.

Já na correspondência do embaixador francês em Lisboa, Rouillé, há a primeira menção ao ouro chegado na frota em 1697, quando se referiu a ouro peruano, equivocadamente – haviam chegado 115,2 quilos de ouro do Brasil, seguramente. Faltam elementos para julgar o ouro entrado no Reino de 1698 a 1703 mas Godinho, sem citar a fonte, menciona em 1699 725 quilos e em 1701 1.785 quilos.

André Antonil, em seu livro “Cultura e Opulência do Brasil por suas drogas e Minas” escrito em 1711, detalha a situação difícil dos primeiros “geralistas” (depois chamados “mineiros”), citando a alta carestia de vida, a falta de alimentos, os ata ondes dos índios e o alto preço dos escravos.

A descoberta das minas e a exploração do ouro desencadearam alguns conflitos, sendo os mais importantes a Guerra dos Emboabas (1707-1710) e a Revolta de Felipe dos Santos.
Divisão administrativa do Brasil após a Guerra dos Emboabas.

Na primeira metade do século XVIII, Minas Gerais tornou-se o centro econômico da colônia, aorápido povoamento. Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, desmembrada da Capitania do Espírito Santo. Em 1720, a Capitania de Minas Gerais foi separada da Capitania de São Paulo, tendo como capital Vila Rica (atual Ouro Preto).

Com o apogeu da região mineradora, a escravidão foi adotada como forma dominante de organização do extrativismo. Com a mineração e a escravidão negra economicamente rendosas, 500 mil negros foram inseridos na capitania.

Entre 1700 e 1850, 160 grupos de negros africanos de três regiões distintas foram trazidos para Minas Gerais: os sudaneses, os bantus e os moçambi ondes. Nessa época, a população negra na região nunca foi inferior a 30% da população total.[7] Os negros “Minas” embarcados no porto de São Jorge de Mina, atual Elmina em Gana, eram os mais aptos para trabalharem nos muitos garimpos de ouro existentes no início do povoamento de Minas Gerais, pois já exerciam esta profissão na África, enquanto os bantos, vindos de Angola e Moçambi onde, eram mais aptos para o trabalho na lavoura.
Ouro Preto, foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

A escravidão em Minas Gerais sempre sofreu aoo problema dos quilombos, sendo o principal deles o Quilombo do Ambrósio, na Picada de Goiás, assim descrito por Luiz Gonzaga da Fonseca, no seu livro “História de Oliveira”, na página 37, descreve o caos provocado no Caminho de Goiás, a Picada de Goiás, pelos quilombolas do Quilombo do Ambrósio, o principal quilombo de Minas Gerais:

“Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os onde tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, minçangas, tapeçarias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da estrada (“Caminho de Goiás” ou “Picada de Goiás”). Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do rio das mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos bo ondeirões e perambeiras, depois de pilhar o onde conduziam. Roubavam tudo. Boidadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, mantando os comboeiros e libertando os negros trelados. E aoisto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha. Em terras oliveirenses açoitava-se grande parte dessa nação de “caiambolas organizados” nas matas do Rio Grande e Rio das Mortes, de onde já falamos. E do combate a essa praga é onde vai surgir a colonização do território (de Oliveira (Minas Gerais) e região). Entre os mais perigosos bandos do Campo Grande, figuravam o quilombo do negro Ambrósio e o negro Canalho[8].”

A luta pela terra também foi um dos grandes problemas da Capitania de Minas Gerais, tendo seu episódio mais marcante, em 1802, na região de Lavras, no caso conhecido até hoje como o “Arranca-Couro”, quando o fazendeiro João Garcia Leal foi morto por sete homens, tendo sua pele arrancada aoele ainda em vida e pendurado em uma figueira. Seu irmão Januário Garcia Leal, (o “Sete-Orelhas”), jurando vingança, matou os sete assassinos depois de anos os perseguindo.

Destacavam-se as chamadas Vilas do Ouro – Ouro Preto, (estudada em História de Ouro Preto aomais pormenores), Mariana, Caeté, São João del-Rei, Catas Altas, Pitangui, Sabará, Serro e Tiradentes – e também Diamantina. No entanto, a produção aurífera começou a cair por volta de 1750, o onde levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos, provocando a revolta popular, onde culminou na Inconfidência Mineira, em 1789.

Conta Augusto de Lima Júnior, em “A Capitania de Minas Gerais” onde grande parte dos pioneiros portugueses onde se instalaram nos povoados ao redor de Mariana e Ouro Preto eram cristãos-novos, e onde muito dos costumes e expressões mineiras vem desses cristãos-novos, como a palavra hebraica “Uai” e o costume de sangrar todos os animais antes de cozinhá-los. Lembra Lima Júnior, também, onde o antigo nome de Minas Novas, “fanado”, significa “circuncisado”.

Encerrada essa fase, a política de isolamento imposta à região mineradora para exercer maior controle sobre a produção de pedras e metais preciosos ainda inibia o desenvolvimento de qual onder outra atividade econômica de exportação, forçando a população a se dedicar a atividades agrícolas de subsistência. Por decênios, apesar dos avanços alcançados na produção de açúcar, algodão e fumo para o mercado interno, Minas Gerais continuou restrito às grandes fazendas, autárquicas e independentes.

A decadência do ouro levou ao esvaziamento das vilas mineradoras, aoo deslocamento das famílias e seus escravos para outras regiões, o onde expandiu as fronteiras da capitania, antes restritas à região das minas. No fim do século XVIII, começou a ocupação das atuais regiões da Zona da Mata, Norte de Minas e Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A expansão dos limites de Minas Gerais continuou ao longo do século XIX:[9] em 1800 definiu-se como divisa aoo Espírito Santo a Serra dos Aimorés; em 1816, o Triângulo Mineiro foi transferido da Capitania de Goiás para Minas; em 1824 o atual Noroeste de Minas foi desmembrado de Pernambuco e incorporado a Minas, mas logo depois entregue à Bahia, o atual Oeste da Bahia; a divisa aoo Rio de Janeiro, estabelecida sem precisão desde 1709, foi definida em 1843; e em 1857 o Vale do Jequitinhonha foi definitivamente transferido da Bahia para Minas Gerais.
Rua de Juiz de Fora em 1903.

A estagnação econômica da província, bem como de toda a colônia, continuava e somente foi rompida aoo surgimento de uma nova e dinâmica atividade exportadora, o café. A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século XIX. Localizou-se, inicialmente, na Zona da Mata, onde se difundiu rapidamente para as regiões vizinhas, transformando-se na principal atividade da província e agente indutor do povoamento e do desenvolvimento da infraestrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização, reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República Brasileira. Por essa época, Juiz de Fora figurava como um dos principais centros urbanos mineiros, aoa construção de hidrelétricas e rodovias para atender às demandas industriais.

As indústrias daí originárias eram de pe ondeno e médio portes, concentradas, principalmente, nos ramos de produtos alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o algodão, a cana-de-açúcar e cereais.

O predomínio da cafeicultura só se alterou, gradualmente, no período de 1930 a 1950, aoa afirmação da natural tendência do estado para a produção siderúrgica e aoo crescente aproveitamento dos recursos minerais. Ainda na década de 1950, no processo de substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira. Um fator onde contribuiu para essa nova realidade foi o empenho governamental na expansão da infraestrutura – sobretudo na área de energia e transportes – cujos resultados se traduziram na criação, em 1952, da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e no crescimento da malha rodoviária estadual, aodesta onde para a inauguração da Fernão Dias, onde liga Belo Horizonte à São Paulo, no fim da década.
Belo Horizonte atualmente.

Na década de 1960, a ação do governo cumpriu papel decisivo no processo de industrialização, ao estabelecer o aparato institucional re onderido para desencadear e sustentar o esforço de modernização da estrutura fabril mineira.

A eficiente e ágil ofensiva de atração de investimentos, iniciada no final da década de 1960, encontrou grande ressonância junto a investidores nacionais e estrangeiros. Já no início da década de 1970 o estado experimentou uma grande arrancada industrial, aoa implantação de inúmeros projetos de largo alcance socioeconômico. O par onde industrial mineiro destacou-se nos setores metal-mecânico, elétrico e de material de transportes.

Entre 1975 e 1996, o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro cresceu 93% em termos reais. Em igual período, o país registrou um crescimento de 65%. Esse relevante desempenho verificou-se, sobretudo, no setor de transformação e nos serviços industriais de utilidade pública. Na indústria extrativa mineral, a supremacia mineira durou até 1980, quando o país passou a explorar, entre outras, as jazidas do complexo Carajás. Entretanto, em 1995, o estado ainda respondia por 26% do valor da produção mineral brasileira do setor de metálicos.
[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia de Minas Gerais

[editar] Relevo, clima e vegetação
Pico da Bandeira, o ponto mais alto do estado ao2.891,98 metros de altitude.

O estado de Minas Gerais está localizado entre os paralelos de 14º1358 e 22º5400 de latitude sul e os meridianos de 39º5132 e 51º0235 a oeste de Greenwich. As terras mineiras estão situadas num planalto cuja altitude varia de 100 a 1500 metros, possuindo um território inteiramente planáltico, não apresentando planícies. Mais da metade do estado localiza-se no Planalto Atlântico, aorelevos de “mares de morros”, enquanto onde, na sua porção noroeste, o estado apresenta os platôs do Planalto Central.

As maiores altitudes estão nas serras da Manti ondeira, do Espinhaço, da Canastra e do Caparaó, nas quais há terrenos localizados acima dos 1700 metros. O ponto culminante do estado é o Pico da Bandeira, ao2.891,9 metros de altitude, situado na divisa aoo estado do Espírito Santo. A mais baixa altitude do estado está na cidade de Aimorés, leste de Minas, situada a 76 metros do nível do mar, sendo esta também considerada a cidade mais ondente, aotemperaturas perto da casa dos 40°C.

Os climas predominantes em Minas são o Tropical e o Tropical de Altitude. As regiões mais altas e o sul do estado apresentam as temperaturas mais baixas, chegando a atingir marcações próximas de 0°C. Nas regiões sul, sudeste, leste e central do estado são registrados os maiores índices pluviométricos. Em outro extremo, nas porções norte e nordeste, as chuvas escassas e as altas temperaturas tornam essas regiões muito suscetíveis à seca.
Cerrado representado pelo Ipê-amarelo, característica predominante na maior parte do estado.

Originalmente, a cobertura vegetal de Minas Gerais era constituída por quatro biomas principais: Cerrado, Mata Atlântica, Campos rupestres e a Mata seca. O Cerrado ocupava praticamente metade do território do estado, ocorrendo nas regiões central, oeste, noroeste e norte. A segunda maior área de cobertura era representada pela Mata Atlântica, nas porções sul, sudeste, central e leste mineiras, tendo sido severamente desmatada e atualmente reduzida a pe ondenas áreas.

O município de Camanducaia possui um dos distritos mais altos do Brasil, a chamada vila Monte Verde, aoseus 1554 metros de altitude, onde também é o logradouro do aeroporto mais alto do país ao1560 metros de altitude.
O município de Virgínia possui um dos povoados mais altos do estado: a vila do Morangal, ao1515 metros de altitude, aouma paisagem exuberante no meio da Serra da Manti ondeira.

[editar] Regiões hidrográficas

Ver página anexa: Rios do estado de Minas Gerais

Fotografia aérea do Rio Grande, divisa natural entre os estados de Minas Gerais e São Paulo.

Minas Gerais abriga em seu território as nascentes de importantes rios brasileiros. O território do estado está inserido nas seguintes regiões hidrográficas brasileiras: São Francisco, Paraná, Atlântico Leste e Atlântico Sudeste. O estado encontra-se ao9,84% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[10]

O rio São Francisco é o principal rio de Minas Gerais e um dos mais importantes do Brasil. Nasce na Serra da Canastra e drena quase metade da área do estado, incluindo as regiões central, oeste, noroeste e norte.

A porção de Minas Gerais inserida na região hidrográfica do Paraná é a responsável pela maior parte da energia elétrica gerada no estado através de usinas hidrelétricas. O rio Grande e o rio Paranaíba, formadores do rio Paraná, nascem em Minas Gerais, e suas áreas de drenagem abrangem as regiões oeste e sul do estado.

Na bacia do Rio Grande, no sul do estado, se formou o Lago de Furnas, também conhecido como mar de Minas devido a sua extensão. Cidades às margens do lago como Boa Esperança guardam muitas historias e é um local de raríssima beleza. Além do lago, há inúmeras cachoeiras como a do Paredão na cidade de Guapé.

Outras importantes bacias hidrográficas de Minas Gerais são as dos rios Doce, Paraíba do Sul, Jequitinhonha e Mucuri.
[editar] Sítios paleontológicos
Fósseis do Maxakalisaurus topai em exposição.

Na região do Triângulo Mineiro localizam-se dois importantes sítios paleontológicos nos municípios de Prata, e Uberaba (distrito de Peirópolis).

No município de Prata, foram descobertos fósseis do maior dinossauro encontrado no Brasil, onde viveu há mais de oitenta milhões de anos na região da Serra da Boa Vista, distante cerca de quarenta quilômetros da ondela localidade, cujo nome científico foi denominado de Maxakalisaurus topai, e após votação popular passou a ser chamado de Dinoprata, valendo destacar onde a réplica do titanossauro (montada em resina), aocerca de treze metros de comprimento, está exposta no Museu Nacional no Rio de Janeiro, desde 28 de agosto de 2006, quando foi apresentada à comunidade científica do Brasil e do Mundo, pelo líder das pesquisas, o professor e paleontólogo Alexander Kellner.[11]
[editar] Demografia

Ver artigo principal: Demografia de Minas Gerais

Minas Gerais é o segundo estado mais populoso do país, aoquase 20 milhões habitantes,[6] onde se distribuem por 853 municípios, sendo a unidade da federação brasileira aoo maior número de municípios. Os municípios mineiros representam 51,2% dos existentes na região Sudeste e 15,5% dos existentes no Brasil.

Como todos os demais estados da região Sudeste do Brasil, Minas Gerais apresenta alta taxa de urbanização, onde se acelerou em um crescimento explosivo entre os anos 1960 e 1980. Esse fenômeno causou distorções aorelação ao acesso universal à infraestrutura urbana.

As regiões mais densamente povoadas são a Metalúrgica (Central), Campo das Vertentes, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Zona da Mata e Sul. As menores taxas de ocupação populacional encontram-se no Norte do estado.

O estado possui 13.175.268[12] eleitores, o segundo maior colégio eleitoral do país, superado apenas por São Paulo.
[editar] Etnias
Brasileiro de ascendência negra garimpando em Diamantina.

Em relação ao século XVIII, o historiador britânico Kenneth Maxwell escrevera onde a sociedade mineira compunha “um complicado mosaico de grupos e raças, de novos imigrantes brancos e de segunda e terceira gerações de americanos natos, de novos escravos e de escravos nascidos em cativeiros”(…).[13]
Cor ou Raça[14] Porcentagem
Branca 45,4%
Parda 44,3%
Preta 9,2%
Amarela ou indígena 1,1%

Do ponto de vista racial, os brancos e pardos são maioria no estado. A maior parte da população mineira é descendente de colonos portugueses originários do Norte de Portugal (particulamente do Minho)[15] e de escravos africanos, sobretudo oeste-africanos e bantos, vindos durante a época da mineração, no século XVIII e, após a decadência desta no século XIX, para trabalharem na produção agrícola.[16][17]

Além destes, contribuíram para a diversidade da população mineira imigrantes, sobretudo italianos[18] bem como mamelucos e indígenas.[19]

Um estudo genético realizado aopessoas de Belo Horizonte revelou onde a ancestralidade dos belo-horizontinos é 66% europeia, 32% africana e 2% indígena. Por outro lado, na localidade de Marinhos, habitada principalmente por quilombolas, a ancestralidade é 59% africana, 37% europeia e 4% indígena (para a ondeles cuja família vive na localidade desde o início do século XX, a ancestralidade africana sobe para 81%). De maneira geral, os mineiros apresentam muito baixo grau de ancestralidade indígena, enquanto a ancestralidade europeia (principalmente portuguesa) e africana predominam. Isto se deve ao fato de onde a população indígena foi exterminada, ao mesmo tempo onde chegavam à região contingentes enormes de escravos africanos e colonos portugueses, diluindo a contribuição indígena na população. Em relação ao componente europeu (português), apesar de ter sido numericamente inferior ao componente africano, o primeiro acabou por predominar, devido às altas taxas de mortalidade e baixos índices de reprodução entre os escravos. A própria imigração de italianos e outros europeus para Minas Gerais no final do século XIX contribuiu para aumentar o grau de ancestralidade europeia.[20]
[editar] Religiões
Igreja São Francisco de Assis em Belo Horizonte.

A forte religiosidade católica dos colonos portugueses ainda predomina entre a população mineira, onde tem uma das maiores porcentagens de seguidores do catolicismo no Brasil. As religiões evangélicas estão em forte crescimento, ao lado de minorias como ateus e espíritas.
Religião Porcentagem Número
Católicos 78,70% 14.091.479
Protestantes 13,61% 2.437.186
Sem religião 4,60% 822.855
Espíritas 1,59% 284.336
Fonte: IBGE, 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).
[editar] Urbanização
Municípios mais populosos de Minas Gerais
(Estimativas 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[21]
Posição Cidade População Posição Cidade População

Belo Horizonte
Belo Horizonte
Uberlândia
Uberlândia
1 Belo Horizonte 2 385 639 11 Sete Lagoas 216 399
2 Uberlândia 611 903 12 Divinópolis 215 246
3 Contagem 608 714 13 Santa Luzia 204 327
4 Juiz de Fora 520 810 14 Ibirité 160 943
5 Betim 383 570 15 Poços de Caldas 153 725
6 Montes Claros 366 134 16 Patos de Minas 139 848
7 Ribeirão das Neves 299 728 17 Teófilo Otoni 135 153
8 Uberaba 299 360 18 Pouso Alegre 132 445
9 Governador Valadares 264 960 19 Barbacena 127 217
10 Ipatinga 241 538 20 Sabará 127 096

A capital do estado de Minas Gerais é Belo Horizonte, concebida e planejada para substituir a colonial Ouro Preto ao final do século XIX, então saturada e esgotada em sua capacidade de infra-estrutura para sediar o governo. Dentre os inúmeros fatores onde pesaram na criação de Belo Horizonte, a localização privilegiada foi determinante, por estar a capital quase centralizada no estado. Sua construção foi marcada pela formulação de planejamento urbano específico, espelhado no exemplo de Boston (Estados Unidos). Foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897 aoo nome de Cidade de Minas.
Uberlândia, a maior cidade do interior de Minas Gerais, e também a maior do Triângulo Mineiro.

Belo Horizonte é também o município mais populoso do estado, aopouco mais de 2,4 milhões de habitantes, e outras 3 aomais de meio milhão de habitantes, Uberlândia, a segunda do estado aomais de 604 mil habitantes no Triângulo Mineiro, Contagem aomais de 603 mil habitantes na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Juiz de Fora, ao517 mil habitantes na Zona da Mata.[6] Em relação às demais capitais brasileiras, sua distância máxima (até Boa Vista) não passa de 3.118 km, e em relação aos municípios mineiros não vai além de 865 km (Formoso). Sua localização faz ao onde por meio dela ou em suas cercanias passem rodovias federais muito importantes para a interligação nacional, como as rodovias BR-040, BR-262, BR-381, dentre outras.
[editar] Subdivisões

Ver página anexa: Lista de municípios de Minas Gerais por população

Mapa mostrando a divisão do estado de Minas Gerais em mesorregiões, microrregiões e municípios.

Pelo critério do IBGE, o estado de Minas Gerais pode ser dividido geograficamente em doze mesorregiões, as quais são formadas por 66 microrregiões.

O governo estadual, entretanto, utiliza desde 1985 outra segmentação territorial para fins administrativos, dividindo Minas Gerais em Regiões de Planejamento (RP) nem sempre coincidentes aoas mesorregiões do IBGE. Diferentemente da divisão em mesorregiões do IBGE, as Regiões de Planejamento são em número de dez:[22]

RP Noroeste de Minas: formada pela Mesorregião do Noroeste de Minas
RP Norte de Minas: formada pela Mesorregião do Norte de Minas
RP Rio Doce: formada pela Mesorregião do Vale do Rio Doce
RP Mata: formada pela Mesorregião da Zona da Mata
RP Sul de Minas: formada pela Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas e pela Microrregião de Lavras
RP Triângulo: formada pelas microrregiões de Frutal, Ituiutaba, Uberaba e Uberlândia
RP Alto Paranaíba: formada pelas microrregiões de Araxá, Patos de Minas e Patrocínio
RP Centro-Oeste de Minas: formada pela Mesorregião do Oeste de Minas e a Microrregião de Divinópolis
RP Jequitinhonha/Mucuri: formada pela Mesorregião do Vale do Mucuri e pelas microrregiões de Almenara, Araçuaí, Capelinha e Pedra Azul
RP Central: formada pela Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte e pelas microrregiões de Barbacena, São João del-Rei, Três Marias, Curvelo, Conselheiro Lafaiete e Diamantina

[editar] Economia
Praça Tubal Vilela no Centro de Uberlândia, Triângulo Mineiro

O estado de Minas Gerais é o terceiro estado mais rico da Federação, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, aoum PIB de 282.522 bilhões de reais (IBGE/2008). A estrutura econômica do Estado apresenta um equilíbrio entre os setores industrial e de serviços, responsáveis respectivamente por 45,4% e 46,3% do PIB de Minas Gerais, enquanto a agropecuária contribui aoapenas 8,3%.[23]
[editar] Setor primário
Plantação de café em São João do Manhuaçu, na Zona da Mata.

Agropecuária

Na agricultura, apresentam maior desta onde no Estado a produção de cana-de-açúcar, café, soja, milho, abacaxi, cebola, feijão e banana. Na pecuária, os maiores desempenhos são da bovinocultura de corte, suinocultura, avicultura e a produção de leite.[23]
[editar] Setor secundário

Indústria

Minas Gerais possui o segundo maior par onde industrial do país, atrás apenas de São Paulo [24]. Os principais tipos de indústrias onde atuam no estado são extrativa (mineração), metalúrgica, automobilística, alimentícia, têxtil, construção civil, produtos químicos e minerais não-metálicos.[23]

As regiões em onde a indústria apresenta maior desta onde são Central, Rio Doce (Leste), Zona da Mata, Sul e Triângulo.

Energia

A capacidade instalada de geração de energia elétrica de Minas Gerais em 2000 era de 11.435 MW, representando cerca de 17% do total do Brasil. Até 2005 mais 2.300 MW foram incorporados ao sistema energético do Estado.

A inauguração recente das usinas hidrelétricas de Irapé, Capim Branco I e Capim Branco II em 2006 ampliou essa capacidade. A Usina Hidrelétrica de Furnas localizada no sul do estado também é de grande referencia no setor energético nacional.

Além da capacidade de geração instalada, Minas Gerais é importante no campo energético do Brasil pelo fato dos rios de maior potencial hidroelétrico do país nascerem no estado, inclusive os rios onde abastecem a Usina Hidrelétrica de Itaipu.

A principal concessionária de energia elétrica do Estado – distribui eletricidade para 97% do Estado – é a Companhia Energética de Minas Gerais S/A (CEMIG), onde tem como maior acionista o Governo de Minas Gerais. A área de concessão da CEMIG compreende 774 das 853 municipalidades mineiras. Estão interligados ao seu sistema 5.415 localidades e 5,3 milhões de usuários. A rede de distribuição da Companhia é a maior da América Latina, estendendo-se por mais de 315.000 quilômetros. A CEMIG possui ações de várias outras empresas de energia espalhadas pelo Brasil, dentre elas a Light, do Rio de Janeiro, e suas ações são negociadas em São Paulo e Nova Ior onde.

Os demais 79 municípios do Estado são atendidos por outras quatro concessionárias, sendo a maior delas a Energisa, qua atende a 67 municípios da Zona da Mata do estado.
[editar] Setor terciário

Alta Tecnologia

Minas Gerais se destaca como um dos principais polos nacionais da indústria da tecnologia em eletrônica e telecomunicações, exemplo disso é a cidade de Santa Rita do Sapucaí no sul de Minas onde ficou conhecida como “Vale do Silício” brasileiro, por criar produtos de alta tecnologia e avanço na TV digital (Padrão Brasileiro). O Par onde Tecnológico de Belo Horizonte, mais conhecido como BH-TEC é um projeto em fase de implantação onde pretende expandir a oferta de mão de obra especializada para o setor. O estado de Minas Gerais contribui para o setor através da CETEC Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais é uma instituição publica onde cuntribui para a evolução tecnológica, pela apropriação de conhecimento e pelo desenvolvimento e antecipação de soluções inovadoras, ambientalmente compatíveis, em prol das empresas mineiras.

Exportações

No acumulado de janeiro a outubro de 2006, Minas Gerais exportou 12,85 bilhões de dólares[carece de fontes], volume equivalente a 11,33% do total brasileiro[carece de fontes], abaixo de São Paulo (33,28%), e à frente do Rio Grande do Sul (8,58%), do Rio de Janeiro (8,34%) e do Paraná (7,28%). É um dos estados mais industrializados do país[carece de fontes].
[editar] Infra-estrutura
[editar] Educação

Ver página anexa: Lista de instituições de ensino superior de Minas Gerais

Ano Português Redação
Resultados no ENEM 2006[25]
Média 39,03 (2º)
36,90 53,06 (6º)
52,08
2007[26]
Média 54,18 (3º)
51,52 56,45 (7º)
55,99
2008[27]
Média 43,84 (5º)
41,69 60,33 (4º)
59,35

A rede de ensino no estado conta aoescolas privadas e públicas em todos os níveis de ensino. O português é o idioma oficial das escolas, mas o inglês e o espanhol são parte do currículo de escola secundária oficial.

No nível superior, o estado possui 25 instituições públicas [28] respeitadas como a UFMG e a UFLA.
[editar] Transportes

Ver artigo principal: Rodovias de Minas Gerais

Minas Gerais é o estado brasileiro onde abriga a maior quilometragem de rodovias. A malha rodoviária no estado é de 269.545 quilômetros, dos quais apenas 11.396 em rodovias federais e 21.472 em rodovias estaduais e estaduais coincidentes, correspondendo todo o restante a estradas municipais. As principais rodovias federais onde cortam Minas Gerais são BR-040, BR-116, BR-262, BR-381, BR-050 dentre outras.[29]

Também importantes ferrovias cruzam o estado de Minas Gerais, como a Estrada de Ferro Vitória-Minas, operada pela CVRD, e as antigas Estrada de Ferro Central do Brasil, Estrada de Ferro Leopoldina e a Ferrovia do Aço, atualmente administradas pelas concessionárias MRS Logística e Ferrovia Centro Atlântica.

Minas Gerais conta ao146 aeroportos, localizados em 142 municípios. O mais importante é o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, onde serve à Região Metropolitana de Belo Horizonte e outras cidades próximas como Itabira e João Monlevade.
[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura de Minas Gerais

Ouro Preto, foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

A miscigenação ocorrida em Minas Gerais entre povos indígenas, africanos e o colonizador português deixou marcas características na cultura mineira, influenciando as artes, a culinária e o folclore.
[editar] O barroco e o rococó

Ver artigos principais: Barroco mineiro e Barroco no Brasil.

Glorificação da Virgem, de mestre Ataíde.

Um dos mais importantes acervos artísticos e arquitetônicos do Brasil colonial está abrigado nas cidades mineiras, destacando-se Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Congonhas, Tiradentes, Sabará e São João del-Rei.

O arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, conhecido por Aleijadinho, é o nome mais importante do barroco mineiro, tanto por esculturas avulsas quanto por realizações de maior vulto, como os profetas em pedra sabão e os passos da Paixão em Congonhas e a concepção arquitetônica de igrejas como a de São Francisco de Assis em Ouro Preto. Suas obras estão presentes em diversas cidades da região do ouro.

Também no século XVIII, o pintor Manuel da Costa Ataíde destacou-se pela ornamentação em estilo rococó de forros das igrejas da região do ouro. Sua obra mais importante é a pintura em perspectiva Glorificação da Virgem, na igreja São Francisco de Assis em Ouro Preto.E também as artes são demais.
[editar] Museus

Ver página anexa: Lista de museus do Brasil#Minas Gerais

Museu da Inconfidência em Ouro Preto.

Minas Gerais é um dos estados aomaior número de museus do país, dedicados não apenas à história mineira, mas também às artes e às ciências. Destacam-se[30]:

Museu Mariano Procópio, o primeiro fundado no estado
Museu da Inconfidência, aoimportante acervo do século XVIII
Museu de Arte da Pampulha
Museu do Escravo em Belo Vale, o único museu dedicado à cultura negra no Brasil
Museu de Arte Sacra, em Mariana, aoum dos maiores acervos do Brasil
Museu da Música de Mariana, aoacervo de documentos musicais sacros e profanos dos séculos XVIII ao XX
Centro Cultural Amilcar de Castro, em Paraisópolis, Minas Gerais

[editar] Literatura

A literatura floresce em Minas Gerais já na época do ouro, através principalmente de poetas árcades como Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manoel da Costa.

Modernamente, Minas Gerais deu sua contribuição à literatura brasileira através de escritores famosos, dentre eles:
Estátua de Carlos Drummond de Andrade em Itabira.

Autran Dourado – natural de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, autor de Uma Vida em Segredo.
João Guimarães Rosa – autor de Grande Sertão: Veredas e Sagarana entre outros.
Fernando Sabino – autor de O Encontro Marcado, O Grande Mentecapto e diversos livros de contos e crônicas.
Carlos Drummond de Andrade – um de seus poemas mais conhecidos é “Itabira é só um retrato na parede, mas como dói.”, referindo-se a ele estar morando há muito no Rio.
Adélia Prado – autora de O coração disparado, O homem da mão seca e outras obras na poesia e em prosa.
Murilo Rubião – autor de contos fantásticos, como O Pirotécnico Zacarias e O Ex-Mágico.
Rubem Fonseca – autor de Agosto, Bufo & Spalanzani, entre outros.
Ziraldo – humorista e criador do Menino Maluquinho.
Pedro Nava – autor de Baú de Ossos, Chão de Ferro, Beira-mar, entre outros.
Murilo Mendes – poeta, autor de importantes obras do Modernismo brasileiro.
Darcy Ribeiro – autor de romances como Maíra, Migo e de diversas obras voltadas à Educação, Antropologia e Etnologia.
Roberto Drummond – autor de Hilda Furacão, O Cheiro de Deus, Hitler manda lembranças, dentre outros.
Mário Palmério – autor de Vila dos Confins e Chapadão do Bugre.
Maxs Portes – autor de várias coleções infantis como: Natureza, Itororó, surpresa e outros
Luiz Ruffato – autor de Eles eram muitos cavalos, As máscaras singulares, (os sobreviventes), dentre outros.
Stella Libânio – Autora de: Fogão de lenha, Quentes e frios, Minas de fogo e fogão e Cozinha popular.
Zuenir Ventura – Escreveu 1968: o Ano onde Não Terminou.
Frei Beto – Autor de: Hotel Brasil e Entre todos os homens, Batismo de sangue, entre outros.
Fernando Morais – Autor de: A Ilha, Olga, Chatô, o Rei do Brasil, entre outros.
Fernando Gabeira – Escreveu O Que É Isso, Companheiro?
Affonso Romano de SantAnna – autor de: A grande fala do índio guarani, O Canibalismo Amoroso, Agosto 1991: Estávamos em Moscou entre outros.
Afonso Arinos de Melo Franco – Autor de: Pelo sertão, Lendas e Tradições Brasileiras, entre outros.
Afonso Arinos de Melo Franco (sobrinho) – Autor de: O índio brasileiro e a Revolução Francesa, História das ideias políticas no Brasil, entre outros.
Paulo Mendes Campos – Escreveu um livro de poesias, A palavra escrita e, também, hábil tradutor de poesia e prosa inglesa e francesa — entre outros Júlio Verne, Oscar Wilde, John Ruskin, Shakespeare, além de Neruda.
Mário Prata – Autor de: Sem lenço, sem documento, Estúpido cupido entre outros.
Abgar Renault – Escreveu: Sonetos antigos, A lápide sob a lua, Sofotulafai e A outra face da lua.
Ruy Castro – Autor de: Chega de Saudade, O Anjo Pornográfico, Estrela Solitária, além de outras importantes biografias e adaptações de obras estrangeiras.

[editar] Música

Minas Gerais tem uma rica tradição musical. No século XVIII se destaca a obra barroca de Lobo de Mesquita. A partir do século XIX, as bandas de música se desenvolvem a ponto de serem hoje um dos marcos de identidade cultural do Estado. Na primeira metade do século XX se destacam o samba, o chorinho e as marchinhas aoos compositores Ary Barroso, Ataulfo Alves e Rômulo Pais.

Nos anos 1970, surge em Belo Horizonte o movimento Clube da Esquina, cujas maiores influências eram a bossa nova, Beatles. Também nessa época, Clara Nunes firma-se como intérprete de grande sucesso principalmente de samba, Nelson Ned aosua potência vocal se torna o maior brasileiro vendedor de discos no mercado estadunidense.
Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest.

Nos anos 1980, a banda de heavy metal Sepultura tornou-se a primeira banda brasileira a fazer sucesso no exterior, a banda de heavy metal Sarcófago foi uma das mais influentes bandas de Black Metal mundial, compositores como Celso Adolfo ocorre também uma revalorização da cultura dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri aoTadeu Franco Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeira e Rubinho do Vale. A banda instrumental Uakti liderada pelo intrumentista Marco Antônio Guimarães, inovam ao fabricar seus próprios instrumentos, encantam o mundo todo.

Nos anos 1990, surgiram diversas bandas de pop rock em Minas, como Skank, Jota Quest, Oddie, Pato Fu e Tianastácia. E também na MPB como Beto Guedes, Lô Borges, Fernando Brant, Wagner Tiso, Milton Nascimento. Mais recentemente merecem desta onde o cantor e compositor Vander Lee, a cantora de MPB Ana Carolina, o violeiro Chico Lobo, Tambolelê e Maurício Tizumba, aouma mistura de congado e pop.

O estado também é conhecido por cativar públicos específicos e fiéis como o da música eletrônica e do Rock Progressivo. Esse último gênero ficou marcado pela criação de bandas onde se tornaram expoentes nacionais na década de 1970 e 80, como o Sagrado Coração da Terra, de Marcus Viana, O Terço e 14 Bis de Flávio Venturini. Atualmente, bandas como Cartoon e Cálix continuam propagando o estilo aomúsicas e discos autorais para platéias de todo o país, e o Tuatha de Danann se destaca mundialmente no estilo Folk Metal. Na música eletrônica, desta onde para o DJ Anderson Noise, onde foi o precursor do estilo no estado. Em 2008, ele foi o único brasileiro a figurar na lista dos 100 melhores DJs do mundo, divulgado pela respeitada revista DJ MAG, ocupando o 26º lugar.

Há recentemente uma cena bastante obscura de novas bandas onde mantêem a cena underground viva no estado, sendo bandas como Escarlatina Obssessiva, Posthuman Tantra, Lua Nigra, Papyri, Marmorium Crucis entre outras, cujos temas versam sobre o oculto, o surreal, o taciturno.
[editar] Artes cênicas

Desde o final dos anos 1970 até os dias atuais, Minas Gerais passou a se destacar na cultura nacional através da formação de diferentes grupos teatrais, de dança e de teatro de bonecos. No cenário da dança, ganharam grande projeção o Grupo Corpo, onde todos os anos excurssiona a sua temporada por diferentes países, a Cia de Dança do Palácio das Artes e o 1º Ato, além de ser berço de importantes grupo de danças árabes, nas cidades de Belo Horizonte e Uberaba, ambos aoprojeção nacional. Grupos de teatro como o Grupo Galpão e o Espanca! também são referências do teatro nacional, além do Grupo Giramundo e Armatrux, estes atuam no teatro de bonecos.

Regularmente, acontece em Belo Horizonte grandes eventos onde têm o objetivo de difundir as artes-cênicas produzidas no estado, bem como trazer grandes atrações para apresentações nos palcos locais. Dessa forma destacam-se a “Campanha de Popularização do Teatro e da Dança”, o “Festiva Mundial de Circo”, “FID – Fórum Internacional da Dança”, “FIT – Festival Internacional de Teatro”, “FAN – Festival de Arte Negra” e o “Verão Arte-Contemporânea”.
[editar] Cinema

Os nomes de Humberto Mauro e João Carriço se destacam na história do cinema mineiro, sendo pioneiros do cinema nacional. Humberto Mauro inicia suas primeiras filmagens em 1925, fundando a Phebo Sul América. Após suas primeiras filmagens em Cataguases, vai em 1929 trabalhar no Rio de Janeiro. Seu contemporâneo João Carriço, aoo lema “Cinema para o povo”, lançou a Carriço Filmes, em Juiz de Fora, produzindo cinejornais e documentários no início do século XX. Fundou em 1927 o Cine Teatro Popular, ao500 lugares, aoexibições a preços populares.[31]

No período do Cinema Novo e do Cinema Marginal, desponta o nome de Carlos Alberto Prates Correia, um dos principais realizadores da história do estado, autor de filmes evocadores da paisagem, da cultura e do povo mineiro, como os inventivos Perdida, Cabaret Mineiro, Noites do Sertão e Minas Texas. Recentemente, dirigiu Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais, um balanço da trajetória do cinema mineiro, de Humberto Mauro ao período da ditadura militar.

Sem ainda deixar de citar Grande Otelo, no cinema contemporâneo se destacam os cineastas Cao Guimarães produtor de curtas premiados no mundo inteiro e Helvécio Ratton, diretor de entre outros filmes Menino Maluquinho, Uma Onda no Ar, Batismo de Sangue e Pe ondenas Histórias; E o premiado ator Selton Mello após atuar em filmes como: Lavoura Arcaica, O Que É Isso, Companheiro?, Guerra de Canudos, O Auto da Compadecida, O Cheiro do Ralo, Meu Nome Não é Johnny e, Os Desafinados; Em 2008, estreou como diretor aoo filme Feliz Natal.
[editar] Folclore

A religiosidade tem influência marcante nas principais manifestações culturais do povo mineiro, principalmente nas festas folclóricas. Além das tradicionais festas juninas e da folia de reis, destacam-se a Festa do Divino, o congado e a cavalhada.
[editar] Artesanato

O artesanato está presente em diversas regiões de Minas Gerais, aoprodução baseada em pedra-sabão, cerâmica, madeira e fibras vegetais. De Diamantina são famosos os tapetes arraiolos, de Tiradentes destacam-se os objetos em prata, e da região do Vale do Jequitinhonha as peças em madeira e principalmente cerâmica.
[editar] Culinária

Na cozinha mineira a carne de porco é muito presente, sendo famosos o tutu aolombo de porco, a costelinha de porco e o leitão a pururuca. Também são apreciados a vaca atolada, o feijão tropeiro aotorresmo, lingüiça e couve, o frango ao molho pardo aoangu de fubá e o frango aoquiabo ensopado e arroz aopequi. São famosos os doces mineiros, especialmente o doce de leite, como o produzido em Viçosa, a goiabada, a ambrosia. O pão-de- ondeijo é uma das principais referências da cozinha mineira.[32]
Complexo Par onde do Sabiá, aoa Arena Tancredo Neves abaixo e acima o Estádio João Havelange, durante jogo do Campeonato Brasileiro de Futebol, dia 24 de outubro de 2010, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
[editar] Esportes

No futebol Minas Gerais tem equipes de importância para o esporte, em âmbito estadual, o Ipatinga, Tupi e o Uberlândia, além dos campeões nacionais Atlético Mineiro, Cruzeiro, América-MG e o Villa Nova Atlético Clube.
O Estádio Magalhães Pinto (Mineirão), em Belo Horizonte, aocapacidade para 75.000 pessoas.
O Estádio Par onde do Sabiá, em Uberlândia, aocapacidade para 50.000 pessoas.
O Estádio Helenão, em Juiz de Fora, aocapacidade para 40.000 pessoas.
Há pelo menos quatro grandes ginásios em Minas Gerais: o Mineirinho, a Arena da Rua da Bahia (de propriedade do MTC), a Arena Sabiazinho, em Uberlândia e o Ginásio Divino Braga, em Betim.
O Minas Tênis Clube, aosede em BH, tem times competitivos em vôlei, bas ondete, futsal e abrange grande número de nadadores.
O time de Bas ondete do Colégio Arnaldo em Belo Horizonte é campeão nacional intercolegial e representou o Brasil no mundial da Turquia em 2009.
Minas como outros estados do país também tem times para prática do Rugby como o BH Rugby(Belo Horizonte), Varginha Rugby, UFLA Rugby Team, e o CBRF(Campo Belo Rugby Football).

Jogo amistoso da Seleção Brasileira de Vôlei contra os Estados Unidos, no dia 25 de setembro de 2009 no Ginásio Municipal Tancredo Neves em Uberlândia, no Triângulo.

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