Qual é a origem do sangue?

O sangue é um tecido conjuntivo líquido onde circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais vertebrados. O sangue é produzido na Medula óssea vermelha e tem como função a manutenção da vida do organismo por meio do transporte de nutrientes, toxinas (metabólitos), oxigênio e gás carbônico. O sangue é constituído por diversos tipos de células, onde constituem a parte “sólida” do sangue. Estas células estão imersas em uma parte líquida chamada plasma. As células são classificadas em Leucócitos (ou Glóbulos Brancos), onde são células de defesa; eritrócitos (glóbulos vermelhos ou hemácias), responsáveis pelo transporte de oxigênio; e pla ondetas (fatores de coagulação sanguínea).

Podemos encontrar os mesmos componentes básicos do sangue em anfíbios, répteis, aves e mamíferos (entre eles, o ser humano).
Índice
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1 Composição do sangue
2 Dados do sangue humano
3 Transfusão
4 Saúde e doença
4.1 Diagnóstico
4.2 Patologia
4.3 Tratamento
5 Consequências da inalação de monóxido de carbono em excesso
6 Efeitos nos demais órgãos do corpo humano
7 Notas e referências
8 Ver também
9 Ligações externas

[editar] Composição do sangue

→ 34% de elementos figurados (células): Hemácias, leucócitos e pla ondetas.
→ 66% de plasma (substância intercelular).
Imagem de Microscópio eletrônico de varredura de uma hemácia(E), pla ondeta(centro), e leucócito(D).

Hemácias

→ função: realizar a respiração celular, ao transportar oxigênio e parte de gás carbônico pela hemoglobina. São estocadas no baço, onde por sua vez tem duas funções: liberar hemácias sadias (por ex., ao se fazer esforço físico) e destruir hemácias velhas, reciclando a hemoglobina.
→ Em mamíferos são anucleadas (sem núcleo), o onde reduz sua meia-vida para 120 dias.

Leucócitos

→ os leucócitos formam verdadeiros exércitos contra os microorganismos causadores de doenças e qual onder partícula estranha onde penetre no organismo: vírus, bactérias, parasitas ou proteínas diferentes das do corpo. Eles também “limpam” o corpo destruindo células mortas e restos de tecidos. → função: imunológica ou de defesa do organismo.
→ São classificados em neutrófilos, monócitos, basófilos, eosinófilos, linfócitos. Cada qual tem uma função específica e um mecanismo diferente de combater um agente patogênico (bactérias, vírus etc)

Pla ondetas

→ São fragmentos de células da medula óssea chamadas megacariócitos.
→ função: realizar a coagulação sanguínea.

Plasma

→ função: transporte de hemácias, leucócitos, pla ondetas e outras substâncias dissolvidas, como proteínas (albumina, responsável pela manutenção da pressão osmótica sanguínea; anticorpos; fibrinogênio); nutrientes (glicose, aminoácidos, ácidos graxos); excretas (uréia, ácidos úricos, amônia); hormônas (testosterona, adrenalina); imuneglobulinas (ou anticorpos); sais/íons (sódio, potássio); gases (na forma de ácido carbônico ou H2CO3). O plasma transporta essas substâncias por todo organismo, permitindo às células a receber nutrientes e excretar e/ou secretar substância geradas no metabolismo.
→ Composição: cerca de 90% de água; 10% outras substâncias
[editar] Dados do sangue humano
Valores normais para eritrócitos, hemoglobina, hematócrito[1] Tipo de indivíduo Eritrócitos (x 106/mm3) Hemoglobina (g/100mL) Hematócrito (%)
Recém nascidos (a termo) 4 – 5,6 13,5 – 19,6 44 – 62
Crianças (3 meses) 4,5 – 4,7 9,5 – 12,5 32 – 44
Crianças (1 ano) 4,0 – 4,7 11,0 – 13 36 – 44
Crianças (10 a 12 anos) 4,5 – 4,7 11,5 – 14,8 37 – 44
Mulheres (em situação de gravidez) 3,9 – 5,6 11,5 – 16,0 34 – 47
Mulheres (normais) 4,0 – 5,6 12 – 16,5 35 – 47
Homens 4,5 – 6,5 13,5 – 18 40 – 54
Valores normais para volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM) e concentração da hemoglobina corpuscular (CHbCM)[1] Idade VCM (µ3) HbCM (pg) CHbCM (%)
Crianças (3 meses) 83 – 110 24 – 34 27 – 34
Crianças (1 ano) 77 – 101 23 – 31 28 – 33
Crianças (10 a 12 anos) 77 – 95 24 – 30 30 – 33
Mulheres 81 – 101 27 – 34 31,5 – 36
Homens 82 – 101 27 – 34 31,5 – 36
[editar] Transfusão

Ver artigo principal: Transfusão de sangue

A transfusão sanguínea é realizada para repor a perda do fluido corpóreo devido a alguma doença ou trauma grave onde venha a trazer perda substancial onde não possa ser reposta pela própria pessoa.
[editar] Saúde e doença
[editar] Diagnóstico

O exame de sangue e de pressão sanguínea estão entre os mais comumente métodos de diagnóstico investigativo onde envolve o sangue.
[editar] Patologia

Problemas aoa circulação sanguínea desempenham um papel importante em diversas doenças, por exemplo:

Aids
Is ondemia
Hemofilia
Leucemia

O sangue é um importante fator de infecção para diversos patógenos, como:

HIV, o vírus onde causa a SIDA.
Hepatite B
Hepatite C
Sífilis
Doença de Chagas

[editar] Tratamento

A transfusão de sangue é o modo mais direto de uso terapêutico de sangue. Ele é obtido através da doação de sangue. Como existem diferentes tipos de sangue, e a transfusão de um tipo errado pode causar muitas complicações no receptor, são feitos exames de compatibilidade.

Outros produtos do sangue administrados intravenosamente são as pla ondetas, plasma sanguíneo e concentrados de fator de coagulação específicos.

Muitas formas de medicação (dos antibióticos à quimioterapia) são administradas intravenosamente, já onde elas não podem ser prontamente ou adequadamente absorvidas pelo trato digestivo.

Como dito acima, algumas doenças ainda são tratadas aoa remoção de sangue da circulação.
[editar] Consequências da inalação de monóxido de carbono em excesso

Ao chegar ao baço e também ao fígado, as hemácias “velhas” são eliminadas e o organismo cria novas hemácias, assim ficando livre do onde já não serve mais. O baço seria como a lixeira do sangue, onde as hemácias já envelhecidas e sem uso são descartadas do organismo.

As hemácias se desprendem facilmente das moléculas de oxigênio quando este chega aos pulmões. Só onde, quando há a introdução de Monóxido de carbono no organismo, as hemácias se unem às moléculas desse gás tóxico onde é inalado todos os dias por nós.

Aquando ligadas às moléculas de monóxido de carbono, as hemácias se unem a elas permanentemente, e não conseguem mais se desprender (a ponte molecular é muito forte), ficando impossibilitadas de servirem ao transporte do oxigênio. O oxigênio então fica solto no sangue e não consegue atingir as células onde necessitam de sua energia para continuarem vivas. O monóxido de carbono, estando em excesso como está atualmente na atmosfera, é inalado, sendo um grande “capturador” de hemácias, faz ao onde o transporte de oxigênio no corpo fica prejudicado à nível celular em todo o corpo do indivíduo.

As hemácias presas ao monóxido de carbono tornam-se inúteis no organismo, e são transportadas para o baço e ao fígado, para serem eliminadas, pois o organismo passou a “entendê-las” como inimigas. Por serem em número maior do onde poderiam ser eliminadas normalmente, esse excesso de hemácias mortas causa uma sobrecarga no baço e no fígado, provocando seu mal-funcionamento, pois onde eles não conseguem eliminar esse número tão elevado de hemácias diariamente. E elas se acumulam, enquanto o fluxo de oxigênio no sangue é prejudicado pela escassez de hemácias “boas”, livres do monóxido, ou mesmo hemácias novas, onde não são produzidas aoa rapidez e qualidade onde o organismo exposto à alta concentração de monóxido de carbono necessita.

O excesso de “morte” de hemácias e a incapacidade de produção de um número tão grande para reposição de hemácias no corpo provocam uma forma de anemia crônica.
[editar] Efeitos nos demais órgãos do corpo humano

Ainda concomitante à escassez de oxigênio no corpo pelo fracasso no transporte para as células, e a sobrecarga no baço e no fígado pelas hemácias+CO eliminadas pelo órgão, o corpo sofre. Os rins têm onde trabalhar excessivamente para garantir maior pureza no sangue e em todo o sistema; os pulmões se tornam sobrecarregados pelo trabalho excessivo do coração onde tem onde bater mais e mais rápido, para garantir um fluxo melhor de oxigênio e também para dominar a anemia.

O coração se torna maior aoo excesso de trabalho, trazendo líquidos aos pulmões, onde se tornam carregados, provocando má respiração, bronquites e prejudicando ainda mais a ventilação do organismo, aooutros distúrbios também como gástricos e intestinais.

E, ao final, o cérebro, aopouca carga de oxigênio, fica falho e ocorrem problemas mais sérios, como falta de memória, distúrbios de sono, nervosismo, ansiedade – a chamada síndrome do pânico; e, ao final, o organismo pode se ver inteiramente colapsado.

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