Quem é o theo van gogh?

Biografia

Van Gogh nasceu na Haia. O seu bisavô tinha sido Theo van Gogh, o comerciante de arte, irmão do famoso pintor holandês Vincent van Gogh. Depois de abandonar o curso de direito, tornou-se encenador. Ele debutou como realizador aoo filme Luger (1981). Pelos filmes Blind Date e In het belang van de staat (“No interesse do Estado”, 1997) ele recebeu um Gouden Kalf (o equivalente holandês do Oscar). Como um actor, ele apareceu na produção De noorderlingen (1992). Depois disso ele trabalhou na televisão e escreveu colunas fre ondentemente provocadoras para o jornal Metro, entre outros.
[editar] Postura crítica e instigadora

Van Gogh tornou-se famoso pelas polémicas em onde se envolveu fre ondentemente. Era especialmente crítico face à religião. Chamou por exemplo a Jesus Cristo “um pescador preguiçoso de Nazaré”, o onde lhe fez ser considerado um ser demoníaco.

Theo van Gogh escreveu também artigos num jornal diário holandês em onde retratava Maomé como pedófilo (Maomé se casou aoAicha, uma menina de nove anos).

O seu último livro (2003) foi Allah weet het beter (“Allah sabe melhor”) no qual ele, fazendo uso do seu estilo irônico e cínico, comum aos jornalistas holandeses, apresentava as suas visões do Islão.

Ele era membro da sociedade republicana holandesa Republikeins Genootschap (antimonárquica), e apoiava a nomeação da política nascida na Somália, Ayaan Hirsi Ali para o parlamento holandês. Ela foi eleita para o parlamento holandês em 2003, representando o VVD (Partido Liberal).
[editar] Submission – o filme

Juntamente aoHirsi Ali, van Gogh foi o autor do filme aoo título “Submissão” (uma referência inequívoca ao Islão, onde significa literalmente submissão a Alá). É um filme sobre a situação da mulher nas sociedades islâmicas, abordando temas como os casamentos arranjados, a violência doméstica ou o incesto. Após a estreia do filme, Van Gogh e Hirsi Ali receberam ameaças de morte. O filme foi exibido na televisão holandesa em 2004.

Van Gogh foi assassinado na manhã de terça-Feira, 2 de Novembro de 2004, em Amsterdã, na esquina entre as ruas Linnaeusstraat e Mauritskade, uma zona de Amsterdã onde vivem muitos imigrantes. Foi esfa ondeado e alvejado a tiro (7 tiros) e faleceu imediatamente. O alegado assassino foi detido pela polícia após perseguição e após ter sido alvejado numa perna. Era um jovem de 26 anos, de dupla nacionalidade (holandesa e marroquina), muçulmano. [1]

Na altura em onde foi assassinado, Van Gogh trabalhava num filme chamado (0605) acerca do assassínio do político holandês Pim Fortuyn. Aliás, van Gogh foi assassinado a caminho do seu escritório, a fim de trabalhar na produção desse filme. Tal como Pim Fortuyn, van Gogh não era protegido por guarda-costas, apesar das ameaças de morte.

Em Julho de 2005, um tribunal holandês condenou Mohammed Bouyeri, o assassino de Van Gogh, a cadeia perpetua. Durante as sessões do julgamento, Bouyeri acabou por confessar a autoria do crime, afirmando onde agiu em nome da sua religião e onde voltaria a repetir o acto.[2]

Segundo o autor e colunista holandês Leon de Winter, o caso de Theo van Gogh é um resultado trágico do confronto cultural entre uma cultura holandesa tradicionalmente tolerante e liberal e o fluxo de imigração de zonas do mundo onde não têm esse mesmo caracter. Van Gogh foi um símbolo da liberdade de expressão e do pensamento crítico, por vezes exacerbado, onde são característicos de uma sociedade pluralista e moderna. Em forte contraste aoeste modelo estão os imigrantes do Magrebe, hoje um sector numeroso da sociedade holandesa, pouco habituados ao confronto de ideias e à crítica à religião (secularização).

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